De acordo com o especialista Paulo Sérgio Egydio, o Lipedema requer diagnóstico correto, cuidados para controle dos sintomas e acompanhamento contínuo
Embora várias vezes associado à estética, o aumento desproporcional de gordura nas pernas, quadris e até nos braços pode indicar um problema de saúde conhecido como lipedema. De acordo com a Associação Brasileira de Lipedema, essa condição crônica e progressiva, que afeta principalmente mulheres, ainda é confundida com obesidade ou retenção de líquidos, e, apesar de descrita na literatura médica desde 1940, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apenas em 2022.
Segundo o cirurgião vascular Paulo Sérgio Egydio, o lipedema está associado a alterações na circulação que contribuem para o acúmulo de líquido e inflamação nas áreas afetadas. “Nos tecidos afetados, os capilares são mais frágeis, o que causa vazamento de líquido, formação frequente de hematomas e inflamação local”, explica.
Estudo divulgado pelo Jornal Vascular Brasileiro aponta a cerca de 8,8 milhões de brasileiras entre 18 e 69 anos com sintomas sugestivos desse diagnóstico. Por sua vez, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular indica que fatores como alimentação inadequada, sedentarismo e predisposição hereditária podem contribuir para o desenvolvimento da condição e impactar a mobilidade das pacientes.
Sinais e sintomas
Egydio destaca que o lipedema apresenta características específicas que auxiliam na sua identificação. “O acúmulo de gordura ocorre principalmente em quadris, coxas, joelhos e panturrilhas, geralmente de forma simétrica, enquanto os pés permanecem preservados”, ressalta.
Também são comuns dor ao toque, sensação de peso nas pernas, facilidade para formação de hematomas e dificuldade de reduzir o volume mesmo com dieta e exercício. O quadro ainda pode incluir nódulos sob a pele, piora dos sintomas ao longo do dia ou com o calor, e diferença perceptível entre a parte superior do corpo e os membros inferiores.
Tratamento contínuo
Para o especialista, as medidas para reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida são, inicialmente, conservadoras e envolvem diferentes frentes. “A drenagem linfática, o uso de meias de compressão e a prática de exercícios físicos ajudam a reduzir o inchaço, aliviar a dor e melhorar a circulação. O acompanhamento médico contínuo também é fundamental, pois ajuda a reduzir a progressão e a manter o bem-estar da paciente ao longo do tempo”, orienta Egydio.
Ele também destaca a importância da alimentação, que não elimina a doença, mas contribui para o manejo dos sintomas. “Recomendamos aderir à dieta mediterrânea, que reduz o consumo de alimentos processados e ultraprocessados, tem baixo índice glicêmico, melhora a retenção de líquidos e reduz a inflamação dos tecidos”, ensina.
Em estágios mais avançados, a cirurgia pode ser indicada. “A lipoaspiração específica para lipedema remove a gordura afetada e pode melhorar a dor, a mobilidade e a qualidade de vida”, finaliza o médico.
Médico explica como identificar lipedema e quais as formas de tratamento
De acordo com o especialista Paulo Sérgio Egydio, o Lipedema requer diagnóstico correto, cuidados para controle dos sintomas e acompanhamento contínuo
Embora várias vezes associado à estética, o aumento desproporcional de gordura nas pernas, quadris e até nos braços pode indicar um problema de saúde conhecido como lipedema. De acordo com a Associação Brasileira de Lipedema, essa condição crônica e progressiva, que afeta principalmente mulheres, ainda é confundida com obesidade ou retenção de líquidos, e, apesar de descrita na literatura médica desde 1940, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apenas em 2022.
Segundo o cirurgião vascular Paulo Sérgio Egydio, o lipedema está associado a alterações na circulação que contribuem para o acúmulo de líquido e inflamação nas áreas afetadas. “Nos tecidos afetados, os capilares são mais frágeis, o que causa vazamento de líquido, formação frequente de hematomas e inflamação local”, explica.
Estudo divulgado pelo Jornal Vascular Brasileiro aponta a cerca de 8,8 milhões de brasileiras entre 18 e 69 anos com sintomas sugestivos desse diagnóstico. Por sua vez, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular indica que fatores como alimentação inadequada, sedentarismo e predisposição hereditária podem contribuir para o desenvolvimento da condição e impactar a mobilidade das pacientes.
Sinais e sintomas
Egydio destaca que o lipedema apresenta características específicas que auxiliam na sua identificação. “O acúmulo de gordura ocorre principalmente em quadris, coxas, joelhos e panturrilhas, geralmente de forma simétrica, enquanto os pés permanecem preservados”, ressalta.
Também são comuns dor ao toque, sensação de peso nas pernas, facilidade para formação de hematomas e dificuldade de reduzir o volume mesmo com dieta e exercício. O quadro ainda pode incluir nódulos sob a pele, piora dos sintomas ao longo do dia ou com o calor, e diferença perceptível entre a parte superior do corpo e os membros inferiores.
Tratamento contínuo
Para o especialista, as medidas para reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida são, inicialmente, conservadoras e envolvem diferentes frentes. “A drenagem linfática, o uso de meias de compressão e a prática de exercícios físicos ajudam a reduzir o inchaço, aliviar a dor e melhorar a circulação. O acompanhamento médico contínuo também é fundamental, pois ajuda a reduzir a progressão e a manter o bem-estar da paciente ao longo do tempo”, orienta Egydio.
Ele também destaca a importância da alimentação, que não elimina a doença, mas contribui para o manejo dos sintomas. “Recomendamos aderir à dieta mediterrânea, que reduz o consumo de alimentos processados e ultraprocessados, tem baixo índice glicêmico, melhora a retenção de líquidos e reduz a inflamação dos tecidos”, ensina.
Em estágios mais avançados, a cirurgia pode ser indicada. “A lipoaspiração específica para lipedema remove a gordura afetada e pode melhorar a dor, a mobilidade e a qualidade de vida”, finaliza o médico.
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