Especialista alerta sobre como evitar multas, explica quem deve declarar e esclarece o que está diferente nas regras deste ano
Com a proximidade do período de entrega da Declaração do Imposto de Renda 2026, contribuintes já devem iniciar a organização de documentos para evitar erros, multas e atrasos na restituição. De acordo com o professor de Ciências Contábeis Ademar Mota, a antecipação reduz riscos e ainda pode trazer vantagens financeiras.
“Quem se organiza antes evita inconsistências, diminui as chances de cair na malha fina e aumenta a probabilidade de receber a restituição nos primeiros lotes”, afirma.
Quem deve declarar?
Está obrigado a declarar o contribuinte que se enquadrar em critérios como:
Recebimento de rendimentos tributáveis acima do limite anual estabelecido pela Receita Federal;
Rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima do teto definido;
Posse de bens e direitos acima do valor estipulado pela Receita;
Condição de residente no Brasil no ano-base.
Os valores exatos são atualizados a cada exercício fiscal.
A multa por atraso na entrega é aplicada em todo o país, pois o Imposto de Renda é um tributo federal. A penalidade corresponde a 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, limitada a 20%, com valor mínimo de R$ 165,74, mesmo para quem não tenha imposto a pagar. “Perder o prazo gera custo financeiro desnecessário. Organização é sempre a melhor estratégia”, ressalta o professor.
O que muda em 2026
Neste ano, entram em vigor atualizações na faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas, ampliando o número de contribuintes beneficiados. Também passam a valer regras de tributação mínima para rendas mais elevadas, conforme legislação aprovada anteriormente.
O especialista destaca que é fundamental compreender que mudanças anunciadas ao longo do ano só produzem efeito no exercício correspondente ao ano-calendário definido pela lei.
“O contribuinte precisa ter atenção às datas de vigência das novas regras para não criar expectativa com normas que ainda não se aplicam à declaração que está sendo entregue”, explica.
PIX não é taxado
Outro ponto que tem gerado dúvidas é a suposta taxação de transferências via PIX. Não há cobrança de imposto sobre movimentações realizadas por esse meio de pagamento. O PIX é apenas uma forma de transferência eletrônica, assim como TED ou DOC, e não está sujeito a tributação específica.
“É importante buscar informação em fontes oficiais. Muitas vezes circulam notícias imprecisas que causam insegurança desnecessária”, alerta Ademar.
Cuidados essenciais
Entre os documentos que devem ser separados estão informes de rendimentos de empresas e instituições financeiras, comprovantes de despesas médicas e educacionais, extratos de investimentos, previdência privada e registros de compra e venda de bens.
O professor também recomenda atenção redobrada às despesas médicas, um dos principais motivos de retenção em malha fina quando há divergência de informações. “A declaração pré-preenchida ajuda, mas não substitui a conferência detalhada. A responsabilidade final é sempre do contribuinte”, conclui.
Imposto de renda 2026 está chegando! Veja o que muda e evite as penalidades
Especialista alerta sobre como evitar multas, explica quem deve declarar e esclarece o que está diferente nas regras deste ano
Com a proximidade do período de entrega da Declaração do Imposto de Renda 2026, contribuintes já devem iniciar a organização de documentos para evitar erros, multas e atrasos na restituição. De acordo com o professor de Ciências Contábeis Ademar Mota, a antecipação reduz riscos e ainda pode trazer vantagens financeiras.
Quem deve declarar?
Está obrigado a declarar o contribuinte que se enquadrar em critérios como:
Os valores exatos são atualizados a cada exercício fiscal.
A multa por atraso na entrega é aplicada em todo o país, pois o Imposto de Renda é um tributo federal. A penalidade corresponde a 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, limitada a 20%, com valor mínimo de R$ 165,74, mesmo para quem não tenha imposto a pagar. “Perder o prazo gera custo financeiro desnecessário. Organização é sempre a melhor estratégia”, ressalta o professor.
O que muda em 2026
Neste ano, entram em vigor atualizações na faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas, ampliando o número de contribuintes beneficiados. Também passam a valer regras de tributação mínima para rendas mais elevadas, conforme legislação aprovada anteriormente.
O especialista destaca que é fundamental compreender que mudanças anunciadas ao longo do ano só produzem efeito no exercício correspondente ao ano-calendário definido pela lei.
“O contribuinte precisa ter atenção às datas de vigência das novas regras para não criar expectativa com normas que ainda não se aplicam à declaração que está sendo entregue”, explica.
PIX não é taxado
Outro ponto que tem gerado dúvidas é a suposta taxação de transferências via PIX. Não há cobrança de imposto sobre movimentações realizadas por esse meio de pagamento. O PIX é apenas uma forma de transferência eletrônica, assim como TED ou DOC, e não está sujeito a tributação específica.
“É importante buscar informação em fontes oficiais. Muitas vezes circulam notícias imprecisas que causam insegurança desnecessária”, alerta Ademar.
Cuidados essenciais
Entre os documentos que devem ser separados estão informes de rendimentos de empresas e instituições financeiras, comprovantes de despesas médicas e educacionais, extratos de investimentos, previdência privada e registros de compra e venda de bens.
O professor também recomenda atenção redobrada às despesas médicas, um dos principais motivos de retenção em malha fina quando há divergência de informações. “A declaração pré-preenchida ajuda, mas não substitui a conferência detalhada. A responsabilidade final é sempre do contribuinte”, conclui.
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