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Insônia tem cura?

O distúrbio afeta cerca de 40% da população adulta brasileira

Ter uma boa noite de sono é uma orientação comum para se ter uma rotina mais saudável. Entretanto, a insônia está presente no cotidiano de muitos e acaba comprometendo a qualidade de vida.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dificuldade para dormir afeta 40% dos brasileiros adultos e pode aparecer de duas maneiras: situações clínicas ou patológicas.

O problema é considerado uma doença quando existe um perfil genético familiar e ele é percebido desde cedo. Porém, o mais comum é que a condição seja resultado de situações clínicas, como estresse, depressão, ansiedade e dor crônica.

Afinal, insônia tem tratamento?     

Podendo ser sintoma de inúmeras doenças, o tratamento da insônia varia de acordo com o paciente, após realização de exames mais aprofundados.

Mas, para evitar o aparecimento da condição, existem alguns cuidados que podem ser seguidos. “Procurar tranquilidade no ambiente físico e psíquico no momento de dormir, não se automedicar, evitar tabagismo e uso de psicoestimulantes, fazer atividades físicas regulares e fugir do estresse podem ser boas formas de evitar o problema”, aponta Clélia Franco, doutora em Neuropsiquiatria da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

Grupos de risco

As mulheres têm maior risco de desenvolver insônia por questões hormonais, podendo ela se manifestar em qualquer faixa etária. Mas o mais comum é a partir da adolescência.

Segundo Clélia, profissionais que trabalham em horários diferentes do comercial e idosos também compõem o grupo de risco. “O trabalho em turno, principalmente em horários alternados ou não habituais, também pode ser um aspecto. Além disso, idosos aposentados, inativos e viúvos estão no grupo de maior risco por conta do estresse vindo da falta de parceiro ou da ausência de trabalho, sem contar as dores que vêm com o envelhecimento”, avalia.

Sinais

A insônia pode ser identificada pela insatisfação do indivíduo com o sono, seja em relação à qualidade ou quantidade, mesmo havendo oportunidade para dormir. Contudo, Clélia alerta que poucas horas de sono nem sempre é sinônimo da doença.

Para caracterizar a condição, é preciso preencher alguns critérios, como dificuldades em cair no sono ou mantê-lo com despertares noturnos, não conseguindo voltar a dormir.

A privação do sono traz consequências para o dia a dia, como prejuízo na performance acadêmica, social e cognitiva, fadigas, distúrbios de humor, desatenção e redução da imunidade. “A insônia pode trazer danos em praticamente todo o equilíbrio dos sistemas, no funcionamento físico e mental do indivíduo”, completa a especialista.

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