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Startup ribeirão-pretana Carefy figura na lista das 100 Open Startups

Há menos de 2 anos no mercado, a startup que oferece sistema para diminuir tempo e custos de internações em hospitais, conquista prêmios importantes no setor 

Com apenas um ano e meio de mercado, a startup ribeirão-pretana Carefy já é considerada uma das mais atraentes do país, ela conquistou recentemente um lugar no ranking 100 Open Startups, e ficou em 2º lugar na categoria HealthCare.

O prêmio publicado desde 2016, destaca anualmente as startups mais atraentes para o mercado corporativo e as empresas líderes mais engajadas no ecossistema de inovação. Em 2019, 8.600 startups concorreram, e, além da listagem geral outras 112 startups se classificaram nos rankings por categoria.

Intrigados com a ascensão da Carefy o Portal Zumm convidou um dos fundadores e CEO da empresa, Marcelo Alexandre Santos, para um bate-papo. Confira abaixo detalhes sobre esse case de sucesso:

Portal Zumm: Qual solução a Carefy oferece?
Marcelo Alexandre: Aquele tipo de solução que ninguém sabe que existe, mas que está ali. A Carefy é uma plataforma de gestão de internação, auxiliamos as operadoras de saúde no acompanhamento e monitoramento das internações. O sistema busca possíveis pontos de inconformidade, com isso nós conseguimos melhorar o atendimento e diminuir o tempo de permanência dos pacientes no hospital.  

P.Z.: Como o sistema encontra essas inconformidades?
M.A.: Trabalhamos com uma série de protocolos e uma inteligência artificial. Uma vez que nós acompanhamos a internação em conjunto com as operadoras, começamos a pegar as informações de internação e jogar em cima de protocolos de saúde validados e protocolos da própria operadora. O nosso trabalho é encontrar possíveis inconformidades e ir auxiliando os profissionais relacionados, médicos, enfermeiros e equipe da operadora e sinalizando para eles pontos de atenção, assim eles conseguem agir de forma muita mais rápida. Um exemplo é quando o sistema mostra se um determinado procedimento deve ou não ser feito de acordo com o diagnóstico do paciente.

P.Z.: Como vocês chegaram a essa solução?
M.A.: Com muito trabalho! Ficamos um ano e meio apenas estudando o mercado, sem receber salário. Eu e meu sócio, José Carlos Bueno de Moraes, que também tem formação em informática e biomédica, criamos cada linha de código, e junto com a nossa outra sócia, Erika Monteiro Silva, especialista em nutrição e com experiência em hospitais, testamos os protocolos em um cliente que foi essencial para o nosso desenvolvimento, o Grupo São Francisco Saúde, em 2017, ficamos em 1º lugar no Healthcare Innovation Show, com esse case. 

P.Z.: Em menos de dois anos a Carefy cresceu de forma exponencial, como foi essa ascensão?
M.A.: Estar no Supera Parque compartilhando espaço com outras empresas, foi uma experiência sensacional, a gente preza muito pelo compartilhamento de ideias. Hoje, temos uma sala só nossa dentro da incubadora, são nove pessoas na equipe e expandindo, em menos de um ano contratamos seis funcionários. Somamos quase 2 milhões de beneficiários nas carteiras dos nossos clientes, em 2018 contribuímos para a redução de mais de R$ 20 milhões com internações para nossos clientes e uma redução de até 34% na média de permanência em pacientes internados.

P.Z.: Você acredita que a tecnologia irá transformar a saúde, de que forma a Carefy contribui para isso?
M.A.: A tecnologia é o futuro! Já ampliamos muito do que fazíamos no acompanhamento de internação e temos ideias para o futuro próximo. Queremos atender mais e mais para alcançar o nosso objetivo e transformar a saúde. Nós pensamos muito no paciente, e como nós chegamos a ele, hoje é através da operadora, então a ideia é melhorar o atendimento dele, é arriscado deixa-lo na internação, então queremos tira-lo de lá o quanto antes, e garantir que o atendimento seja o melhor possível. Estamos buscando formas de atender bem um hospital, algumas clínicas e players terceiros e com isso nós chegaremos cada vez mais perto dos pacientes.

P.Z.: Quais dicas você daria para quem está entrando agora no mercado?
MA: O mais importante quando a gente abre uma empresa é identificar a dor de vários players. Então, se você vê uma dor e você consegue resolvê-la, e você prova que você consegue, o céu é o limite.

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