A bebida alcoólica é a de maior produção mundial, cerca de 1 bilhão de litros por ano; No Brasil, está em segundo lugar em consumo, perdendo apenas para a cerveja 

Na sexta-feira, 13 de setembro, é comemorado o Dia da Cachaça. A data foi escolhida por ser um marco para a indústria brasileira, no qual a bebida foi oficialmente liberada para fabricação e venda.  

Porém, a história da cachaça começa no período colonial. Por um descuido de alguns produtores, o caldo de cana fermentou, transformando-se na bebida. Com uma visão empreendedora, os senhores de terra passaram a produzir e investir no novo produto.

Na época, a metrópole portuguesa percebeu que o Brasil reduziu a importação da bagaceira de Portugal, então em 13 de setembro de 1649 a produção da cachaça foi proibida em todo território nacional.

Indignados, os proprietários de cana-de-açúcar e alambique se revoltaram em 13 de setembro de 1661. O movimento, contra a dominação portuguesa, ficou conhecido como Revolta da Cachaça.

Como forma de relembrar esse momento tão importante para o país, a data foi aprovada, em outubro de 2010, pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados como resultado do projeto de lei do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC).      

Hoje, a indústria brasileira é a que mais produz cachaça, cerca de um bilhão de litros por ano. O maior estado produtor é São Paulo, seguido de Pernambuco. O produto é exportado para mais de 60 países, sendo a Alemanha responsável por aproximadamente 30% da exportação.

Em termos de consumo, a bebida encontra-se em segundo lugar, perdendo apenas para a cerveja.

Novo patamar

A cachaça deixa cada vez mais de ser um produto consumido em doses ou na simples e tradicional caipirinha para ganhar espaço nas cartas de renomados mixologistas, que colocam a bebida ao lado de outros destilados na criação de drinks elaborados.

De acordo com o proprietário do Engenho Coronel, Eduardo Achicar, o envelhecimento da cachaça evoluiu muito nos últimos anos. “Atualmente, os melhores engenhos já usam tonéis novos de carvalho francês para o envelhecimento da bebida. O Engenho Coronel oferece aos seus clientes a Coronel 5 anos, que é envelhecida em tonéis de carvalho francês de primeiro uso”.

Cachaça Coronel 5 anos | Crédito: Divulgação

Eduardo ainda traz uma opção de coquetel produzido em parceria com a Guess Coquetelaria, o Made in Roça. O drink é produzido com a cachaça envelhecida em barris de carvalho e amburana, Duas Barricas, uma mistura de limões taiti e siciliano, lima da Pérsia adoçada com rapadura. É de dar água na boca né?

Curiosidades

A cachaça brasileira tornou-se um patrimônio cultural do país. Além disso, leva diversos nomes em cada região do Brasil como “marvada”, “água que passarinho não bebe”, “branquinha” e “mata bicho”.

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