Tratamentos oncológicos caminham a passos largos

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Durante o principal congresso da área, foram apresentados estudos de drogas que modificarão a prática clínica de forma imediata e discutidas outras que já estão em uso

Entre 31 de maio e 4 de junho, aconteceu em Chicago (EUA) o principal congresso mundial de oncologia da ASCO (Sociedade Americana de Oncologia Clínica) a fim de discutir temas relacionados ao câncer, contemplando desde o diagnóstico da doença até o tratamento, passando por drogas experimentais e cuidados de pacientes.

Os resultados mais relevantes apresentados foram com relação à utilização de imunoterapia em tumores de cabeça e pescoço e de inibidores de CDK4/6 no câncer de mama metastático, aos efeitos em longo prazo da imunoterapia de câncer de pulmão e ao uso precoce dos novos bloqueadores de testosterona no câncer de próstata.

A imunoterapia que emergiu como uma nova modalidade de tratamento já é utilizada na nossa prática clínica há cerca de três anos. Ela consiste na estimulação do sistema imunológico para combater as células tumorais e tem demonstrado resultados impressionantes em tumores de pulmão, melanoma, rim e bexiga. Sua boa eficiência e os poucos efeitos colaterais vêm tendo resultados impressionantes nos pacientes que têm os tumores elegíveis para tal tratamento.

Na terapia para tumores relacionados a hormônios sexuais, como de mama e próstata, os quais são geralmente refratários ao uso de imunoterapia, o desenvolvimento de novas drogas com mais eficácia e menos efeitos colaterais também tem sido bastante explorado. A nova classe dos inibidores de CDK4/6, um dos reguladores da proliferação celular tumoral, demonstrou aumento da sobrevida das pacientes com câncer de mama hormônio dependentes.

Por fim, outra tendência que pudemos observar no congresso foi a incorporação de tecnologias à rotina de médicos e pacientes. Vários estudos demonstraram que aliar softwares à prática diária pode levar a melhor assistência, controle dos efeitos colaterais e qualidade de vida.

As impressões que trouxemos é que a evolução caminha a passos largos e cabe a nós incorporá-la rapidamente à nossa rotina para melhorar a vida de quem passa pela doença.

Dr. Fábio Eduardo Zola
Médico Oncologista Clínico do
CTO – Centro de Tratamento Oncológico e
Membro da European Society

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