A queda da inflação, o crescimento do PIB e as novas medidas da Caixa em relação ao crédito imobiliário são alguns, entre diversos fatores, que influenciam nesse novo cenário

Diante do cenário econômico brasileiro não tão favorável dos últimos tempos, dizer que o momento de investir na sua casa própria é agora seria um pouco intrigante para uma boa porcentagem da população. Porém, acredite, há sinais de recuperação! Essa é a afirmação de profissionais e empresas que fazem parte do segmento imobiliário, como João Paulo R. Fortes Guimarães, Diretor Comercial da Imobiliária Fortes Guimarães. “Já sentimos um aumento na procura por imóveis no mês de outubro”.

João Paulo R. Fortes Guimarães, Diretor Comercial da Imobiliária Fortes GuimarãesJoão Paulo R. Fortes Guimarães, Diretor Comercial da Imobiliária Fortes Guimarães

Tem imóvel em estoque
Guimarães aponta que, em 2015, inúmeras incorporadoras não lançaram novos empreendimentos devido às oscilações do setor, incertezas políticas, juros altos e crédito escasso. “A maioria focou na venda das unidades em estoque e os estoques foram e estão sendo consumidos com preços de 3 e 2 anos atrás”. Mas para os futuros lançamentos, o Diretor Comercial da Imobiliária Fortes Guimarães conta que não será possível manter os orçamentos do início das obras e, consequentemente, serão entregues com um preço maior.  “Para os interessados em comprar a tão desejada casa própria o meu conselho é: não adie esse sonho! Esse momento do mercado é inédito. Em 30 anos de setor imobiliário, não foi possível vivenciar oportunidade tão grande com bons imóveis, bons preços e disponibilidade de crédito. Aproveite!”, enfatiza Guimarães.

A hora é agora!
Nos últimos anos, passamos por uma situação econômica instável que deixou grande parte da população assustada e, consequentemente, tímida quando o assunto é investir. Para quem não entende de números, índices e taxas, a insegurança é ainda maior. Mas os especialistas garantem que já são vários os sinais de recuperação que aumentam a esperança de conquistar um lugar “para chamar de seu”. “A melhora nas condições de crédito, os ajustes nas contas públicas, a inflação mais baixa e, consequentemente, a queda nos juros são fatores importantes que contribuem para essa retomada do setor. Pelo cenário econômico atual, o momento ainda requer certa cautela, mas o mercado imobiliário de Ribeirão Preto é forte e promissor”, comenta Hilton Hugo da Silva Fabbri, Diretor da Hugo Engenharia.
Apesar dos indicadores apontarem para a recuperação do mercado imobiliário, muita gente ainda está descrente de que o momento é de investir. “A desconfiança é natural, pois durante 2 anos foram divulgadas diariamente notícias negativas do setor imobiliário, principalmente devido às dificuldades no mercado da cidade de São Paulo. Em nossa região, inclusive o mercado imobiliário manteve-se estável nesse período. Agora, abre-se um novo ciclo positivo, em que a retomada da confiança e do otimismo começam gradualmente a impactar o cotidiano das pessoas, também em relação ao mercado imobiliário”, garante Nadson Martins de Souza, Diretor Comercial da Bild Desenvolvimento Imobiliário.
Entre os pontos que comprovam a restauração da situação econômica, a inflação, para Adilson José da Silva e Fued Wadih Mattar Netto, sócios da Prestserp Engenharia, aparece como um dos principais. “A inflação está diretamente ligada ao custo de vida, pois sabemos que tanto os serviços como os produtos têm reajuste de preços atrelado ao índice que mede a inflação e, consequentemente, em momento de alta, o custo de vida sobe e o poder aquisitivo diminui. Assim, os recursos que são usados para investimentos passam a suprir as necessidades básicas”.
Felizmente, segundo o Banco Central, a inflação sofreu uma retração em relação ao que estava antevisto para este ano e para 2017, cujas previsões passaram de 5,12% para 5,07%. Essa queda, por sua vez, é o gatilho para a precificação dos imóveis. “Com a redução da inflação e consequentemente a queda dos juros, o imóvel começa a se tornar interessante quando comparado a outros investimentos. Quando há retomada no preço dos ativos, significa que é a hora de comprar”, afirma José Renato Magdalena, Diretor da Copema Engenharia e Construções LTDA.
De outro lado, mas assim como a inflação, o PIB (Produto Interno Bruto) também influencia diretamente nessas tendências. Em agosto desse ano, o Ministério da Fazenda revisou positivamente a projeção para o crescimento da economia em 2017 – indicador que passou de 1,2% para 1,6%. Além disso, diversos analistas independentes e grandes bancos previram que, com um pouco de variação na taxa, o crescimento do PIB, ou seja, os números parecem apontar que o Brasil está realmente deixando a crise em seu passado. Mas o que significa esse aumento?
“Se o PIB cresce é porque o país está produzindo mais, as empresas estão faturando mais, o governo arrecada mais e consegue melhorar as taxas de juros, e assim surgem novas oportunidades de emprego e investimentos. Isso cria um círculo virtuoso que faz a economia girar, melhorando o nível de emprego e aumentando a renda da população”, explica Welton Tadeu De Bortoli, Diretor-Presidente do Grupo WTB.
As menores taxas de juros estimulam compras parceladas e financiamento e, portanto, interferem diretamente de forma positiva no mercado imobiliário, como ressalta Leonel Darahem Mafud, Executivo de Urbanismo da Perplan Urbanização e Empreendimentos. “A casa própria é o bem de maior valor agregado na vida do consumidor, e, portanto, aquele compromisso que ele mais reluta em assumir em cenário de incerteza econômica. O crescimento do PIB favorece o emprego e estimula a confiança para o cidadão assumir compromissos de longo prazo e, por isso, é fundamental para o cidadão conseguir sua casa própria”.

