No mês em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, convidamos algumas personalidades femininas para falar sobre a importância de parar um pouco e respirar
Celebrado em 8 de março, mas com ações que repercutem durante todo o mês, o Dia Internacional da Mulher foi oficializado no calendário mundial pela Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1970 e, desde então, simboliza a luta das mulheres pela igualdade e pelo fim das violências de gênero. Durante todos esses anos, a mulher moderna se tornou cada vez mais plural, acumulando funções e atividades.
Camila Scaff
Mas como nenhum excesso faz bem, o conceito de “guerreira a todo custo” caiu por terra! Hoje, feliz é a mulher que melhor consegue gerir o seu tempo, incluindo na agenda tempos para fazer uma pausa.
Segundo a psicóloga Camila Scaff, as pessoas estão se conscientizando de que erguer o troféu do “dar conta de tudo”, o tempo inteiro, não vale o que custa. Ou melhor: possui o preço da própria vida. O “dar conta de tudo” se transforma, então, diante desse entendimento, em “ter uma vida digna de ser vivida”, equilibrando os lados profissional, pessoal, social, afetivo e financeiro.
“É preciso entender que a rotina é constituída por tempo finito, no qual é necessário se reabastecer para chegar ao destino final com vitalidade e saúde, sem a sensação de fracasso, exaustão absoluta ou incompetência. É fundamental o entendimento de que não é em 6h, 8h ou 12h que todas as demandas serão solucionadas. Para dar conta de tudo (da vida, como um todo), temos que soltar um pouco de tudo, e isso vai contra a natureza instintiva feminina, de que a força é voltada sempre para o coletivo e para o outro em primeiro lugar. A mulher possui naturalmente um impulso sacrificial”, explica a psicóloga.
Ela ressalta ainda que fazer uma pausa, portanto, ressoa quase uma rejeição àqueles que possuem com a mulher alguma dinâmica de troca afetiva (filhos, casa e matrimônio). Quando, na verdade, fazer uma pausa significa se ajudar para poder ajudar – e isso precisa se tornar regra.
Camila afirma também que o trabalho é importante e digno de gratidão, sim, entretanto não resume a vida. É preciso entender rapidamente que o volume dele e das outras tarefas possuem graus de prioridade e isso tudo, muitas vezes, não é possível de ser solucionado em curto espaço de tempo. “É necessário separar demandas em etapas e escolher os momentos mais adequados para cumprir cada uma delas, colocando um prazo limite para entregá-las. Se decidiu fazer uma pausa, corte o acesso aos estímulos. Faça pausas verdadeiras!”, completa.
A importância da “solitude”
De acordo com Camila, quando aprendemos a usufruir da própria companhia, nos conectamos conosco de forma verdadeira e significativa. Aprendemos a sentir, a conhecer e a reconhecer nossos gostos, nossos jeitos. Nos abstemos da overdose de estímulos que nos invadem o tempo inteiro e, neste (sagrado) silêncio, ouvimos: a nós, às nossas vontades, às nossas necessidades. “Quanto melhor dentro, melhor fora”, destaca.
Ou seja: uma pessoa que consegue estar na solitude possui maior habilidade em estar com o outro de forma saudável, respeitosa, proativa e não invasiva, pois ela se torna capaz de ouvir verdadeiramente e discernir o que é dela e o que não é, tornando-se também muito hábil em reconhecer as necessidades do outro. O tempo sozinha de qualidade promove a autoconexão e o resgate das nossas verdades.
A especialista pontua que algumas atitudes ajudam a impor limites no ritmo frenético, como tirar as notificações do celular, ou fazer algo que não tenha nada a ver com o objeto de foco excessivo. Assim, o fluxo psíquico pode ser redirecionado.
Atividades físicas, em meio à natureza; o contato com a arte, a pintura, a música e a dança também são muito recomendados. “A mente não desliga; o foco dela é que muda. E somos nós quem dizemos para onde. Faça acordos com você e seja firme para cumpri-los”, finaliza.
A seguir, conversamos com algumas mulheres para entender como elas fazem uma pausa para se reencontrarem a si mesmas.
Ana Claudia Scardoeli, advogada e publicitária
“Em dias cansativos, pratico o ócio criativo, aquele conceito do Domenico De Masi: parar, contemplar e simplesmente não fazer nada. É nesse silêncio que a mente desacelera, se reorganiza e, curiosamente, se enche de novas ideias.
