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Energia solar fotovoltaica

Ela promete revolucionar nossa forma de viver e, melhor, é amiga do bolso, pois serve como investimento e elimina gastos

Em 10 anos, muitas coisas mudarão na maneira como lidamos com a energia elétrica. Isso porque, naturalmente, o mercado nacional migrará para a utilização da energia solar fotovoltaica e, assim, produziremos nossa própria energia, a qual poderá abastecer, além de nossas casas, escritórios e carros elétricos, entre outras tantas possibilidades. É uma transformação que parece estar distante, porém, não está!

É o que afirmam especialistas da área, os quais explicam, de forma simples e fácil, como toda essa história de energia solar começou e promete tomar conta do mundo (na realidade, em alguns países desenvolvidos, ela é mais que realidade). Esse meio é uma forma de nos empoderar como consumidores, ainda mais em um país com taxas de energia elétrica tão altas e que nunca param de crescer!

Não seria muito bacana eliminar o pagamento da conta de luz pelo resto da vida e ajudar, de forma sustentável, o mundo no qual vivemos? Então essa matéria mostrará esse caminho! Não sabe se a sua casa ou empresa se encaixa no perfil dos painéis solares? Faça uma simulação e se informe sobre todo o processo. Quem sabe não chegou a hora de olhar para outros horizontes e começar a fazer parte do futuro, hoje?!

O começo de tudo

Você conhece a origem da energia solar? Para ajudar a esclarecer esse fato, conversamos com Antônio Marcos Furco, diretor da Latin America Solar, empresa especialista em energias renováveis, com sede em Ribeirão Preto.

Antônio explica que esse tipo de energia é derivada de reações químicas que ocorrem no globo solar a altíssimas temperaturas e chegam à Terra em ondas eletromagnéticas, como luz e calor, depois de percorrem uma distância de 149.000.000km. “A luz é composta de fótons de radiação eletromagnética e, após ser capitada por placas e participar de um complexo efeito fotoquímico e de conversões, é transformada em energia elétrica na forma que a conhecemos”.

De acordo com o empresário, o primeiro efeito fotovoltaico, ou seja, a transformação das fotos/luz em corrente elétrica, foi observado pelo físico francês Edmond Becquerel em 1839. Outros desenvolvimentos seguiram, até que, em 1884, surgiu a primeira célula fotovoltaica, já próxima ao padrão atual. “Seu uso intensivo veio a partir da década de 1960, quando a necessidade de algumas áreas em desenvolvimento, como ferrovias, bateu à porta. Mais tarde, surgiram outras demandas importantes, como a utilização de satélite de observação, exigindo essa energia para sua permanência no espaço”.

A China trocou as frotas de transportes público e particular para veículos elétricos em menos de cinco anos | Crédito: Divulgação
A China trocou as frotas de transportes público e particular para veículos elétricos em menos de cinco anos | Crédito: Divulgação

Nos dias de hoje, países como China, com seu alto percentual de uso e avançada tecnologia de energia fotovoltaica, assim como Japão, forçado por circunstâncias territoriais, e alguns países do bloco europeu, com destaque para Alemanha, Itália e França, sinalizam o fim do uso de combustíveis fósseis até 2030. “Entendo que quando falamos de países que estão à frente no segmento de energia solar, estamos considerando o percentual utilizado, o esforço dos governos no quesito investimentos e a criação de incentivos ao uso, além de políticas de longo prazo”, destaca Antônio.

Um exemplo real da tecnologia na prática é Shenzen, cidade da China que trocou as frotas de transportes público e particular em menos de cinco anos – atualmente, lá, quem desejar dirigir um carro movido a combustível fóssil deve pagar uma taxa para compensar o prejuízo ambiental que interfere no programa “Céu Azul”, implantado pelo governo. “Em Paris, você recebe uma bonificação na compra do veículo elétrico, além de um selo de livre estacionamento (questão que representa um grave problema na Cidade Luz). O governo ainda instalou, em dois anos, mais de 500 pontos de carga, pelas ruas, encorajando a aquisição desse tipo de veículo”, revela o empresário.