No momento da compra
O cenário econômico está bom, as condições, favoráveis, e existe o desejo de conquistar um imóvel. Portanto, chegou a hora de comprar! Mas mesmo assim, há outros fatores que devem ser levados em consideração antes de fechar o negócio – fatores que garantem a qualidade do imóvel e das condições de negociações.
Unanimidade entre especialistas da área, a principal dica é não escolher uma casa ou apartamento apenas pelo preço (o barato pode sair caro!). É necessário que sejam avaliadas a qualidade da construção, a localização, a conveniência (se o espaço é o que você precisa) e a possibilidade de valorização. Considere ainda os diferenciais do local e os benefícios a longo prazo.
Também é importante verificar se o imóvel está devidamente registrado e prestar atenção no memorial descritivo do empreendimento, que é um documento em que constam informações fundamentais sobre o que a construtora está se comprometendo a entregar. “A avaliação da minuta do contrato tem que ser feita com muito critério, analisando prazo de obras, taxa de juros, correções e condições de pagamento. E, em caso de dúvidas, procure ajuda de um profissional de sua confiança”, alerta Elvio Roberto Morgatto, Diretor da San Marino Negócios Imobiliários, que ressalta ainda a importância de pesquisar sobre as incorporadoras (obras já realizadas e histórico de negócios e financeiro).
Apenas após todos esses passos, deve ser feita a negociação de preço ou a comparação com outros imóveis que se encaixam nos mesmos padrões. De qualquer forma, pesquise e simule possibilidades de financiamento – com isso, pode-se também ter uma ideia de qual o valor adequado de cada imóvel. Por último, não desperdice oportunidades!
“Hoje as construtoras e incorporadoras junto às instituições financeiras estão trabalhando para que de alguma forma as pessoas consigam adquirir imóveis, estamos em um momento oportuno para quem tem condições de comprar”, garante Julio Di Madeo, Gerente Comercial e de Marketing da Construtora Pereira Alvim. Mas não é porque 2016 está chegando ao fim que o comprador irá perder a sua chance, antecipa Fernanda Hakim Trad Defendi, Gerente Comercial e de Marketing da Stéfani Nogueira Incorporação e Construção. “Acredito que, em 2017, isso ainda irá permanecer e vamos conseguir disponibilizar aos clientes ótimos produtos e condições”.

