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Início Colunas Investimento 2019: o ano da bolsa brasileira?

2019: o ano da bolsa brasileira?

Robert Brokamp, da Motley Fool, diz que a diversificação reduz riscos, aumenta a previsibilidade e impulsiona os retornos. Essa premissa nunca foi tão verdadeira como agora

Estivemos acostumados com taxas de juros altíssimas, mas esse cenário foi se alterando nos dois últimos anos, trazendo a taxa Selic a 6,5%. Fechamos o ano com uma inflação de 4%, ou seja, a menor taxa de juros reais desde 1986.

O que querem dizer todos esses números? Basicamente, as taxas de renda fixa não são mais tão atrativas como em outros momentos e, assim, uma das formas de alavancar o portfólio é investir em renda variável.

O ano começou com otimismo na recuperação econômica brasileira, na expansão da abertura comercial do país, na expectativa de uma reforma tributária e da previdência. Segundo as projeções da agência americana Fitch, a expectativa de crescimento do PIB saltou de 1,3% para 2,4% em 2019. O mercado internacional também está otimista, com a diminuição das tensões comerciais entre EUA e China, e um novo aquecimento do gigante asiático.

Toda essa positividade refletiu na bolsa brasileira. Janeiro foi o melhor mês em 12 meses do índice Ibovespa, com 10,82% de valorização e a bolsa batendo 97.394 pontos − seu maior patamar histórico e, segundo a revista Forbes, a melhor bolsa no mundo e com projeções de ser a melhor no primeiro trimestre.

Apesar da alta, diversos analistas projetam a bolsa acima de 125.000 pontos no fim do ano e chegamos a encontrar até projeções a 140.000 pontos. Estudos mostram que ainda temos espaço para maiores valorizações dos ativos e que, analisando a partir da bolsa em dólar, não chegamos às máximas históricas, o que corrobora as expectativas otimistas. Mas e o risco?

Existe um ditado no mercado: “não investir em ações é mais arriscado que não investir no longo prazo”. Comprar ações nada mais é que se tornar sócio de um percentual de uma empresa e, nos últimos tempos, várias delas performaram muito acima do Ibovespa e do CDI. Com o auxílio de uma boa assessoria, uma boa diversificação de portfólio, da mitigação de risco e de investimentos em boas ações, podemos buscar melhores rentabilidades com níveis de risco aceitáveis.

Depois de todos esses dados, voltamos ao questionamento: esse será o ano da bolsa brasileira? Só poderemos responder no fim do ano. Mas a combinação de cenários alinhada à necessidade de diversificação nos dá muitos motivos para, pelo menos, considerarmos essa hipótese.

Rafael Cruz
Assessor de investimentos e sócio da
RP Capital
rafael.cruz@rpcapital.com.br
Facebook: RP Capital
Instagram: @rpcapitalinvest
www.rpcapital.com.br

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