Viajar sozinha: o que falta para você cair pelo mundo?

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Viajar sozinha muitas vezes é uma forma de se autoconhecer, vivenciar novas experiências e conhecer novas pessoas. Na estrada, é possível encontrar desafios, mas também passar por eles com muita garra e coragem!

Segundo pesquisas do Ministério do Turismo em 2017, 17,8% das mulheres desejam viajar sozinhas, este é o maior índice desde 2016. As pesquisas mostram que as intenções das mulheres são mais altas do que a dos homens, de apenas 11,8%.


” Ficar sozinha te deixa mais aberta a conhecer novas pessoas e fazer novos amigos, bem como perder o medo de pedir ajuda ou informação, afinal, se você não se virar, nada acontece.” | Crédito: Amanda Pioli

Amanda Pioli, é uma jornalista que está entre as 17,8%, mas ela não só deseja, como faz viagens sozinha. Já foi do Rio de Janeiro a Paris, traçando rotas paradisíacas. “Com a vida corrida que todo mundo leva e as dificuldades financeiras, é cada vez mais complicado conseguir organizar de tirar férias com os amigos ou alguém próximo. Como amo viajar, inclusive sempre pensando minha vida em termos de “para onde conseguirei ir”, percebi que viajar sozinha ia ser o único jeito de não ficar esperando sempre os planos dos outros darem certo com os meus. Acho que essa foi a primeira motivação. Mas logo na primeira vez que fiz isso, indo para o México, descobri muitas vantagens em viajar desacompanhada, com destaque para a liberdade de seguir minha própria programação, meu próprio tempo e conhecer somente as atrações que tenho realmente interesse”, conta.

Bandeira do México | Crédito: Amanda Pioli

Para a jornalista, não há uma lista de cuidados específicos para quem deseja viajar sozinha, mas aconselha seguir as instruções básicas de qualquer viagem. “Acho interessante seguir o passo a passo básico, de organizar todos os documentos necessários antes de viajar, checar tudo que cada país pede para acesso de estrangeiros, fazer um check-list da bagagem… tudo para evitar perrengues que qualquer viajante pode enfrentar. Quanto as hospedagens, acho válido checar a região do hotel ou hostel e sempre manter os documentos mais importantes junto a você. Também é interessante dar notícias sobre sua localização a alguém pelo menos uma vez por dia, para, caso você não dê notícias, a situação chame atenção de seus conhecidos”, relata.


Millennium Bridge em Londres | Crédito: Amanda Pioli

Sua primeira viagem foi para o México e conta que fez muitos amigos, além de conhecer diversos lugares paradisíacos. Para não perder o costume, já está organizando as próximas rotas. “Minha primeira viagem foi ao México, onde passei cerca de 30 dias. Durante uns 10 dias, fiquei na casa de uma amiga, mas no restante fiquei viajando pela península Maia, onde conheci diversas cidades e praias paradisíacas – além de ter feito muitos amigos. Depois fui para Paris e Londres, onde me hospedei pela primeira vez em hostels, um estilo mais econômico e superdivertido de se hospedar, embora sem grandes confortos, e onde também fiz amigos que levo pra vida; e ano passado fui para Buenos Aires e Santiago, sendo que na capital chilena estive acompanhada pela primeira vez de amigos – o que me mostrou com mais evidência as diferenças de viajar sozinha e acompanhada e como as duas formas têm prós e contras. No Brasil, já fui sozinha para Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e, em breve, Porto Alegre e Gramado”, conta.

Escolher uma viagem sozinha não é tão fácil, mas é necessário se questionar por qual motivo nunca viajou sozinha. As experiências de Amanda trouxeram reflexões sobre esta escolha e aconselha as mulheres que desejam viajar, mas por algum motivo são impedidas. “A primeira coisa é avaliar os motivos pelos quais você nunca viajou sozinha. É por medo ou necessidade de companhia? O segundo caso, a meu ver, é mais irreversível, no sentido que tem quem realmente não gosta de estar sozinho, não se diverte tanto. Embora eu aconselhe tentar pelo menos uma vez antes de abolir a ideia. Mas se é por medo, isso não deve ser impedimento. A acessibilidade atual faz com que as barreiras diminuam e esteja cada vez mais fácil visitar lugares sem que nem a língua seja um fator limitante. Não vou dizer também que não há perigos, porque sempre tem. Até na esquina de casa. Mas pesquise bem o lugar que deseja conhecer, se informe, familiarize-se com o local. Se possível, já estabeleça contatos antes de viajar. Atitudes simples dão segurança e minimizam as preocupações.” finaliza, Amanda.

Pronta para traçar a sua rota? Boa viagem!

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