Uma vida com tempo não é acaso; é construção diária feita a partir de decisões com consciência
Por Fábio Ennor Fernandes*
Fala-se muito hoje que o novo luxo é “ter tempo”. Mas, raramente, as pessoas se perguntam: o que é, de fato, ter tempo? É ficar sem fazer nada? Para mim, ter tempo não é apenas ter horas livres na agenda. É algo mais profundo. É poder fazer o que se quer, quando se quer e com paz de espírito.
Muita gente até tem momentos livres, mas não tem tranquilidade. Metas, cobranças, boletos, mensagens, exigências. O corpo pode estar parado, mas a mente continua em modo de sobrevivência. Isso não é tempo; é apenas uma pausa dentro da ansiedade.
Ter tempo de verdade exige consciência; exige saber que tipo de vida você quer viver antes de decidir como vai trabalhar; exige desenhar os seus dias primeiro e só depois encaixar neles suas ambições. A maioria faz o contrário: corre atrás de dinheiro e torce para que, algum dia, sobre vida.
Quando falo sobre o valor do tempo, estou falando sobre autoria, sobre ser o autor do próprio dia. Quem acorda sabendo como quer gastar suas horas vive de forma muito diferente de quem apenas reage às urgências do mundo. Curiosamente, isso quase nunca começa com ganhar mais. Começa com precisar de menos, custos fixos baixos, expectativas claras e escolhas conscientes.
“A liberdade nasce muito mais da simplicidade que do excesso.”
Muita gente reclama de estresse, burnout e sobrecarga, mas, quando olhamos de perto, o que vemos é outra realidade: pessoas aumentando seus custos fixos, parcelando casa, carro, celular, viagens e um estilo de vida que não sabem bem o porquê. Para pagar essas contas, acabam aceitando trabalhos que não gostam, rotinas que não querem e uma vida que não escolheram. Às vezes, a vida já estava boa; foi o gasto desnecessário que a tornou pesada.
Uma vida de bem-estar não é uma estética, é uma engenharia composta por um conjunto de decisões pequenas, repetidas todos os dias, que criam espaço – espaço para pensar, sentir, estar com quem se ama, caminhar sem pressa.
No fim, ter tempo é viver sem a sensação constante de que você está atrasado para a própria vida. É aquela paz interior silenciosa que faz a vida realmente valer a pena. E isso, mais que qualquer luxo visível, é o que de verdade nos torna ricos.
* Fabio Augusto Ennor Fernandes é autor, investidor, Head de Expansão do LIDE Global, porta-voz oficial do ODS 11 (Pacto Global da ONU no Brasil) e fundador do Walking Together.
O que realmente significa “ter tempo”
Uma vida com tempo não é acaso; é construção diária feita a partir de decisões com consciência
Por Fábio Ennor Fernandes*
Fala-se muito hoje que o novo luxo é “ter tempo”. Mas, raramente, as pessoas se perguntam: o que é, de fato, ter tempo? É ficar sem fazer nada? Para mim, ter tempo não é apenas ter horas livres na agenda. É algo mais profundo. É poder fazer o que se quer, quando se quer e com paz de espírito.
Muita gente até tem momentos livres, mas não tem tranquilidade. Metas, cobranças, boletos, mensagens, exigências. O corpo pode estar parado, mas a mente continua em modo de sobrevivência. Isso não é tempo; é apenas uma pausa dentro da ansiedade.
Ter tempo de verdade exige consciência; exige saber que tipo de vida você quer viver antes de decidir como vai trabalhar; exige desenhar os seus dias primeiro e só depois encaixar neles suas ambições. A maioria faz o contrário: corre atrás de dinheiro e torce para que, algum dia, sobre vida.
Quando falo sobre o valor do tempo, estou falando sobre autoria, sobre ser o autor do próprio dia. Quem acorda sabendo como quer gastar suas horas vive de forma muito diferente de quem apenas reage às urgências do mundo. Curiosamente, isso quase nunca começa com ganhar mais. Começa com precisar de menos, custos fixos baixos, expectativas claras e escolhas conscientes.
Muita gente reclama de estresse, burnout e sobrecarga, mas, quando olhamos de perto, o que vemos é outra realidade: pessoas aumentando seus custos fixos, parcelando casa, carro, celular, viagens e um estilo de vida que não sabem bem o porquê. Para pagar essas contas, acabam aceitando trabalhos que não gostam, rotinas que não querem e uma vida que não escolheram. Às vezes, a vida já estava boa; foi o gasto desnecessário que a tornou pesada.
Uma vida de bem-estar não é uma estética, é uma engenharia composta por um conjunto de decisões pequenas, repetidas todos os dias, que criam espaço – espaço para pensar, sentir, estar com quem se ama, caminhar sem pressa.
No fim, ter tempo é viver sem a sensação constante de que você está atrasado para a própria vida. É aquela paz interior silenciosa que faz a vida realmente valer a pena. E isso, mais que qualquer luxo visível, é o que de verdade nos torna ricos.
* Fabio Augusto Ennor Fernandes é autor, investidor, Head de Expansão do LIDE Global, porta-voz oficial do ODS 11 (Pacto Global da ONU no Brasil) e fundador do Walking Together.
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