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Companhia tenta viabilizar musicais fora do eixo Rio-SP

“Percebemos a sede das pessoas quando veem um musical”, destaca o ator Thiago Machado, que, ao lado dos colegas, tenta facilitar o acesso a grandes produções

Uma forma de educação, expansão, entretenimento e refúgio. Assim é definido o conceito de “arte” pelos atores Bruno Narchi, Thiago Machado e Lara Suleiman, parte da Companhia Paralela, que vem percorrendo diferentes cidades do país para difundir a importância do teatro e tentar que suas diferentes expressões cheguem ao máximo possível de pessoas.

De passagem por Ribeirão Preto, o trio conversou com a Zumm a respeito da disseminação dos musicais, forma de espetáculo na qual estiveram mais envolvidos nos últimos tempos graças a participarem do elenco de “Tick, tick… boom”, no Teatro FAAP, na capital paulista, durante uma temporada de três meses. “Queremos reaquecer esse teatro alternativo com qualidade de texto, atores, montagem, informação e a história sendo contada, com preço acessível”, explica Thiago, que deu vida a Michael, no texto adaptado de Jonathan Larson, também criador do famoso musical “Rent”.

Na visão do artista, essa forma de teatro, que combina canções, dança e diálogo, caiu de vez no gosto do brasileiro, mas ainda enfrenta dificuldades de ultrapassar os limites de capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, uma vez que demanda, normalmente, grandes investimentos, especialmente em infraestrutura.

Buscando uma solução para esse entrave, Bruno explica que a Companhia Paralela tem como objetivo, além de produções de qualidade, estudar o que viável e entender o que facilitaria a mobilidade dos espetáculos. “Estamos tentando adequar o nosso produto, o teatro musical, ao tamanho e às possibilidades das cidades brasileiras. A partir do momento em que resolvermos essa parte da equação, vamos atrás de contatos e parcerias. Mas nossa segunda dificuldade é encontrar empresas sérias e realmente interessadas em levar a cultura para as pessoas”.

Enquanto esse trabalho é feito, Lara ressalta que, diferente ao que várias pessoas acreditam, existem muitas produções boas nas capitais a preços acessíveis. “Os musicais maiores que tendem a serem mais caros. Mas tem muitos autorais que estão saindo agora, peças maravilhosas, que são mais em conta. Não sei se é falta de divulgação ou as pessoas não procuram e acabam criando essa cultura de que musical é caro”, salienta, feliz com as críticas recebidas pelo “Tick, tick… boom”, que atingiu mais de 4 mil expectadores.

Leia também: Novo espaço cultural de Ribeirão: Vil’Arte abre as portas no Boulevard

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