200 mil brasileiros sofrem com o Mal de Parkinson

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O prognóstico do quadro não significa uma vida limitada; a doença é tratável com medicamentos específicos e terapias inovadoras que trazem qualidade de vida ao paciente

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população mundial acima de 65 anos tem a doença de Parkinson. Esse distúrbio típico da terceira idade é a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente no mundo, afetando cerca de 6,3 milhões de pessoas. No Brasil, não há números exatos, mas de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), calcula-se que 200 mil pessoas sofram da doença.

A agenda global de saúde reserva o mês de abril para marcar o Dia Mundial do Parkinson que, em 2019, acontece em 11 de abril. A data é fundamental para discutir a importância da conscientização a respeito da doença, principalmente, em relação ao seu tratamento e a jornada do paciente.

Alguns sintomas são bastante típicos e podem ser percebidos com facilidade, como os tremores em repouso. Mas você sabe quais são as outras características do Parkinson?

Entenda o Parkinson
O Parkinson é causado pela queda intensa e crônica da produção de dopamina (neurotransmissor que atua, principalmente, nas células nervosas). A substância é fundamental para que os movimentos voluntários do corpo sejam realizados de forma autônoma.

Com a falha no nível de dopamina o sistema nervoso central é afetado e o controle motor do indivíduo é acometido. A medicina ainda não chegou a um veredito sobre o motivo da queda brusca de dopamina no organismo. O envelhecimento e fatores genéticos são apontados como principais causas do Parkinson.

Os sintomas de Parkinson incluem alterações motoras, como tremor de repouso e lentidão, levando a um maior esforço para mover braços ou pernas, além de dificuldade em andar. Há ainda os sintomas não motores, que incluem distúrbios do sono, dor nas articulações ou costas, constipação, perda do olfato, depressão, ansiedade e problemas urinários, entre outros. De fato, geralmente os sintomas não motores aparecem vários anos antes dos primeiros sintomas motores, além de que nem todos os pacientes têm os mesmos sintomas.

Os primeiros sintomas que devem levar um paciente a procurar ajuda médica incluem os listados anteriormente, além de mudanças sutis na forma de caminhar, diminuição da expressão facial, incluindo o piscar de olhos, alterações na escrita, diminuição do volume da voz e dificuldade para abotoar roupas.

Diagnóstico e Tratamento
A diversidade de sintomas, juntamente com a falta de informação entre a população geral, faz com que o diagnóstico da doença seja adiado, retardando, consequentemente, o acesso imediato ao tratamento. Assim que detectados os primeiros sintomas motores, é essencial a consulta a um especialista para um diagnóstico e tratamento adequado.

O diagnóstico é consolidado após uma análise clínica detalhada, realizada pelo médico neurologista, e o resultado de exames como tomografia cerebral e ressonância magnética.

Especialistas afirmam que a expectativa média de vida de uma pessoa com doença de Parkinson é geralmente a mesma de pessoas que não sofrem com a doença, desde que haja o acompanhamento e tratamento adequado da condição.

O prognóstico do quadro não significa uma vida limitada. A doença é tratável com medicamentos específicos e terapias inovadoras, como a Estimulação Cerebral Profunda (ECP ou DBS em inglês), o tratamento é indicado para os pacientes que tiveram a doença confirmada, têm respondido ao uso de medicamentos adequados à condição, mas que apresentam deterioração progressiva.

Leia também: 10 grandes ameaças à saúde em 2019, segundo a OMS

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