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Generative Engine Optimization (GEO) é o mais novo conjunto de práticas que buscam otimizar o processo de resposta das IAs para a menção de empresas
Tecnologia

O que é GEO e como ele afeta o posicionamento das marcas

By Laura Oliveira on 15 de junho de 2026

Generative Engine Optimization (GEO) é o mais novo conjunto de práticas que buscam otimizar o processo de resposta das IAs para a menção de empresas

Na internet atual, a realidade de hoje é: aos olhos das marcas, ser mencionado em pesquisas nas plataformas de IA é equivalente a ser convocado para a Copa do Mundo. E ainda nessa analogia, a venda ou consumo do produto é o troféu. Só que, para chegar a essa vitória, é necessário passar pelo GEO – sigla para Generative Engine Optimization –, que é toda a preparação que o jogador vive para chegar ao momento de glória.

Mas paremos com metáforas e vamos às explicações de quem entende. Segundo Raísa Fabel, analista de SEO (Search Engine Optimization) da MO4, agência de SEO e conteúdo, GEO é um conjunto de práticas que foca em preparar determinado conteúdo para que as ferramentas de IA generativa, como ChatGPT, Gemini e Perplexity, o utilizem como fonte ao gerar respostas.

A analista explica que essas práticas são necessárias porque “cada mecanismo tem diferenças muito sutis sobre o que eles ‘preferem’ ao escolher um conteúdo para usar de fonte” e, dessa forma, é importante unir estratégias de SEO, AEO (Answer Engine Optimization) e GEO para obter um melhor resultado.

A Copa do Mundo das marcas

Raísa Fabel, analista de SEO da MO4
Raísa Fabel, analista de SEO da MO4

Seguindo essa linha de raciocínio, a luta das empresas pela atenção do público já começa em desvantagem, uma vez que dados dos últimos cinco anos revelam um aumento crescente em buscas categorizadas como “zero cliques” feitas no Google, chegando a representar 80% de todas as pesquisas.

As buscas “zero cliques” são aquelas nas quais o usuário encontra a resposta que precisa diretamente da página principal do buscador, sem a necessidade de clicar em sites externos. Essa dinâmica passou a ser ainda mais impulsionada por novos recursos do Google, como “Visão Geral Criada por IA” – que precede os links clicáveis –, assistentes de voz e por blocos expansíveis de “As pessoas também perguntam”, e colocaram em xeque o que “sucesso das estratégias de SEO” significava.

Levando em consideração que, segundo o próprio Google, são processadas, em média, 158,5 mil buscas por segundo em todo o mundo, a disputa para aparecer nas pesquisas e, consequentemente, chamar a atenção dos clientes em potencial é brutal.

“Hoje, uma fatia do tráfego orgânico de muitos sites vem de ferramentas de IA. Então elas são fonte de descoberta das empresas. Se você pedir recomendação de produtos ou marcas, ela vai te responder, fazer comparativos, indicar qual é melhor para cada necessidade. Estar ali é importante”, alerta Raísa.

SEO, GEO e AEO: qual a diferença entre eles?


De acordo com a analista, SEO é “o conjunto de práticas para otimizar páginas e sites e aumentar sua visibilidade em todos os tipos de mecanismos de busca (Google, Bing, Yahoo, IA, busca por voz)”. 

O objetivo com o SEO é alcançar a visibilidade de forma orgânica, ou seja, sem depender de anúncios pagos. Isso pode ser alcançado a partir de práticas que se dividem em três frentes principais:

  • Estratégia: pesquisa de mercado, definição do que publicar, cronograma de publicações;
  • Melhorias técnicas: velocidade das páginas, segurança, dados estruturados, metadados;
  • Melhorias de conteúdo: alinhamento à intenção de busca dos usuários, hierarquia do conteúdo, escaneabilidade, qualidade da escrita.

Como os recursos do Google priorizam visualizações rápidas (como painéis e mapas), o SEO precisou se adaptar à nova realidade e, com isso, surgiram o AEO e o GEO, que, respectivamente, buscam estruturar o conteúdo para facilitar que dispositivos de busca por voz como Alexa, Siri e Gemini citem o seu conteúdo; e, como já explicamos, preparar o conteúdo para que as ferramentas de IA generativa.

O alvo dessas estratégias são os textos e a forma como uma marca produz conteúdo, “como ele é escrito, organizado, se o conteúdo realmente responde as dúvidas, etc”, aponta Raísa. Mesmo que o foco seja as inteligências artificiais, essas práticas também aumentam as chances de um conteúdo ranquear bem no Google.

É importante frisar que somente o ranqueamento no Google não é mais suficiente nessa disputa de atenção. Para Lelis Caldeira, CEO da Friday Marketing Imobiliário, “é preciso garantir que o material esteja estruturado e contextualizado de forma que a IA consiga ‘entender’ e trazer a marca como fonte de referência em suas respostas”.

Lelis Caldeira, CEO da Friday Marketing Imobiliário
Lelis Caldeira,CEO da Friday Marketing Imobiliário

Comece pelas FAQs

Raísa ensina que a melhor estratégia para começar a pôr em prática o GEO é criar conteúdos dentro do seu nicho de atuação que respondam às dúvidas de um público específico – no caso, aquele que a marca deseja atingir.

“É através de conteúdo que os mecanismos de busca (sejam os tradicionais ou os de IA) conseguem entender sobre o que a marca fala, sobre o que ela é especialista; e são esses conteúdos que abrem espaço para a empresa aparecer nesses mecanismos quando um usuário faz uma pergunta”, afirma Raísa.

Por exemplo: se a sua empresa já trabalha com conteúdo, a analista indica que seja feita uma revisão editorial no que já existe, a partir de alguns questionamentos simples como: “esse texto responde bem às perguntas dos usuários? Tem dados confiáveis? É útil para quem está pesquisando sobre o assunto? Está bem estruturado? Está atualizado?”.

“Em vez de preparar o site apenas para buscadores, o marketing precisa estruturar conteúdos pensando em como eles serão lidos, interpretados e redistribuídos por sistemas generativos.”

– Lelis Caldeira

A luta diária por atenção

Pensando nos novos hábitos de consumo de informação, Lelis explica que o desafio das empresas é conquistar espaço em frases curtas e objetivas que satisfaçam imediatamente a intenção de busca. “Isso implica em construir materiais que antecipem dúvidas, tragam informações verificáveis e estejam preparados para ocupar os chamados ‘espaços de destaque’ das respostas automatizadas”.

No dia a dia, a rotina passa a exigir planejamento estratégico que considere diferentes formas de busca, produção de conteúdos pensados para linguagem natural, FAQs inteligentes e dados estruturados, aponta o CEO. “Em um cenário cada vez mais dinâmico, estar atento a essas mudanças é fundamental para garantir relevância e resultados consistentes”.

Raísa reforça que cada ferramenta de IA funciona de um jeito diferente e que “mesmo que uma marca seja mencionada pelo ChatGPT, ela pode não ser mencionada pelo Claude para a mesma consulta”. Sendo assim, o conteúdo de qualidade tende a ser uma preferência consistente entre as ferramentas, ainda que existam diferenças na forma como elas procuram e selecionam os conteúdos para criar as respostas. 

“Não existe uma ‘fórmula universal’ e é importante monitorar separadamente, escolhendo as IAs que mais fazem sentido para o público de cada setor”, conclui a analista.

Posted in Destaques Capa, Tecnologia.
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