O melanoma, um tipo de tumor de pele, está entre os tipos de câncer mais letais, embora seja frequentemente curável nos estágios iniciais

A pele é o órgão em que mais frequentemente se faz o diagnóstico de câncer, tanto no Brasil como no mundo. Contudo, o melanoma, um tipo de tumor de pele, se destaca não por ser o mais frequente, mas por ser um dos mais letais. Trata-se de um tumor maligno dos melanócitos (células da pele que produzem a melanina). Eles, em maior ou menor quantidade, conferem à pele sua coloração característica e produzem seus diferentes tons.
Não se conhece exatamente quais motivos levam à transformação dos melanócitos saudáveis em melanoma. Sabemos, por exemplo, que pessoas de pele muito clara são mais susceptíveis a desenvolver a doença e que a exposição ao sol, com queimaduras, é outro fator de risco importante. Esses agentes, entretanto, não explicam todos os casos – afinal, alguns ocorrem em áreas da pele com pouquíssima exposição ao sol, como a coxa e a palma das mãos.
Assim como outros tumores de pele mais comuns, o melanoma é frequentemente curável nos estágios iniciais. Porém, um crescimento mínimo, de alguns poucos milímetros na profundidade da pele, aumenta drasticamente o risco de que a doença se espalhe para outras partes do corpo, como fígado, pulmões e cérebro.
Esses pacientes, em que a doença atingiu outros órgãos, podem agora se beneficiar dos avanços no tratamento do câncer. Em 2011, o melanoma foi o primeiro tumor a provar a eficácia da imunoterapia – terapêutica que ativa o sistema de defesa do paciente para destruir as células tumorais. Em seguida, as drogas alvo moleculares, que agem bloqueando a proliferação dessas células, também se mostraram ativas contra a doença.
Apesar desses fantásticos avanços, essas medicações ainda não conseguem levar todos os pacientes à cura e o custo elevadíssimo é um desafio para os sistemas de saúde em todo o mundo. Assim, vale a velha máxima de que prevenir é melhor que remediar: evite o sol das 10 às 16h, use protetor solar e não deixe de ficar de olho em pintas e manchas suspeitas. Na dúvida, consulte sempre seu médico. Na luta contra o câncer, a prevenção continua sendo o tratamento mais eficaz!

Dr. Guilherme Machado
Oncologista clínico (CRM/SP– 140299)
no CTO – Centro de Tratamento Oncológico e Preceptor de Residência Médica em Oncologia no Hospital das Clínicas

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