Por muito tempo, abracei a ideia de que precisava dar conta de tudo, até que o corpo cobrou por meio de ansiedade e privação de sono. Hoje, aprendi a redefinir sucesso e faço o meu melhor dentro do que o dia comporta, sem transformar urgência em regra. Nem tudo precisa ser resolvido às pressas, principalmente quando o preço é a própria saúde.
Nos momentos livres, adoro correr, planejar viagens, montar playlists, rever fotos antigas e ouvir música. Enfim, pequenas pausas que sempre me reorganizam.”
Daniella Aguiar Nogueira, empresária
“Eu vivo sendo a ‘guerreira’ em meio à rotina de trabalho, casa, filhos… Nem sei como seria ser outra coisa, mas é muito cansativo. Porém, quando vejo tudo dando certo, acho muito prazeroso. Atualmente, a nossa vida é bem melhor que nos tempos de nossas avós, mas ainda está longe o mundo ser justo. Nos momentos de pausa, gosto muito de viajar em família e com amigos, e adoro curtir um karaokê. Tomar banho de banheira com sais também é minha opção quando preciso relaxar.”
Grace Kelly Cano, jornalista
“Quando estou muito cansada, preciso baixar o volume do mundo e aumentar o meu. Às vezes, simplesmente entro na minha ‘caixa do nada’: fico sozinha, em silêncio, sem me explicar para ninguém, até a mente desacelerar e eu voltar para o meu eixo. E tem uma outra pausa que me ajuda muito: entrar no carro e colocar som alto. Parece simples, mas para mim é quase um ritual de descarrego. Eu fico mais leve, como se me reorganizasse por dentro.
Por muito tempo, achei que ser guerreira era o jeito certo de viver – resolver tudo, sustentar tudo, não pedir ajuda. Reconheço que tenho dificuldade de pedir ajuda e isso pesa, porque alimenta esse lugar da mulher que precisa se sobressair o tempo todo. Depois de um período, o corpo cobra. Tive apagões, esquecimentos, fui diagnosticada com crises de ansiedade e burnout, e demorei para aceitar, porque a gente normaliza o excesso. Hoje, eu entendo que maturidade não é aguentar mais, é escolher melhor. E, muitas vezes, as melhores escolhas são sobre o que eu decido não fazer.”
Iara Marta da Silva Manfrim, engenheira civil e empresária
“Algumas pessoas preferem o silêncio e o descanso; outras buscam movimento e música. Eu valorizo muito a companhia dos meus netos. Estar com eles é uma forma deliciosa de recarregar as energias, porque trazem leveza, espontaneidade e um tipo de alegria que não se encontra em nenhum outro lugar. É como se o cansaço se dissolvesse no riso e nas brincadeiras.
Eu já vivi essa ideia de ser a ‘guerreira incansável’, aquela que acredita que precisa dar conta de tudo e que ninguém faria da mesma forma. O resultado dessa atitude é como tentar carregar o mundo nos ombros: no começo parece força, mas, em pouco tempo, vira um peso insustentável. As consequências são conhecidas, principalmente o desgaste emocional, a sensação de solidão e até uma certa perda da alegria nas pequenas coisas. Quando agimos assim, acabamos nos esquecendo de pedir ou mesmo de aceitar ajuda, ignorando que não precisamos ser perfeitas o tempo todo. Ao abrirmos espaço para não sermos ‘guerreiras’ em tempo integral, agimos com mais humanidade e leveza.
Isso nos permite dividir responsabilidades, descansar sem culpa e perceber que a nossa força também reside em reconhecer nossos limites, o que possibilita, inclusive, o crescimento das pessoas à nossa volta.”
Kelly Cristina Diniz Bicalho, empresária
“Minha rotina é muito pesada e procuro sustentar hábitos que não me deixem chegar à exaustão. Controlo minha alimentação, treino com frequência, faço terapia, yoga e massagem. Nos dias mais cansativos, procuro relaxar à noite, ouvir músicas suaves, fazer exercícios de respiração e direcionar minha atenção ao que não está relacionado às minhas atividades profissionais, como assistir filmes e ler livros.
