Há diversas maneiras de lidar com o preconceito

Falar de mercado de trabalho é por si só, uma tarefa complexa, por vezes, chata até. Isso quando você é “normal” e segue os padrões impostos pela nossa sociedade. Entretanto, se tu foges um pouco desse senso comum, tudo ganha contornos mais tensos e dramáticos.

Enquanto minoria, digo de cadeira, a inserção do “diferente no mercado de trabalho” é o momento onde o preconceito mais se manifesta. Lembro-me de uma ocasião em que mandei currículo para uma empresa – não disse, no primeiro momento, que era cadeirante –, acreditei que minha capacidade se sobressairia a isso, fui chamado para a entrevista, momento em que eu contei da minha condição física.

A partir desse momento, acredito eu, que um serial killer “tomou ranço” da família do contratante, já que toda vez que eu tentava marcar o encontro, ele matava um parente. Na segunda-feira a mãe, na terça a tia, na quarta a avó e assim por diante. Eu ficava pensando: “Alguém tem que benzer forte a casa desse moço! Algo muito sério tem acontecido lá”!

Brincadeiras à parte, foi esse episódio que me motivou a ter o pouco que tenho na minha profissão. Eu levei para o pessoal, quanto mais ele matava gente, mais eu me aprimorava, me motivava.

O preconceito é uma droga, dói e NÃO VAI ACABAR! Mas, quem sofre com ele pode escolher entre sentar e chorar ou fazer dele sua força.

Gabriel Pereira
Jornalista, deficiente físico e escritor
Autor do livro “NEM TE CONTOs”
@gabspjornalista

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