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O preconceito do sim

A dureza, por vezes, é uma prova de amor

Ser deficiente é realmente complicado, porém, também não deve ser fácil para quem convive com uma pessoa que foge da “normalidade”. A coisa mais difícil para quem lida com um deficiente, seja ele de qualquer natureza: visual, mental, física, etc, é entender que por trás da dificuldade existe um ser humano, com desejos, medos, alegrias e ERROS.

Sim, deficientes cometem falhas, principalmente, porque como eu disse antes, não somos só a limitação. Mas, a tendência das pessoas é acreditar numa fragilidade que, na maioria das vezes, nem existe e, acabar fechando os olhos para problemas que pouco ou nada tem a ver com a limitação que o ente querido possui.

A quantidade de crianças com deficiência e com dificuldades comportamentais e falta de limites nas ações, não está escrito. Aí, quando você questiona, vem sempre a mesma resposta: “Ah! Tadinho (a), já sofre tanto! Deixa fazer o que quiser!”. Aceitem o conselho de um deficiente que tem o sonho de ser pai: O caminho está bbbeeeeemmmmmm llllooooooonngggeeee de ser esse.

É justamente porque seu filho, neto, sobrinho, primo, amigo (a) já sofre e sofrerá muito que esse não é o rumo certo. O “sim” dado de forma irrestrita é PRECONCEITO da tua parte, uma falta de crença no presente e no futuro desse ser que você ama.

Gabriel Pereira
Jornalista, deficiente físico e escritor
Autor do livro “NEM TE CONTOs”
@gabspjornalista

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