Infelizmente, eu achava que ser chamada de guerreira era um elogio. Nós, mulheres, não somos guerreiras, não somos salvadoras; somos seres humanos. Temos muita força, somos capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo, temos muitas habilidades, mas também ficamos cansadas e tristes, e podemos falar ‘não’ para nos proteger e estabelecer limites. O papel de guerreira é muito conveniente para algumas pessoas que nos cercam, mas nos deixa exaustas e sem forças para exercermos o autocuidado. Precisamos do nosso tempo e espaço.”
Vanessa Panico, educadora e empresária
“Temos o grande desafio de quebrar o estigma de que estar sempre ocupada é sinônimo de sucesso. É importante que não percamos de vista a importância de termos um tempo de pausa para aliviar a correria do dia a dia. Já tentei ser a ‘mulher guerreira’, incansável em inúmeras fases de minha vida e este é um desafio que ainda não superei 100%. Vivo achando que posso dar conta de mais alguma coisa, sem perceber que estou me sobrecarregando. Me custa dizer ‘não’ e costumo abusar do ‘sim’.
Parte das consequências de tanta cobrança pessoal foi passar por períodos de exaustão física e mental, nos quais a qualidade do meu trabalho e até mesmo a minha presença com a família não foram como eu desejava. Hoje, tenho consciência que essa busca incessante pela perfeição e pela onipresença não é sustentável. Me permitir, sem culpa, fazer pausas tem me ajudado muito a encontrar maior equilíbrio e satisfação nas conquistas pessoais e profissionais. Para mim, a pausa é um investimento estratégico para repor a energia e as condições de bem-estar.
Meu principal hobby é, sem dúvida, a corrida. Quando estou na rua, sinto uma liberdade que poucas coisas me proporcionam. É um tempo de conexão comigo mesma, com a natureza, e onde encontro inspiração e soluções para os desafios do dia a dia. Além da corrida, estar com amigas, seja para um café, um almoço descontraído ou uma viagem, é uma fonte inesgotável de alegria, apoio e leveza. Esses momentos enriquecem minha vida e me lembram da importância das amizades. E, claro, viajar! Explorar novos lugares, culturas e sabores, em família.”
No Mês das Mulheres, elas fazem uma pausa necessária [depoimentos]
No mês em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, convidamos algumas personalidades femininas para falar sobre a importância de parar um pouco e respirar
Celebrado em 8 de março, mas com ações que repercutem durante todo o mês, o Dia Internacional da Mulher foi oficializado no calendário mundial pela Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1970 e, desde então, simboliza a luta das mulheres pela igualdade e pelo fim das violências de gênero. Durante todos esses anos, a mulher moderna se tornou cada vez mais plural, acumulando funções e atividades.
Mas como nenhum excesso faz bem, o conceito de “guerreira a todo custo” caiu por terra! Hoje, feliz é a mulher que melhor consegue gerir o seu tempo, incluindo na agenda tempos para fazer uma pausa.
Segundo a psicóloga Camila Scaff, as pessoas estão se conscientizando de que erguer o troféu do “dar conta de tudo”, o tempo inteiro, não vale o que custa. Ou melhor: possui o preço da própria vida. O “dar conta de tudo” se transforma, então, diante desse entendimento, em “ter uma vida digna de ser vivida”, equilibrando os lados profissional, pessoal, social, afetivo e financeiro.
“É preciso entender que a rotina é constituída por tempo finito, no qual é necessário se reabastecer para chegar ao destino final com vitalidade e saúde, sem a sensação de fracasso, exaustão absoluta ou incompetência. É fundamental o entendimento de que não é em 6h, 8h ou 12h que todas as demandas serão solucionadas. Para dar conta de tudo (da vida, como um todo), temos que soltar um pouco de tudo, e isso vai contra a natureza instintiva feminina, de que a força é voltada sempre para o coletivo e para o outro em primeiro lugar. A mulher possui naturalmente um impulso sacrificial”, explica a psicóloga.
Ela ressalta ainda que fazer uma pausa, portanto, ressoa quase uma rejeição àqueles que possuem com a mulher alguma dinâmica de troca afetiva (filhos, casa e matrimônio). Quando, na verdade, fazer uma pausa significa se ajudar para poder ajudar – e isso precisa se tornar regra.
