Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta a proibição da venda de dispositivos eletrônicos para fumar

Os vapers não devem ser usados como terapia antitabagismo, já que são proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, porém, continuam sendo vendidos em lojas on-line e físicas. O “e-cigarro” é composto, normalmente, por uma lâmpada de LED, bateria, microprocessador, sensor, atomizador e cartucho de nicotina líquida. Esta última é aquecida por uma pequena resistência e vira vapor.

De acordo com o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Dr. José Francisco Kerr Saraiva, os dois tipos de cigarros, comum e eletrônico, contêm nicotina que é altamente danosa ao organismo, afetando principalmente os sistemas respiratório e cardiovascular são os principais lesados. “Estimulante da produção de dopamina e serotonina, hormônios ligados ao prazer e bem-estar, o elemento contrai os vasos sanguíneos, aumentando a pressão sanguínea e acelerando o coração, podendo ocasionar um infarto ou um Acidente Vascular Cerebral”, ressalta Saraiva.

Mesmo as opções vendidas como menos prejudiciais, como os cigarros eletrônicos sem nicotina, não devem ser consumidas. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças, nos Estados Unidos, em 2015, mostrou que o vapor gerado pelo aparelho causa inflamações pulmonares. Substâncias como a acroleína, presente neste tipo de vaper, são danosas às moléculas que mantêm as células endoteliais unidas.

Estima-se que 90% dos fumantes iniciaram a prática antes dos 19 anos e o vaper pode ser um atrativo aos adolescentes, induzindo a um novo vício. Embora o Brasil tenha se tornado a segunda nação do mundo a adotar todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate ao tabagismo, a dependência ainda mata cerca de 430 pessoas por dia, conforme dados do Instituto Nacional de câncer (Inca). Se o hábito de fumar fosse abolido, mais de 156 mil vidas seriam poupadas, anualmente, no País.

O tabaco agride o endotélio, a parede de células que recobre os vasos sanguíneos, e interfere na produção de óxido nítrico, tornando as artérias mais suscetíveis à formação de placas arterioscleróticas. “O cigarro também acelera a oxidação do colesterol e, em associação à pílula anticoncepcional, pode aumentar o risco de AVC em mulheres. Nenhuma quantidade de cigarros é segura. Apenas um já pode causar diversos malefícios à saúde”, destaca o cardiologista.

Leia também: Você sabia que estalar o pescoço pode causar AVC?

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu Comentário
Por favor coloque seu nome aqui