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Portal Zumm
Marina Kocourek | Crédito: Érico Andrade
Saúde

Uma vida ligada no 220

By Amanda Pioli on 6 de fevereiro de 2026

Empresária, maratonista, viajante, mãe e avó, Marina Kocourek se mantém em movimento constante em direção à única linha de chegada que consegue enxergar: a plenitude

Marina Kocourek | Crédito: Érico Andrade

“A corrida me ensinou a confiar no processo. Correr exige foco, determinação, paciência e planejamento, que são justamente as habilidades que eu precisava melhorar. Na atividade física, você se diverte, ao mesmo tempo em que amadurece e cresce muito”. É assim que Marina Kocourek define o exercício que a mantém em movimento, transpassando quase todos os aspectos da sua vida – é um habito diário, uma atividade social, um objetivo profissional e um sonho pessoal.

Foi ainda na infância que ela começou a descobrir os benefícios e o prazer das conquistas esportivas, ao ganhar diversas medalhas com uma equipe de ginástica olímpica. Até que, em 2010, a vontade de sempre estar se movimento se tornou uma paixão quando descobriu a corrida. “Entrei em uma academia na qual existia um grupo de iniciantes de corrida e decidi me aventurar. Eis que me encontrei nela e nunca mais parei”, lembra.

E Marina não está sozinha nessa descoberta que tem transformado vidas. Segundo um relatório de Tendências Esportivas, divulgado em dezembro de 2025 pelo aplicativo de monitoramento de exercícios Strava, a corrida se tornou a atividade física mais praticada no mundo, incluindo o Brasil, com os treinos durando, em média, 50 minutos. “A corrida sempre existiu, mas nunca foi tão visível como agora. As redes sociais tiveram um papel central nesse boom: elas transformaram a corrida em lifestyle. Porque não é apenas sobre treinar; é sobre pertencimento, identidade, estética, rotina, saúde mental e liberdade. Ver pessoas reais correndo – antes ou depois do trabalho, em viagens, em grupo, sozinhas – inspira outras a começarem. O efeito é contagioso”, avalia.

Nesses 16 anos, desde que começou, Marina já soma participações em centenas de corridas de rua, mais de 30 meias-maratonas (circuitos de 21k) e nove maratonas (42k).

Nunca é tarde para começar

Marina Kocourek _ Bem-estar | Créditos: Arquivo pessoal

Inclusive, tantas maratonas lhe garantiram a Mandala Six Majors, uma medalha concedida aos (poucos) atletas que completam as seis maratonas da World Marathon Majors: Boston (EUA), Nova York (EUA), Berlim (Alemanha), Chicago (EUA), Londres (Inglaterra) e Tóquio (Japão). E Marina já decidiu que não quer parar. “Me inscrevi na Maratona de Sydney (Austrália), que acontecerá em agosto deste ano. Quero pegar a sétima Mandala, que é uma novidade na liga Major. São poucas as mulheres no mundo que têm a sétima Mandala e estou muito feliz de poder correr nesta prova”, antecipa.

Mas vale ressaltar que completar maratonas nem sempre foi um objetivo de Marina. Esse sonho começou como consequência de uma comemoração inusitada e um sentimento inesperado. “Quando fiz 42 anos, decidi que queria fazer uma maratona, visto que a prova tem 42k. E como adoro um desafio, escolhi uma das mais difíceis, que é a de Nova York. Preparei uma playlist com 42 músicas, uma para cada fase da minha vida – desde infância, adolescência, até namoro, casamento, filhos – e fiz minha estreia lá. Ao cruzar a linha de chegada, fiquei apaixonada pela sensação que a maratona proporciona”, lembra.

“Eu corro porque me dá uma sensação profunda de liberdade. Ao mesmo tempo, a corrida é simples de começar, mas exige consciência. Quando feita com cuidado, não é só tendência; é ferramenta de saúde, equilíbrio e longevidade.”

– Marina Kocourek

Bem-estar na prática

Atualmente, a rotina de Marina inclui a corrida pelo menos quatro vezes por semana, intercaladas com treino de força, já que, para ela, os resultados surgem da repetição. “Correr não é algo que acontece rápido ou sozinho. E nada acontece sem constância, sem fazer parte da rotina”, adverte.

Marina Kocourek | Crédito: Érico Andrade
Marina Kocourek | Crédito: Érico Andrade

E o seu alerta tem respaldo profissional. De acordo com a endocrinologista Ludmilla Cardoso (CRM 116574SP | RQE 42847), a ciência já mostrou que alguns hábitos do dia a dia fazem uma enorme diferença na expectativa e na qualidade de vida. “Os principais [hábitos] são manter o peso em uma faixa saudável, não fumar, praticar atividade física com regularidade e ter uma alimentação de boa qualidade, rica em alimentos naturais e pobre em ultraprocessados”, explica.

Quando esses hábitos são combinados, o resultado também é uma vida livre de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, infarto, AVC, alguns tipos de câncer, asma e doenças pulmonares.

