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Meninas se divertem enquanto escolhem roupas para consumo consciente | Crédito: Freepik
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Brechós ganham força em meio a movimento por consumo consciente

By Redação Zumm on 30 de novembro de 2025

Venda de roupas e outros produtos usados cresce como alternativa sustentável e movimenta a economia circular

O mercado de brechós no Brasil vive um momento de crescimento, no qual feiras e lojas de produtos de “2ª mão” se consolidam como parte de um estilo de vida baseado no consumo consciente, na valorização da identidade e no respeito ao meio ambiente.

O avanço desse mercado acompanha uma tendência global de repensar hábitos de consumo. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do escritório para o Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que a indústria da moda é responsável por cerca de 10% das emissões de carbono do planeta e por 20% do desperdício de água mundial.

“O crescimento [dos brechós] é visível. As pessoas estão cada vez mais abertas a comprar em brechó e esse estigma de ‘usado’ está diminuindo muito. Hoje, quem usa, quem consome peças de brechó é até visto como uma pessoa que tem estilo e propósito.”

– Ana Carolina Patton, dona de brechó em Ribeirão Preto

Feito com consciência

Nesse cenário, os brechós cumprem um papel essencial dentro da moda sustentável, de acordo com a professora Francisca Dantas Mendes, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP em São Paulo.

“Moda sustentável significa olhar para um produto respeitando três pilares: economia, sociedade e meio ambiente. Então, a importância dos brechós já vem de longa data no prolongamento da vida útil dos produtos pós-consumo e até na possibilidade de os consumidores encontrarem peças antigas de acervos de pessoas que acabam vendendo, disponibilizando produtos de moda e de alta importância”.

A docente pondera, no entanto, que sozinhos os brechós não são capazes de frear os efeitos da indústria da moda rápida. “Não podemos dizer que o brechó resolverá o problema da lógica do fast fashion, reduzir esse impacto do processo produtivo acelerado pelo sistema de produção de uma moda rápida, de baixo preço”.

Mulher confere as roupas de um brechó. | Crédito: Freepik

Ainda assim, o setor ganhou credibilidade e atrai novos perfis de consumidores. “Temos aí um grupo mais preocupado com as questões ambientais e com o consumo consciente, prolongando a vida útil de determinados produtos de alta qualidade e reduzindo o consumo exacerbado de produtos que não têm tanta qualidade quanto um que você pode encontrar num bom brechó”, analisa a professora.

O que os consumidores querem?

Essa percepção também aparece no cotidiano de quem empreende no ramo. Ana Carolina Patton, dona do Solarium Brechó e Ateliê, em Ribeirão Preto, observa que a forma como o público enxerga essas lojas vem mudando.

“Nos últimos anos, os clientes pararam de enxergar o brechó como um lugar de peça barata e passaram a valorizar mais como um espaço de identidade, estilo, peças únicas, exclusivas”, avalia.

Segundo ela, há diferenças entre gerações: “os jovens costumam procurar os brechós mais por estilo e autenticidade. Eles têm uma consciência ambiental também, como uma forma de expressão, principalmente. Já o público mais velho busca, muitas vezes, peças mais acessíveis, de qualidade e aquela nostalgia das peças que se usavam antigamente”.

Ana Carolina conta que os relatos de clientes mostram a força desse vínculo simbólico, inclusive com pessoas encontrando roupas idênticas às que usavam na juventude ou peças que pertenceram a mães e avós. “E isso desperta a memória no cliente, alguns ficam emocionados de ver uma bolsa vintage. É muito bonito”, relata a empreendedora.

* Com base na matéria publicada originalmente no Jornal da USP

Posted in Destaques Capa, Moda, Moda.
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