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Fotógrafo de Ribeirão Preto se destaca no mercado da América do Sul

O publicitário Paulo Vilela usou a criatividade para ganhar espaço nos bancos de imagens e, hoje, acumula um rendimento de mais R$1 milhão em royalties

Não é por acaso que o fotógrafo de Ribeirão Preto Paulo Vilela vem se dando muito bem nessa profissão. Afinal, sua formação já entrega o jogo: é publicitário e tem um olhar ágil sobre como o mercado tem se moldado nesses últimos anos.

Atento e “um pouco pessimista com a atuação tradicional”, soube se lançar nos bancos de imagens virtuais e conseguiu alcançar uma destacada posição em um ranking mundial de fotografia. Considerado o fotógrafo da América do Sul com mais vendas mundiais de imagens, o título foi recebido pelo seu alto rendimento, com mais R$1 milhão em royalties, 200 mil fotos e vídeos vendidos online, e um faturamento que cresce, em média, 30% ao ano.

Especialidade

O fotógrafo de Ribeirão Preto é especializado em imagens de alimentos e coloca suas imagens e vídeos nos bancos de imagens desde 2014, com o objetivo de não depender mais de mercados locais. “Eu já sabia que o mercado local ia sofrer algumas dificuldades, como de fato está sofrendo. Então, foi uma questão de olhar para ele e enxergar como estaria dali a cinco anos, e, assim, tentar acompanhar a situação”, conta Vilela.

O profissional reforça que os atuantes da área realmente passaram por um momento difícil, com diminuição de volume de trabalhos, mas que o cenário está se normalizando. “O mercado já retomou e de uma forma melhor, porque com a internet você acaba tendo mais visibilidade”.

Foto produzida por Paulo Vilela | Crédito: Divulgação/Paulo Vilela

Um grande álbum

Os chamados bancos de imagens já existem há um tempo: eram catálogos impressos enviados para agências de publicidade no mundo todo. Mas sua popularidade realmente veio à tona conforme a internet evoluiu e grandes empresas foram entrando nesse mercado – o crescimento tem sido astronômico desde 2002. Somente o Shutterstock, que atualmente é o maior banco de imagens do mundo, pagou para fotógrafos mais de US$1 bilhão de dólares em royalties.

Atualmente, com o consumo frenético de imagens para divulgação, venda e apresentação de produtos e serviços, eles se tornaram a principal forma de aquisição de imagens, com custos baixos, download instantâneo e qualidade.

Foco no futuro

Vilela diz que sempre olha para o seu mercado com uma pontinha de pessimismo e tenta analisar como se desenvolverá. E é justamente essa desconfiança que o leva para novos projetos. “Se você é muito otimista e pensa que seu mesmo trabalho continuará dando certo por muito tempo, acaba estagnado e não procurando novas formas de atuação”.

Atualmente, trabalhando sozinho, comanda três negócios relacionados à fotografia: estúdio, bancos de imagens e cursos online. Nesse caminho, ele acredita que encontrou uma maneira de driblar as crises, diversificando os negócios. “Nos dias de hoje, é preciso estar muito ligado às mudanças e buscar alternativas antes que o pior aconteça. A hora certa de encontrar outros mercados é justamente quando o seu negócio está indo bem”, finaliza o fotógrafo.

Foto produzida por Paulo Vilela | Crédito: Divulgação/ Paulo Vilela

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