Sensor de dedo consegue prever avanço do Parkinson

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Munida de inteligência artificial, a nova tecnologia também visa entender o comportamento dessa e de outras doenças

Um pequeno dispositivo sem fio, portátil e que fica na ponta do dedo dos pacientes. Ah, e que usa inteligência artificial! Esse é o protótipo pioneiro do “sensor de unha” desenvolvido por cientistas da IBM Research, com o objetivo de medir à eficácia da medicação em indivíduos com Parkinson, a função cognitiva em pessoas com esquizofrenia, o estado de saúde cardiovascular e as causas de mortalidade geriátricas.

Tais indicações são possíveis uma vez que o dispositivo mede continuamente a maneira como a unha de uma pessoa se dobra e se movimenta nas atividades diárias. Esse movimento é imperceptível para a vista, se dando em uma escala de mícrons (a milésima parte de um milímetro), mas é o que indica a força de pressão (ou de agarrar) da mão.

Possibilitado pela parceria da IBM com a Fundação Michael J. Fox, que disponibilizou um estudo com informações longitudinais anônimas de grupos de pacientes com as mesmas características com Parkinson, o projeto é importante, desde o princípio, porque é uma alternativa ao método de medição atual (sensores aplicados na pele), que podem causar problemas, incluindo infecção, especialmente em pacientes mais velhos.

Como funciona o “sensor de unha”?



O pequeno sensor apresentado pela IBM Research consiste em medidores conectados à unha e a um pequeno computador que coleta amostras dos valores de tensão e dados de um acelerômetro presente do dispositivo, o qual se comunica com um relógio inteligente. O relógio, por sua vez, utiliza modelos de machine learning para avaliar a bradicinesia (lentidão dos movimentos, especialmente os voluntários complexos), tremor e discinesia (movimentos anormais e involuntários), que são sintomas do Parkinson.

O sensor mede também os movimentos das unhas e coleta dados que são estudados por algoritmos de inteligência artificial para indicar padrões. Isso pode dar aos médicos uma visão mais clara da força ao longo do tempo e recomendar tratamentos personalizados.

Com o sensor, portanto, é possível obter informações sobre o estado de saúde do paciente de uma nova maneira, além de inspirar um novo dispositivo modelado na estrutura da ponta do dedo que poderia, um dia, ajudar os tetraplégicos a se comunicarem.

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