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Bebê nascendo após um procedimento de parto humanizado | Créditos: Divulgação
Saúde

Parto humanizado: o que é, como funciona e por que ainda gera dúvidas 

By Redação Zumm on 15 de janeiro de 2026

O interesse pelo parto humanizado cresce a cada ano, mas é natural que também surjam muitas dúvidas. Afinal, parto humanizado é o mesmo que parto domiciliar? É preciso abrir mão da tecnologia médica? É seguro? 

Essas perguntas são comuns entre gestantes, especialmente entre as de primeira viagem. E, como explica a enfermeira obstetra Thaiane S. Guerra Caetano, uma das maiores confusões está justamente em achar que todo parto humanizado acontece em casa.  

“Não é verdade. É possível, inclusive, ter uma cesárea humanizada. A humanização está além do local ou da técnica, é sobre respeito às escolhas da mulher e às necessidades do bebê.”, esclarece. 

Essa confusão entre os tipos de parto é relatada não só pelas mães, mas pelas profissionais que atendem a essas mulheres durante a gestação, como a enfermeira obstetra Thaiane S. Guerra Caetano. Ela afirma que muita gente acha que parto humanizado é o parto domiciliar, sendo que não é. 

O que é parto humanizado? 

O parto humanizado busca garantir que a mulher tenha uma experiência positiva e segura, e tome decisões em conjunto com a equipe médica. É uma filosofia de cuidado que envolve: 

  • Respeito às escolhas da gestante, incluindo posição, ambiente e pessoas presentes; 
  • Uso mínimo de intervenções médicas (como episiotomia e ocitocina), somente quando necessário; 
  • Ambiente acolhedor e calmo, que contribui para o bem-estar físico e emocional; 
  • Atenção integral ao vínculo mãe-bebê, com estímulo ao contato pele a pele e à amamentação logo após o nascimento; 
  • Participação ativa do parceiro ou da família, caso a mulher deseje. 

Além de se basear em evidências científicas para reduzir intervenções desnecessárias, ele propõe que a gestante seja protagonista de sua própria experiência de parto, com autonomia, informação e acolhimento O parto humanizado se baseia em evidências científicas para reduzir intervenções desnecessárias 

“Humanizar o parto é colocar a mulher no centro do processo. Também é reconhecer que ela é capaz, que tem instinto, e que deve ser ouvida e respeitada em todas as decisões”, resume Thaiane. 

Parto humanizado, normal e domiciliar: qual é a diferença? 

Apesar de estarem frequentemente no mesmo contexto da saúde na gravidez, parto humanizado, parto normal e parto domiciliar não são sinônimos. 

  • Parto normal: é o parto vaginal, no qual o bebê nasce pelo canal de parto, podendo ou não haver intervenções médicas. 
  • Parto domiciliar: é o parto realizado em casa, geralmente com acompanhamento de uma equipe especializada (médico obstetra, enfermeira obstetra e doula). 
  • Parto humanizado: pode acontecer em qualquer lugar, incluindo hospital, casa de parto ou domicílio e em qualquer via de parto, inclusive cesariana. 

Ou seja, todo parto domiciliar pode ser humanizado, mas nem todo parto humanizado é domiciliar. 

É seguro optar pelo parto humanizado? 

Sim, desde que a gestação seja de baixo risco e acompanhada por uma equipe capacitada. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a humanização do parto é uma prática essencial para reduzir a violência obstétrica e melhorar os resultados maternos e neonatais. 

“O parto humanizado não é sinônimo de ausência de recursos médicos. Pelo contrário, ele defende o uso da medicina de forma consciente, evitando intervenções desnecessárias e priorizando o bem-estar da mãe e do bebê.”, destaca Thaiane. 

Em partos hospitalares, a humanização inclui medidas simples, como permitir que a gestante caminhe, escolha a posição em que deseja parir e tenha liberdade para expressar-se durante o trabalho de parto. 

O que a mulher pode escolher 

A característica do parto humanizado está na autonomia da gestante. Isso significa que ela pode participar das decisões sobre: 

  • O local do parto (hospital, casa de parto ou domicílio); 
  • As pessoas que estarão presentes (companheiro, doula, familiares); 
  • O tipo de analgesia, caso deseje; 
  • A trilha sonora, a iluminação e até o ritmo do parto. 

A enfermeira Thaiane explica que “a mulher informada perde o medo”. Por isso, um dos pilares da humanização é a educação durante o pré-natal, com acesso a informações sobre o corpo, o parto e os direitos da gestante. 

Parto domiciliar: quando faz sentido? 

O parto em casa é uma escolha de algumas mulheres que desejam viver o nascimento em um ambiente íntimo, calmo e emocionalmente significativo. Ele é indicado apenas em gestações saudáveis e acompanhadas por profissionais habilitados, com plano de contingência caso seja necessária uma transferência hospitalar. 

“Geralmente, quem escolhe o parto domiciliar é uma mulher que já superou o medo e quer viver o parto de forma instintiva, mas com total consciência dos riscos e da possibilidade de mudança de plano.”

– Thaiane S. Guerra Caetano

Um olhar mais humano sobre nascer 

No fim das contas, humanizar o parto não é uma questão de modismos ou romantização e sim valorizar o respeito e o protagonismo do momento. É reconhecer a mulher tem o direito de escolher como quer viver esse momento. 

Como resume a especialista: “Parto humanizado é um processo de cuidado. É olhar para a mulher como ser inteiro: corpo, mente e emoção e garantir que ela e seu bebê sejam recebidos com dignidade e amor.” 

Leia mais: Parto domiciliar em meio à pandemia é seguro? 

Posted in Destaques Capa, Saúde.
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