“Mas não acaba aí. Dormir bem, cuidar do estresse, manter vínculos sociais e evitar o uso desnecessário de medicamentos também fazem parte desse pacote de longevidade saudável”, acrescenta, destacando, mais uma vez, a importância de manter o peso e a gordura corporal sob controle.

“No fim das contas, a mensagem é simples e poderosa: pequenas escolhas diárias, feitas de forma consistente, são capazes de mudar o rumo da saúde no longo prazo. Viver mais começa com viver melhor, hoje”

– Ludmilla Cardoso, endocrinologista

Nesse sentido, a alimentação é um pilar essencial de uma vida de bem-estar, a qual pode se beneficiar de um acompanhamento nutricional, visto que, mesmo aqueles que levam uma vida ativa, estão sujeitos a deficiências nutricionais.

“Independentemente do estágio da atividade física, o profissional de nutrição contribui com orientações que ajudam a estruturar uma rotina alimentar coerente com os objetivos e a realidade da pessoa, de forma segura e sustentável”, aponta a nutricionista Vivian Cognetti (CRN 46435), especializada em Nutrição Esportiva.

Ludmilla Cardoso, endocrinologista
Ludmilla Cardoso
Vivian Cognetti | Crédito: Camila Belleza
Vivian Cognetti

Na corrida, por exemplo, o papel do nutricionista é auxiliar a estabelecer uma rotina alimentar alinhada aos horários de treino, garantindo energia suficiente para correr bem; definir estratégias adequadas de hidratação e reposição de eletrólitos, reduzindo o risco de desidratação, câimbras e queda de rendimento; e favorecer, por meio da seleção de alimentos, a recuperação muscular ao garantir o aporte adequado de proteínas e outros nutrientes essenciais, o que permite ao corpo se recuperar de forma mais eficiente entre os treinos e reduzir o risco de lesões ao longo do tempo.

A prática e a performance também podem melhorar com o apoio de um endocrinologista, a partir da análise e prevenção de desequilíbrios hormonais e metabólicos. Segundo a Ludmilla, atletas jovens, especialmente mulheres, que treinam em alta intensidade ou mantêm percentual de gordura muito baixo, podem apresentar alterações hormonais que impactam o ciclo menstrual, a saúde óssea e o crescimento.

Já para quem convive com diabetes, doenças cardiovasculares ou outras condições crônicas, o exercício deve ser planejado visando à redução de riscos como hipoglicemia, picos glicêmicos ou eventos cardiovasculares. “Exercitar-se é um investimento poderoso em saúde. E, quando o desafio aumenta, ter acompanhamento é o que permite avançar com segurança e consistência”, garante a endrocrino.

Corpo em movimento, mente em paz

Manter o corpo sempre em movimento ofereceu a Marina não apenas reflexos na saúde física – a exemplo de bom condicionamento e exames em dia –, como também no aspecto psicológico. Há alguns anos, passando por um dos momentos mais difíceis da sua vida, foi por meio da corrida que ela conseguiu viver um luto e encontrar conforto e motivação.

“A corrida também foi companhia. Muitas vezes, eu estava correndo sozinha e parecia que, a cada passo, a dor diminuía um pouco. Não curava tudo, mas ajudava a seguir. A corrida me treinou para a vida”, destaca.

Mas o sentimento de companhia também se materializou por meio da convivência com outras pessoas, o que, segundo Marina, deve-se ao grande aspecto democrático da corrida e o seu poder de unir e fortalecer. “Ela, assim como outras atividades, cria laços fortes, porque ninguém corre sozinho o tempo todo: um ajuda o outro, a gente se apoia, se espera, se incentiva. A corrida me ensinou a seguir e a seguir junto”, compartilha.

Além disso, correr em grupo ou com uma assessoria permite organizar um programa de treinamento e contar com suporte diário para que esse planejamento seja realizado com sucesso. No caso de Marina, já são 12 anos contando com uma assessoria de corrida, na qual seu treinador elabora diferentes treinos, com variados estímulos.

“Porque não é só a questão de decidir fazer uma prova, por exemplo; é questão de se preparar completamente para ela. Afinal, correr é uma atividade de impacto, não é brincadeira. É um esforço físico muito grande, especialmente no caso das maratonas. Então, a minha única preocupação nesse boom de corredores que estamos vendo é que as pessoas tenham consciência que toda atividade física exige cuidado, preparação, fortalecimento e uma alimentação saudável para que ele ocorra de melhor forma”, indica.

Elenilton Viana Rangel | Crédito: Divulgação
Elenilton Viana Rangel

O preparador físico Elenilton Viana Rangel, responsável pela assessoria esportiva Rangel Race Team, concorda com o alerta de Marina, ressaltando que “qualquer atividade sem a orientação de um profissional capacitado coloca sérios riscos à saúde, podendo levar a lesões graves e permanentes. Buscar ajuda é valorizar a sua vida e priorizar a sua saúde física e mental”.

