A obesidade no Brasil atinge valores preocupantes e, entre as péssimas consequências que acarreta à saúde, estão os impactos negativos em todas as fases da vida da mulher

Quase 20% da população adulta é obesa e os 80% restantes também não estão em paz com a balança! O índice de sobrepeso no país é de aproximadamente 55%, ou seja: de cada 10 adultos, dois são obesos e cinco estão com sobrepeso! As taxas são semelhantes entre homens e mulheres, mas o grupo feminino dispara na frente quando se trata de obesidade mórbida e na terceira idade.

O problema do obeso não está relacionado apenas à aparência e à baixa autoestima. Vai muito além disso! Estar acima do peso aumenta o risco de doença cardiovascular, colelitíase (pedra na vesícula), quadros de dor crônica (articular, lombar e abdominal), refluxo, diabetes e ainda tem impacto negativo na saúde reprodutiva, já que o risco de infertilidade é três vezes maior na mulher obesa.

Quando a gestação ocorre, o tempo necessário para a fecundação espontânea é maior. Caso seja necessária uma FIV (Fertilização in Vitro), as chances de sucesso são menores, pois os óvulos captados possuem qualidade prejudicada e a receptividade do útero à implantação é muito menor. Durante o período da gravidez, há maior risco de aborto, quadros hipertensivos, diabetes gestacional, morte intra-útero não explicada, fetos com peso fora do padrão para a idade gestacional e malformações fetais. No nascimento, o trabalho de parto tende a ser desencadeado em idades gestacionais mais avançadas.

Quando se faz necessária uma indução, ela leva mais tempo e, com isso, existe mais dificuldade de monitorizar o bem-estar fetal, o que acaba levando às cesarianas de urgência.
Já na época da menopausa, mulheres obesas podem ter mais sintomas vasomotores (as famosas “ondas de calor”), dor na relação sexual e maior recorrência de ressecamento e coceira vaginal.

Fique atenta! Além de ser uma doença grave, a obesidade é um fator de risco para outras doenças que podem causar sequelas – por isso precisa ser tratada. Tanto o início como o sucesso do tratamento só dependem de você. Procure ajuda médica!

Dra. Tatiana Prandini|CRM/SP 130216
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