Atividade física pode ajudar na prevenção do Alzheimer

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Pesquisas mostram que hormônio produzido naturalmente pelo corpo durante a prática de exercícios pode contribuir na melhora da perda de memória causada pela patologia

Esta semana começa com um alerta para a prevenção e a conscientização sobre a Doença de Alzheimer – com a bandeira do “Fevereiro roxo”. Segundo dados do IBGE, entre 2012 e 2017, o Brasil passou a ter mais de 30 milhões de idosos, o que equivale a 14% da população brasileira, sendo que a Doença de Alzheimer está entre as mais incapacitantes para esse grupo.

Estudos científicos publicados recentemente trazem novas possibilidades para o tratamento e o diagnóstico da doença, uma vez que avançaram no entendimento dos mecanismos que influenciam o problema, como a descoberta de um novo biomarcador que se liga à proteína de tau (relacionada à saúde dos neurônios) e afetam a memória.

Uma pesquisa realizada por 25 cientistas de diversos países – entre eles, dois brasileiros –, publicada na revista Nature Medicine, estabeleceu a relação entre o aumento dos níveis do hormônio Irisina e uma possível melhora na perda de memória causada pelo Alzheimer. “O mais interessante é que a Irisina é um hormônio produzido naturalmente pelo corpo durante a prática de exercícios físicos. Ainda se discute muito sobre a prevenção da demência. Mas, na medida em que avançamos no entendimento dela, fica mais claro a relação entre a incidência da doença e o estilo de vida. Exercícios físicos, reeducação alimentar, evitar o tabagismo, dormir bem e estimular o cérebro são hábitos bastante recomendados nesse sentido”, destaca o psiquiatra André Gordilho.

As descobertas são importantes, ainda que não sejam suficientes para o desenvolvimento de um tratamento farmacológico que reverta as alterações neurológicas promovidas pela doença. Mesmo assim, reforçam a necessidade de hábitos que proporcionem qualidade de vida. “A adoção de costumes saudáveis pode promover mudanças biológicas, melhorando a saúde física e mental. Outras abordagens terapêuticas, como a estimulação cognitiva, têm se mostrado efetivas, já que contribuem para retardar a evolução da doença e preservar por mais tempo as funções neurais”, completa o psiquiatra.

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