Um mercado em expansão

Até 2034, mais de 700 mil profissionais estarão formados no ramo fotovoltaico | Crédito: Divulgação
Até 2034, mais de 700 mil profissionais estarão formados no ramo fotovoltaico | Crédito: Divulgação

Pioneiros no país quando o assunto é energia solar, a Blue Sol treina milhares de profissionais no segmento das energias renováveis a cada ano (saiba mais na página 24). Comandada pelos administradores Nelson, José Renato e Luis Otávio Colaferro, a empresa e seus colaboradores sabem e acreditam no potencial de expansão desse mercado, que conta com mais de 80 milhões de consumidores e uma penetração de 118 mil sistemas. “Percebemos esse nicho muito cedo e, ao longo dos anos, criamos uma mensagem de empoderamento do consumidor, que o liberta sobre o aspecto financeiro, deixando de pagar a conta de energia para o resto da vida”, aponta José Renato.

De acordo com Luis Otávio, os números voltados a esse segmento não mentem e se informar sobre as vantagens de adquirir um sistema de energia solar é um grande passo para toda a população. “Com apenas um minuto, o consumidor consegue fazer uma simulação, inclusive disponível em nosso site. No momento em que os números de economia aparecem, é praticamente impossível não querer comprar a ideia”.

Luis Otávio Colaferro, Nelson Colaferro e José Renato Colaferro | Crédito: Zoro Seixas
Luis Otávio Colaferro, Nelson Colaferro e José Renato Colaferro | Crédito: Zoro Seixas

Sendo o Brasil um país com alta radiação solar e tarifas altíssimas de energia, optar por um sistema como esse, na visão de Nelson, passa a ser uma necessidade. “É um retorno muito mais alto que qualquer investimento em bancos ou corretoras. Hoje, grande parte dos projetos oferecem mais de 30% de retorno ao ano. Ou seja, além de transformar seu dinheiro em investimento, você ainda deixa de ter uma despesa”.

Segundo pesquisas realizadas mundialmente, até 2034 teremos mais de 700 mil profissionais formados no ramo fotovoltaico. “Em um mundo onde as pessoas estão preocupadas com as profissões do futuro, estamos em um segmento que criará novos tipos de empregos. A maior implementação do carro elétrico, por exemplo, será mais um degrau de mudança, pois, além de gerar a própria energia, o consumidor carregará seu carro, economizando ainda mais dinheiro e deixando a conta de combustível para trás”, finaliza Luis Otávio.

Assistência em todas as etapas

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Frente ao crescimento da demanda por fontes limpas e renováveis de energia, a CPFL Energia decidiu, em 2012, apostar no mercado de geração solar fotovoltaica. Os primeiros investimentos, no valor de R$13,8 milhões, foram feitos na usina solar Tanquinho, em Campinas (SP), a qual permitiu o desenvolvimento de conhecimento técnico para a construção e operação de projetos solares. Com capacidade instalada de 1,1MW, a usina gerou 0,8MW de energia somente no primeiro semestre de 2019.

De acordo com Fabiana Carvalho Lopes Avellar, diretora de regulação, marketing e inteligência de mercado do Grupo CPFL Energia, foi a partir daí que nasceu a Envo, “braço” especializado da Companhia no segmento, que, desde 2017, totaliza mais de 250 clientes atendidos, apresentando expectativa de expansão para os próximos anos.

“A empresa é responsável por todas as etapas do projeto para o cliente – desde a concepção técnica (avaliando itens como consumo de energia, condições estruturais do imóvel, níveis de irradiação solar e de sombreamento no local) até a instalação da solução completa. Além disso, acompanhamos a homologação do consumidor junto à distribuidora local”, explica a diretora, ressaltando a importância de ter uma empresa especializada no processo de instalação da tecnologia.

Ela destaca ainda que clientes interessados em adquirir um sistema de energia solar fotovoltaico possuem à disposição um simulador no site da Envo que, a partir do valor da última conta de energia e do CEP da residência, sugere uma referência para o imóvel em questão. A simulação aponta o tamanho do projeto, a quantidade de placas solares, a área mínima necessária para colocação dos painéis, a produção de energia em 12 meses e uma estimativa de investimento.

Fabiana Carvalho Lopes Avellar | Crédito: Divulgação
Fabiana Carvalho Lopes Avellar | Crédito: Divulgação

Energia para o futuro
Cada vez mais disseminada entre a população mundial justamente pela economia proporcionada na conta de luz, a tecnologia solar é tida como a energia do futuro, segundo Ricardo Hungria, engenheiro eletricista da Cia Luz. “Isso se dá baseado nos diversos benefícios que ela oferece, como a redução de até 90% na conta de luz, a sustentabilidade (além de não emitir nenhum tipo de gás poluente) e por ser infindável”, destaca. Atualmente, de acordo com o engenheiro, a energia solar está especialmente difundida na China, nos Estados Unidos, no Japão, na Alemanha e na Índia.

Leia também: Investimento educacional

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