Dia nacional de combate ao câncer infantil alerta a população sobre os tipos de cânceres que acomete crianças e adolescentes, sintomas e diagnóstico precoce

Hoje, 23 de novembro, é o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, a maior causa de mortes por doença na faixa de 5 a 19 anos, de acordo com o INCA – Instituto Nacional de Combate ao Câncer. A data chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce em crianças e adolescentes.

Quando diagnosticada precocemente a doença tem até 80% de chances de cura, porém uma pesquisa nacional recente revela que quase metade dos brasileiros desconhece os tipos de câncer infanto-juvenil e os seus sintomas.

A pesquisa realizada pela SOBOPE – Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, em parceria com a Bayer, entrevistou 2.500 pessoas de 5 capitais brasileiras (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília), revelou que 54% dos entrevistados não estariam prontos para enfrentar o tratamento da doença caso seu filho fosse diagnosticado.

Dados sobre a doença

Câncer infantil ou infanto-juvenil compreende o aparecimento de tumores em diferentes locais do corpo e acomete crianças e adolescentes de zero a 19 anos incompletos. A doença é considerada rara quando comparada ao número de casos em adultos, correspondendo a apenas 3% do total de tumores no país.

No entanto, são diagnosticados em torno de 12.600 novos casos ao ano, somente no Brasil, o que torna a doença a principal causa de mortes em crianças e adolescentes nessa faixa etária.

Tipos mais comuns de câncer na infância e adolescência

De acordo com o INCA, no país, o tipo mais comum são as leucemias, seguidas pelo linfoma e tumores do sistema nervoso central. Linfomas e tumores cerebrais são os mais prevalentes entre crianças e jovens, seguidos de neuroblastoma, retinoblastoma e osteossarcoma.

Como diferenciar o câncer infantil dos adultos

O levantamento constatou ainda que, para 45% dos brasileiros, o câncer que acomete crianças é igual ao câncer que acomete adultos, o que não é verdade.

“É preciso entender que as diferenças entre os cânceres infantis e em adultos são muitas. Nas crianças, por exemplo, importa mais o tipo de célula afetada do que a localização do tumor. Além disso, apesar de mais agressivos e se tornarem invasivos mais rapidamente, os tumores infanto-juvenis, quando tratados corretamente, respondem melhor”, explica Dr. Cláudio Galvão de Castro Jr, presidente da SOBOPE.

Segundo o INCA, as principais diferenças estão nos aspectos morfológicos (como o tipo de tumor), no comportamento clínico (como a evolução da doença) e nas localizações primárias. Enquanto que nas crianças e jovens os cânceres geralmente afetam as células do sistema sanguíneo, nervoso e tecidos de sustentação, como os ossos; nos adultos, as células epiteliais, que recobrem os órgãos são as mais atingidas.

Além disso, os cânceres no adulto comumente apresentam mutações em decorrência de fatores ambientais, enquanto que nos pequenos e jovens, ainda não há estudos conclusivos sobre a influência desses aspectos no aparecimento da doença.

Mantenha-se alerta

Hoje, já é possível contar com tecnologias inovadoras para o tratamento dos cânceres infantis, e apesar de eles responderem melhor ao tratamento, o diagnóstico precoce é essencial para que isso aconteça.

O desconhecimento a respeito dessas doenças ainda é uma grande barreira que precisa ser transportada pelos brasileiros. A Fundação do Câncer recomenda que os pais fiquem atentos a doenças que vão e voltam em crianças e adolescentes, isso é um sinal de alerta, e nesses casos é melhor consultar um médico.

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