Célio Pereira Silva, Gerente Regional da Construção Civil da Caixa
Célio Pereira Silva,
Gerente Regional da Construção Civil da Caixa

R$ 34 bilhões até o fim do ano
Segundo Célio Pereira Silva, Gerente Regional da Construção Civil da Caixa, o mercado imobiliário vem emitindo sinais de melhora desde o fim do 1º semestre de 2016, quando as contratações de operações de crédito habitacional superaram o volume contratado no mesmo período do ano passado.
O Gerente Regional ainda conta que a Caixa disponibilizou R$ 93 bilhões para o crédito habitacional neste ano e já aplicou R$ 59 bilhões. “A expectativa é aplicar R$ 34 bilhões até o fim do ano, sendo R$ 9 bilhões para habitação de mercado e R$ 25 bilhões para habitação social”, explica Silva.
Para atingir esse objetivo, o banco promoveu medidas estratégicas no crédito imobiliário nos últimos meses e relançou o Plano Empresário, uma modalidade de financiamento de empreendimentos que proporciona condições especiais para construtoras – as medidas para reaquecer o setor também estão voltadas para os clientes pessoa física. “Entre as mudanças, está o aumento da cota de financiamento, de 70% para 80% nos imóveis novos, e de 60% para 70% em caso de imóveis com valores superiores a R$ 750 mil”, revela o Gerente Regional.

João Marcelo de Andrade Barros, Diretor Financeiro Comercial da Habiarte
João Marcelo de Andrade Barros, Diretor Financeiro Comercial da Habiarte

Próximo ao Parque
Uma das áreas com crescimento em destaque na cidade é a próxima ao Parque Prefeito Luiz Roberto Jábali, mais conhecido como Curupira. Para quem procura um novo lugar para morar e prioriza qualidade de vida, essa é uma região em evidência que oferece espaço arborizado e pouco populoso. “O entorno do Parque é uma atração da cidade, com extensa área verde de preservação. Os investimentos pelas empresas imobiliárias tornam a região mais interessante ainda, com qualidade urbanística e planejamento viário muito superior em qualidade à média da cidade. Deste modo, é de esperar que o desenvolvimento imobiliário da região seja também maior que em outros pontos da cidade”, ressalta João Marcelo de Andrade Barros, Diretor Financeiro Comercial da Habiarte.


Bonfim Paulista
Distrito de Ribeirão Preto, Bonfim Paulista é considerado um local propício para investimento, seja ele da casa própria ou imóvel comercial. Para Armando Pagano Júnior, Diretor Comercial da Tap Construtora, o eixo de crescimento para aquela área é um fato concreto e irreversível. “É na qualidade de vida, acima de tudo, que as pessoas estão focando. Isso sem falar que a região possui a maior concentração de condomínios de alto padrão da cidade, gerando um local de grande poder aquisitivo em todo o seu entorno”.
A facilidade de acesso ao distrito também é outro fator que chama a atenção dos investidores no momento de escolher um local para morar ou trabalhar, segundo Welton Tadeu De Bortoli, Diretor-Presidente do Grupo WTB. “Bonfim Paulista é um complexo urbano com características diferenciadas, muito próximo a Ribeirão e conectado à cidade por vias amplas e bem sinalizadas”.
Moisés Nicodemo, Diretor Geral da Liftplan Construtora, destaca o local como um pedaço de tranquilidade perto da grande Ribeirão Preto. “Lá a taxa de criminalidade é baixa, além de estar localizado na Zona Sul e oferecer uma boa estrutura de comércio e serviços, o que garante um forte potencial de valorização”, afirma. Ele também acredita que a conquista da casa própria sempre vem da luta de quem traça esse objetivo e que, por isso, os empreendimentos que forem desenvolvidos para melhorar a vida das pessoas irão oferecer o retorno ideal para cada real investido.

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