Temos visto grandes avanços em muitas áreas e, na medicina, isso não é uma exceção. Mas o que mais tem contribuído é que aprendemos a trabalhar juntos!

Além de muitas evoluções tecnológicas e de procedimentos, ter um time multidisciplinar faz muita diferença, pois, cada um, na sua especialidade, contribui para os melhores resultados.

Vamos começar pelo diagnóstico de precisão: a imuno-histoquímica, por exemplo, é um detalhamento realizado em uma amostra do tumor, que permite conhecer características importantes para confirmar o diagnóstico e prever a evolução de vários tumores e a possibilidade de resposta a diferentes opções de tratamento. Isso permite planejar a escolha adequada, o que, além de possibilitar o melhor resultado terapêutico, evita expor os pacientes a tratamentos desnecessários, otimizando custos e evitando efeitos adversos.

Outro importante salto da medicina foi decifrar o genoma humano, o que viabilizou a comparação genética das células tumorais com as saudáveis, levando a um melhor entendimento do comportamento e funcionamento dos diversos tumores e, em seguida, ao desenvolvimento de vários medicamentos, conhecidos como drogas-alvo.

Contudo, tão importante quanto a incorporação dessas novas tecnologias de diagnóstico é a conversa entre pessoas, que discutem os diversos casos. Assim, um colega importante no time contra o câncer é o geneticista, que auxilia no melhor entendimento do câncer e suas diversas mutações, e no cuidado e no monitoramento das famílias do paciente com câncer.

Em relação à cirurgia, um pilar importante no combate ao câncer, também temos visto grande desenvolvimento. No passado, a maioria dos tratamentos começava por ela. Mas hoje temos o entendimento que não estamos lidando com uma doença localizada – não basta a simples retirada do tumor primário, já que o câncer é sistêmico.

Com essa visão, muitas vezes, a melhor opção é deixá-la para um segundo momento e começar com o tratamento sistêmico, que inclui quimioterapia, drogas-alvo moleculares e até a hormonioterapia, o que diminui as chances de disseminação e recidiva.

A radioterapia é outra área que se desenvolveu muito, com equipamentos de maior precisão, permitindo um resultado com melhor controle e menor efeitos. E a boa interação do time multidisciplinar é fundamental para a assistência segura e adequada.

Dessa forma, o tratamento sistêmico tem tornado mais personalizado o tratamento de cada paciente. Ou seja, é fundamental conhecer bem cada caso, conversar com outros médicos, para que se some a experiência e o conhecimento de todos. A contribuição de outros colegas, como cardiologista, endocrinologista, clínicos e pneumologistas, aumenta a segurança do tratamento do paciente oncológico. Quanto maior o time e sua boa interação, melhor para o paciente.

E, por fim, é fundamental a participação da família, que é quem faz com que todo o esforço realmente valha a pena. Todos juntos, contra o câncer, vamos mais longe!

Dra. Thaís Carvalho | CRM/SP 89701
Oncologista Clínica do
CTO – Centro de Tratamento Oncológico
e da Santa Casa de Ribeirão Preto

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