Camila afirma também que o trabalho é importante e digno de gratidão, sim, entretanto não resume a vida. É preciso entender rapidamente que o volume dele e das outras tarefas possuem graus de prioridade e isso tudo, muitas vezes, não é possível de ser solucionado em curto espaço de tempo. “É necessário separar demandas em etapas e escolher os momentos mais adequados para cumprir cada uma delas, colocando um prazo limite para entregá-las. Se decidiu fazer uma pausa, corte o acesso aos estímulos. Faça pausas verdadeiras!”, completa.
A importância da “solitude”
De acordo com Camila, quando aprendemos a usufruir da própria companhia, nos conectamos conosco de forma verdadeira e significativa. Aprendemos a sentir, a conhecer e a reconhecer nossos gostos, nossos jeitos. Nos abstemos da overdose de estímulos que nos invadem o tempo inteiro e, neste (sagrado) silêncio, ouvimos: a nós, às nossas vontades, às nossas necessidades. “Quanto melhor dentro, melhor fora”, destaca.
Ou seja: uma pessoa que consegue estar na solitude possui maior habilidade em estar com o outro de forma saudável, respeitosa, proativa e não invasiva, pois ela se torna capaz de ouvir verdadeiramente e discernir o que é dela e o que não é, tornando-se também muito hábil em reconhecer as necessidades do outro. O tempo sozinha de qualidade promove a autoconexão e o resgate das nossas verdades.
A especialista pontua que algumas atitudes ajudam a impor limites no ritmo frenético, como tirar as notificações do celular, ou fazer algo que não tenha nada a ver com o objeto de foco excessivo. Assim, o fluxo psíquico pode ser redirecionado.
Atividades físicas, em meio à natureza; o contato com a arte, a pintura, a música e a dança também são muito recomendados. “A mente não desliga; o foco dela é que muda. E somos nós quem dizemos para onde. Faça acordos com você e seja firme para cumpri-los”, finaliza.
A seguir, conversamos com algumas mulheres para entender como elas fazem uma pausa para se reencontrarem a si mesmas.
Ana Claudia Scardoeli, advogada e publicitária
“Em dias cansativos, pratico o ócio criativo, aquele conceito do Domenico De Masi: parar, contemplar e simplesmente não fazer nada. É nesse silêncio que a mente desacelera, se reorganiza e, curiosamente, se enche de novas ideias.
Por muito tempo, abracei a ideia de que precisava dar conta de tudo, até que o corpo cobrou por meio de ansiedade e privação de sono. Hoje, aprendi a redefinir sucesso e faço o meu melhor dentro do que o dia comporta, sem transformar urgência em regra. Nem tudo precisa ser resolvido às pressas, principalmente quando o preço é a própria saúde.
Nos momentos livres, adoro correr, planejar viagens, montar playlists, rever fotos antigas e ouvir música. Enfim, pequenas pausas que sempre me reorganizam.”
Daniella Aguiar Nogueira, empresária
“Eu vivo sendo a ‘guerreira’ em meio à rotina de trabalho, casa, filhos… Nem sei como seria ser outra coisa, mas é muito cansativo. Porém, quando vejo tudo dando certo, acho muito prazeroso. Atualmente, a nossa vida é bem melhor que nos tempos de nossas avós, mas ainda está longe o mundo ser justo. Nos momentos de pausa, gosto muito de viajar em família e com amigos, e adoro curtir um karaokê. Tomar banho de banheira com sais também é minha opção quando preciso relaxar.”
Grace Kelly Cano, jornalista
“Quando estou muito cansada, preciso baixar o volume do mundo e aumentar o meu. Às vezes, simplesmente entro na minha ‘caixa do nada’: fico sozinha, em silêncio, sem me explicar para ninguém, até a mente desacelerar e eu voltar para o meu eixo. E tem uma outra pausa que me ajuda muito: entrar no carro e colocar som alto. Parece simples, mas para mim é quase um ritual de descarrego. Eu fico mais leve, como se me reorganizasse por dentro.
Por muito tempo, achei que ser guerreira era o jeito certo de viver – resolver tudo, sustentar tudo, não pedir ajuda. Reconheço que tenho dificuldade de pedir ajuda e isso pesa, porque alimenta esse lugar da mulher que precisa se sobressair o tempo todo. Depois de um período, o corpo cobra. Tive apagões, esquecimentos, fui diagnosticada com crises de ansiedade e burnout, e demorei para aceitar, porque a gente normaliza o excesso. Hoje, eu entendo que maturidade não é aguentar mais, é escolher melhor. E, muitas vezes, as melhores escolhas são sobre o que eu decido não fazer.”
