Ponto de virada na Oncologia?

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Há cerca de 10 anos, a imunoterapia passou a ser empregada contra várias doenças, tais como câncer de pulmão e de mama, com resultados muito promissores

Algumas fases da Medicina são tão importantes que provocam mudanças radicais na forma como se encaram as doenças e seus prognósticos.

Assim foi, por exemplo, na descoberta da penicilina, o primeiro antibiótico a ser utilizado em grande escala; ou no descobrimento dos antibióticos para o tratamento da tuberculose que, até então, era encarada como uma doença terminal; e mais recentemente na utilização de agentes antivirais que controlam a AIDS, também, de início, tida como uma doença letal. Ou seja, com a evolução dos tratamentos e as descoberta de novos agentes terapêuticos, a medicina vai avançando em direção ao controle de doenças antes encaradas como terminais. E tudo indica que, no momento, estamos vivendo uma mudança semelhante na Oncologia.

Após o surgimento dos primeiros estudos positivos sobre o uso da imunoterapia no melanoma (câncer de pele extremamente agressivo) há cerca de 10 anos, essa modalidade de tratamento passou a ser empregada contra várias doenças com resultados muito promissores.

Hoje, ela é usada no combate ao câncer renal, de pulmão, de bexiga, de cabeça e pescoço, de estômago, de mama e em caráter experimental em vários outros tipos. É importante ressaltar que é realizada sob rígidos critérios de inclusão, aos quais nem todos os pacientes se enquadram.

Dessa forma, quando vemos pacientes com doenças historicamente terminais (como câncer de pulmão ou melanoma avançados, que há oito anos tinha sobrevida média muito pequena) evoluírem com estabilidade ou mesmo apresentarem regressão da doença e sobreviverem de forma prolongada, só nos resta comemorar e acreditar que estamos diante de uma nova era na Oncologia!

Dr. Fernando Marin Torres | CRM/SP 52074
Diretor-clínico do CTO e
Diretor-administrativo do CTR

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