1 em cada 10 mil brasileiros sofre com a hanseníase!

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Hanseníase | Crédito: Divulgação
Doença pode se manifestar de 6 meses até 6 anos após a proliferação da bactéria | Crédito: Divulgação

Incidência da doença diminuiu em 2018, mas ela ainda é classificada como problema de saúde pública no país

O Brasil apresentou uma queda considerável nos casos de Hanseníase em 2018 quando comparado ao ano anterior. De acordo com o Ministério da Saúde, a incidência anual caiu em mais de 10 mil diagnósticos, indo de 31,5 mil casos em 2017 para 21,1 mil no ano seguinte. Entretanto, vale lembrar que a doença ainda assim é classificada como problema de saúde pública no País, pois atinge mais de 1 a cada 10 mil brasileiros.
A doença, também conhecida como lepra é uma enfermidade infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Fatores imunológicos individuais, em pessoas previamente sadias, podem favorecer o curso mais grave da doença. Sinais e sintomas variados, algumas vezes não clássicos, podem levar a demora no diagnóstico.

Quais são os sintomas da Hanseníase?

  • Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas;
  • Áreas com diminuição dos pelos e do suor;
  • Dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas;
  • Inchaço de mãos e pés;
  • Diminuição sensibilidade e/ou da força muscular da face, mãos e pés, devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos.
  • Úlceras de pernas e pés;
  • Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos;
  • Febre, edemas e dor nas juntas;
  • Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz;
  • Ressecamento nos olhos.

Transmissão da doença

A hanseníase é transmitida pelas vias áreas superiores (tosse ou espirro), por meio do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento. A doença pode se manifestar de 6 meses até 6 anos após a proliferação da bactéria, o que torna quase impossível precisar sua origem.

Tratamento

Se você sofre com alguns dos sintomas apresentados nesta matéria procure o Sistema Único de Saúde (SUS), o programa disponibiliza o tratamento e acompanhamento da doença em unidades básicas de saúde e em referências. O tratamento da doença é realizado com a Poliquimioterapia (PQT), uma associação de antibimicrobianos, recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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