Iara Marta da Silva Manfrim, engenheira civil e empresária
“Algumas pessoas preferem o silêncio e o descanso; outras buscam movimento e música. Eu valorizo muito a companhia dos meus netos. Estar com eles é uma forma deliciosa de recarregar as energias, porque trazem leveza, espontaneidade e um tipo de alegria que não se encontra em nenhum outro lugar. É como se o cansaço se dissolvesse no riso e nas brincadeiras.
Eu já vivi essa ideia de ser a ‘guerreira incansável’, aquela que acredita que precisa dar conta de tudo e que ninguém faria da mesma forma. O resultado dessa atitude é como tentar carregar o mundo nos ombros: no começo parece força, mas, em pouco tempo, vira um peso insustentável. As consequências são conhecidas, principalmente o desgaste emocional, a sensação de solidão e até uma certa perda da alegria nas pequenas coisas. Quando agimos assim, acabamos nos esquecendo de pedir ou mesmo de aceitar ajuda, ignorando que não precisamos ser perfeitas o tempo todo. Ao abrirmos espaço para não sermos ‘guerreiras’ em tempo integral, agimos com mais humanidade e leveza.
Isso nos permite dividir responsabilidades, descansar sem culpa e perceber que a nossa força também reside em reconhecer nossos limites, o que possibilita, inclusive, o crescimento das pessoas à nossa volta.”
Kelly Cristina Diniz Bicalho, empresária
“Minha rotina é muito pesada e procuro sustentar hábitos que não me deixem chegar à exaustão. Controlo minha alimentação, treino com frequência, faço terapia, yoga e massagem. Nos dias mais cansativos, procuro relaxar à noite, ouvir músicas suaves, fazer exercícios de respiração e direcionar minha atenção ao que não está relacionado às minhas atividades profissionais, como assistir filmes e ler livros.
Infelizmente, eu achava que ser chamada de guerreira era um elogio. Nós, mulheres, não somos guerreiras, não somos salvadoras; somos seres humanos. Temos muita força, somos capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo, temos muitas habilidades, mas também ficamos cansadas e tristes, e podemos falar ‘não’ para nos proteger e estabelecer limites. O papel de guerreira é muito conveniente para algumas pessoas que nos cercam, mas nos deixa exaustas e sem forças para exercermos o autocuidado. Precisamos do nosso tempo e espaço.”
Vanessa Panico, educadora e empresária
“Temos o grande desafio de quebrar o estigma de que estar sempre ocupada é sinônimo de sucesso. É importante que não percamos de vista a importância de termos um tempo de pausa para aliviar a correria do dia a dia. Já tentei ser a ‘mulher guerreira’, incansável em inúmeras fases de minha vida e este é um desafio que ainda não superei 100%. Vivo achando que posso dar conta de mais alguma coisa, sem perceber que estou me sobrecarregando. Me custa dizer ‘não’ e costumo abusar do ‘sim’.
Parte das consequências de tanta cobrança pessoal foi passar por períodos de exaustão física e mental, nos quais a qualidade do meu trabalho e até mesmo a minha presença com a família não foram como eu desejava. Hoje, tenho consciência que essa busca incessante pela perfeição e pela onipresença não é sustentável. Me permitir, sem culpa, fazer pausas tem me ajudado muito a encontrar maior equilíbrio e satisfação nas conquistas pessoais e profissionais. Para mim, a pausa é um investimento estratégico para repor a energia e as condições de bem-estar.
Meu principal hobby é, sem dúvida, a corrida. Quando estou na rua, sinto uma liberdade que poucas coisas me proporcionam. É um tempo de conexão comigo mesma, com a natureza, e onde encontro inspiração e soluções para os desafios do dia a dia. Além da corrida, estar com amigas, seja para um café, um almoço descontraído ou uma viagem, é uma fonte inesgotável de alegria, apoio e leveza. Esses momentos enriquecem minha vida e me lembram da importância das amizades. E, claro, viajar! Explorar novos lugares, culturas e sabores, em família.”
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