Instituição foi a única brasileira premiada na edição 2019 do congresso da Sociedade Americana de Controle de Infecções

O Hospital São Francisco de Ribeirão Preto foi premiado no maior congresso de epidemiologia do mundo, organizado pela Sociedade Americana de Epidemiologia Hospitalar, o SHEA Spring 2019. A conquista foi possível pela qualidade do controle de infecções, viabilizada pela implantação de uma série de protocolos assistenciais e a utilização do Programa Cirurgia Segura. Por ano, são realizados mais de 22 mil procedimentos cirúrgicos no hospital.

“A premiação mostra que estamos alinhados às melhores práticas em qualidade e segurança no atendimento ao paciente, além de ser uma honra ver que o esforço de toda a equipe foi excelente. Valeu a pena!”, comemora Dra. Sílvia Fonseca, gerente médica responsável pelo Serviço de Controle de Infecção do Hospital.

Concorreram ao prêmio 350 cases de hospitais de todo o mundo e o São Francisco foi o único brasileiro entre os 35 premiados do congresso, chamados de Top Abstract pelo SHEA, que é uma instituição privada e tem como principal objetivo melhorar o índice de infecção pelo mundo.

“Logo que o Programa foi criado, o Hospital São Francisco se interessou e, no ano seguinte, iniciou a implantação de um plano de contingência de risco, com rápida adesão dos médicos e da equipe assistencial”, explica a Dra. Sílvia que também é a responsável pelo acompanhamento do Cirurgia Segura.

Cirurgia Segura

O Programa Cirurgia Segura foi criado em 2009 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir da necessidade de um maior controle dos procedimentos cirúrgicos. No mundo, são realizadas cerca de 280 milhões de cirurgias ao ano e cerca de 1 milhão de pessoas morrem em decorrência desse tipo de procedimento, segundo o órgão.

Baseado em um completo check list realizado antes dos procedimentos, um auditor confere o nome do paciente, do médico cirurgião, o tipo de cirurgia, lado do corpo em que haverá a intervenção, entre outras informações vitais para o sucesso da atividade.

Centro Cirúrgico do Hospital São Francisco | Crédito: Roberto Galhardo

Antes de a cirurgia ser finalizada, há outro check list para conferir se todas as compressas foram retiradas e se não há nenhum metal no paciente para, assim, finalizar a operação. “Os riscos inerentes à doença em tratamento também entram no check list. Por exemplo, em um paciente diabético, é realizado um teste para verificar se a glicemia está controlada e se é o melhor momento para a cirurgia”, completa Dra. Sílvia.

“Essas condutas são de extrema importância para que complicações cirúrgicas evitáveis não aconteçam”, comenta a médica. Em nove anos, desde a implantação do Programa Cirurgia Segura, a taxa geral de infecção do Hospital São Francisco de Ribeirão Preto caiu em mais de 71%.

Leia também:

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu Comentário
Por favor coloque seu nome aqui