Três ciclistas unidos por uma dor real a transformaram em propósito, produto e perseverança
Por Miguel El Debs*
Existem histórias empreendedoras que não começam com um plano de negócios, mas com um incômodo difícil de ignorar. A trajetória da Carol Rios, fundadora da Volta Cycling, é exatamente assim.
“Eu não escolhi ser empreendedora. Eu queria resolver uma dor, um problema que me afetava e que ninguém estava olhando para ele.”
– Carol Rios, fundadora da Volta Cycling
Carol Rios
Formada em Design de Produto e com experiência em cenografia, Carol era ciclista e carregava uma frustração recorrente ao comprar roupas para o esporte. Do design à performance, nada parecia atender plenamente às exigências do ciclismo. “É uma roupa que precisa ser extremamente leve, aerodinâmica e confortável para horas em um selim desconfortável, enfrentando sol, chuva, calor e frio. Às vezes, tudo isso no mesmo treino”, divide.
O empreendedorismo como consequência
A Volta Cycling nasceu em 2017, em família, com Carol Rios, Fernando Simioni e Gui Rios. Três ciclistas unidos por uma dor real, transformada em propósito, produto e perseverança. Criar um produto bonito foi a parte fácil; “o difícil foi criar um produto eficaz”, lembra. As indústrias têxteis nacionais atendiam bem ao mercado fitness, mas não às demandas do ciclismo. Foi preciso buscar alternativas no Brasil e recorrer a alguns tecidos importados para alcançar qualidade e preço competitivo.
Foram quatro anos de pesquisa, testes e muito aprendizado. O design sustentou a marca no início, enquanto a performance ainda estava em desenvolvimento, mas a missão sempre foi clara: “Queríamos um produto nacional tão bom quanto o importado, mas com preço inferior”. A realidade, porém, se impôs. Impostos e logística encarecem os insumos e o orgulho do “fabricado no Brasil” foi testado na prática. A viabilidade do negócio só foi possível com um modelo 100% online, no qual a margem do lojista se transformou na margem da própria empresa.
Performance consistente
O maior desafio apareceu nesse caminho e permanece até hoje, segundo Carol. “Somos colonizados culturalmente. Existe uma valorização automática do que vem de fora”, avalia. Sendo assim, investir tudo em produto não basta quando as pessoas sequer sabem que você existe. Sem caixa para grandes campanhas e fora das lojas especializadas, foi preciso levar a criatividade ao limite.
A virada veio com a decisão arriscada de patrocinar uma equipe profissional inglesa. “Foi um investimento que quase nos quebrou. Tínhamos uma bala só, todo o dinheiro estava ali. Não podia dar errado”. Deu certo!
A aprovação estrangeira lançou luz sobre o que estava sendo feito aqui. “Em vez de tentar mudar a cultura do brasileiro, usamos isso a nosso favor para sobreviver”. Hoje, a Volta Cycling tem clientes fiéis, alta taxa de recompra e uma comunidade que se reconhece na marca. “Esse é o maior sinal de que o produto realmente é bom”, garante.
Inspiração esportiva
Miguel El Debs | Crédito: Érico Andrade
Segundo Carol, a persistência frente às dificuldades veio do esporte. “A evolução vem aos poucos. É preciso paciência e perseverança quando tudo parece contra você”. E o conselho que ela daria para si mesma no início dessa jornada é direto: “Não queira fazer tudo sozinha. Buscar ajuda, confiar nas pessoas certas e investir em quem sabe o que você não sabe economiza erros que podem ser fatais e permite foco no que realmente importa”.
Se você conhece alguém cuja história empreendedora merece ser contada, assim como a da Carol, escreva para contato@grupozumm.com.br
* Miguel El Debs é empresário, Head do DBShub e do LIDE Empreendedor, sócio do Grupo ZK, e conselheiro estratégico com foco em branding e marketing.
Quando empreender nasce de uma dor real
Três ciclistas unidos por uma dor real a transformaram em propósito, produto e perseverança
Por Miguel El Debs*
Existem histórias empreendedoras que não começam com um plano de negócios, mas com um incômodo difícil de ignorar. A trajetória da Carol Rios, fundadora da Volta Cycling, é exatamente assim.
Formada em Design de Produto e com experiência em cenografia, Carol era ciclista e carregava uma frustração recorrente ao comprar roupas para o esporte. Do design à performance, nada parecia atender plenamente às exigências do ciclismo. “É uma roupa que precisa ser extremamente leve, aerodinâmica e confortável para horas em um selim desconfortável, enfrentando sol, chuva, calor e frio. Às vezes, tudo isso no mesmo treino”, divide.
O empreendedorismo como consequência
A Volta Cycling nasceu em 2017, em família, com Carol Rios, Fernando Simioni e Gui Rios. Três ciclistas unidos por uma dor real, transformada em propósito, produto e perseverança. Criar um produto bonito foi a parte fácil; “o difícil foi criar um produto eficaz”, lembra. As indústrias têxteis nacionais atendiam bem ao mercado fitness, mas não às demandas do ciclismo. Foi preciso buscar alternativas no Brasil e recorrer a alguns tecidos importados para alcançar qualidade e preço competitivo.
Foram quatro anos de pesquisa, testes e muito aprendizado. O design sustentou a marca no início, enquanto a performance ainda estava em desenvolvimento, mas a missão sempre foi clara: “Queríamos um produto nacional tão bom quanto o importado, mas com preço inferior”. A realidade, porém, se impôs. Impostos e logística encarecem os insumos e o orgulho do “fabricado no Brasil” foi testado na prática. A viabilidade do negócio só foi possível com um modelo 100% online, no qual a margem do lojista se transformou na margem da própria empresa.
Performance consistente
O maior desafio apareceu nesse caminho e permanece até hoje, segundo Carol. “Somos colonizados culturalmente. Existe uma valorização automática do que vem de fora”, avalia. Sendo assim, investir tudo em produto não basta quando as pessoas sequer sabem que você existe. Sem caixa para grandes campanhas e fora das lojas especializadas, foi preciso levar a criatividade ao limite.
A virada veio com a decisão arriscada de patrocinar uma equipe profissional inglesa. “Foi um investimento que quase nos quebrou. Tínhamos uma bala só, todo o dinheiro estava ali. Não podia dar errado”. Deu certo!
A aprovação estrangeira lançou luz sobre o que estava sendo feito aqui. “Em vez de tentar mudar a cultura do brasileiro, usamos isso a nosso favor para sobreviver”. Hoje, a Volta Cycling tem clientes fiéis, alta taxa de recompra e uma comunidade que se reconhece na marca. “Esse é o maior sinal de que o produto realmente é bom”, garante.
Inspiração esportiva
Segundo Carol, a persistência frente às dificuldades veio do esporte. “A evolução vem aos poucos. É preciso paciência e perseverança quando tudo parece contra você”. E o conselho que ela daria para si mesma no início dessa jornada é direto: “Não queira fazer tudo sozinha. Buscar ajuda, confiar nas pessoas certas e investir em quem sabe o que você não sabe economiza erros que podem ser fatais e permite foco no que realmente importa”.
Se você conhece alguém cuja história empreendedora merece ser contada, assim como a da Carol, escreva para contato@grupozumm.com.br
* Miguel El Debs é empresário, Head do DBShub e do LIDE Empreendedor, sócio do Grupo ZK, e conselheiro estratégico com foco em branding e marketing.
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