Para ele, em qualquer nível ou modalidade esportiva se faz necessário um acompanhamento de um profissional habilitado, bem como de médicos que certifiquem as condições clínicas individuais para a prática da atividade escolhida. “É fundamental que se busque uma rotina, horários permanentes com planejamento e sem excessos, sempre respeitando prioridades e limitações”.

Das ruas para o escritório

Depois de se tornar um hábito e uma paixão, não demorou para que a corrida também se transformasse no trabalho de Marina. Em 2019, ela criou a agência esportiva 220 Volts, por sugestão de amigas, que notaram nela o prazer e a eficiência na organização de viagens esportivas.

“A 220 Volts surgiu de forma quase espontânea. Nessas minhas viagens para as maratonas, íamos em grupos de amigos, dentro dos quais sempre tomei a frente de procurar lugares para sair, escolhia passeios, ajudava nas reservas. Sou formada em Turismo, então é algo natural para mim. Até que decidimos fazer a prova Paris-Versailles (La Grande Classique) [uma icônica corrida de rua que liga a Torre Eiffel ao Palácio de Versalhes], e eu tomei a frente. Foi tão divertido e gostoso, que as meninas me sugeriram trabalhar com isso”, conta.

Mario Rossi

A ideia, então, tomou forma e se materializou, oficialmente, na organização de uma viagem para a meia-maratona do Brooklyn, em Nova York. Entretanto, já naquele momento inicial, a 220 Volts se propôs a um objetivo ainda maior: fazer essas viagens esportivas apenas com mulheres.

“No território da 220 Volts, as mulheres não são mães, não são filhas, não são sogras, não são esposas; são puramente mulheres que querem se divertir e ter suas próprias conquistas. Não é sobre performance, é sobre se encontrar nesse processo”, explica a fundadora, que, graças a esse novo propósito, afirma, sem titubear, que é sim apaixonada pelo trabalho.

Esse encontro entre atividades profissionais e físicas também se tornou realidade no First, um grupo de empresários que se reúnem periodicamente em busca de alta performance, criatividade, qualidade de vida e relacionamento. “E dentro disso, a atividade física sempre foi algo muito natural. Acreditamos profundamente que empreender exige competências que a atividade física ensina: disciplina, constância, foco, capacidade de lidar com desconforto e, principalmente, a habilidade de continuar mesmo quando dá vontade de parar”, afirma o empreendedor Mario Rossi, idealizador do Grupo First.

Usando essa abordagem nas reuniões, mas de forma teórica, chegou um momento em que o grupo sentiu a necessidade de viver esses valores na prática. Foi, então, que surgiram as corridas. “Mas não qualquer corrida. Escolhemos a corrida de montanha o trekking, porque ali existe natureza, tempo de prova, tomada de decisão, dificuldade, cansaço, dor, superação… exatamente os mesmos aspectos que um empreendedor vive dentro do seu negócio”, compara.

As primeiras experiências aconteceram ao longo de 2025 e já existem planos ambiciosos do grupo em 2026: em abril, o First participará do Patagonia Run, em San Martín de los Andes, na Argentina. Segundo Mário, o desafio será uma imersão, com corrida de montanha, palestras, conversas sobre negócios, vinhos e, claro, muita atividade física. “É exatamente esse tipo de experiência que muda a forma como o empreendedor pensa, decide e constrói a sua empresa”, conclui.

O importante é a jornada

Enquanto organiza viagens e treina para a Maratona de Sydney, Marina também faz sua estreia em novo papel, o qual não via a hora desempenhar: o de avó. Em janeiro deste ano, suas duas filhas mais velhas se tornaram mães. “Com certeza, assim que eu tiver a oportunidade, vou correr uma prova empurrando os carrinhos para já mostrar a eles que o esporte é uma ferramenta muito importante para ter disciplina, foco, consistência e propósito. E que a vida pode ser muito divertida por meio do esporte”, garante.

Suas três filhas, inclusive, dividem essa paixão pelo movimento com a mãe, assim como os maridos – uma família que, além do amor, tem o esporte como conexão. “Quero que minha família esteja comigo nesses percursos, que possamos chegar juntos a destinos que talvez nunca tivéssemos imaginado e, dessa forma, me aproximo das pessoas que amo, porque não é a pressa que nos move, é quem está ao nosso lado. No fim, é justamente isso que nos leva mais longe”.

A ‘avosidade’ que se transforma com as gerações | Créditos: Divulgação

Além da família, Marina acredita que 2026 será um ano de muitas aventuras com a 220 Volts. “Pretendo seguir, cada vez mais forte, trazendo muitas mulheres para se redescobrir e para estar comigo, porque, na 220, estamos sempre lado a lado. Mais que conquistar as minhas provas, meu prazer vem de fazer com que elas conquistem os objetivos delas. Isso é muito genuíno e é a minha missão”, determina.

Posted in Destaques Capa, Saúde.
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