Larissa Dantas, fundadora da Direzione Consulenza, e a sensibilidade de transformar processos e números em pessoas
Por Miguel El Debs*
Ao longo das conversas que tenho nesta coluna, percebo que algumas histórias nos obrigam a rever conceitos que pareciam muito bem definidos. Por exemplo: quando pensamos em consultoria empresarial, normalmente imaginamos planilhas, indicadores, processos, números… mas isso muda ao conversar com Larissa Dantas.
Fundadora da Direzione Consulenza, ela me mostrou que existe um outro lado dessa profissão. Um lado muito mais humano, muito mais criativo, muito mais próximo da arte do que imaginamos.
Curiosamente, Larissa passou boa parte da vida dizendo que jamais seria empreendedora. Filha de empresário, cresceu observando de perto tudo aquilo que poucas pessoas enxergam por trás de uma empresa: noites mal dormidas, por meio de um negócio.
“Eu acreditava que seguir uma carreira executiva seria muito mais seguro”, lembra. Foi somente anos depois que percebeu que aquela convivência havia construído exatamente a base que precisava para empreender.
“Meu pai me ensinou que empresa não é feita apenas de números. Ela é feita de coragem, responsabilidade, pessoas e decisões tomadas mesmo quando não existe certeza”, ensina.
“Cada empresa é uma tela em branco”
Existe outro detalhe da sua história que me chamou atenção: desde criança, Larissa sempre gostou de pintar, desenhar e criar.
Durante muito tempo, acreditou que essa paixão pela arte não tinha relação com sua profissão. Hoje, pensa exatamente o contrário. “Consultoria é arte e ciência”, define.
A ciência está nos dados, na estratégia, nos indicadores e nos processos. A arte aparece na capacidade de compreender pessoas, conectar áreas aparentemente distantes e transformar problemas complexos em soluções simples. Talvez seja justamente essa combinação que faça cada empresa ser única.
O maior patrimônio de um empreendedor
Larissa Dantas
Quando perguntei a Larissa sobre o maior obstáculo da sua trajetória na Direzione Consulenza, a resposta não foi técnica; foi emocional.
Para ela, empreender significou abrir mão da previsibilidade para confiar na própria capacidade de gerar valor. Houve momentos em que precisou praticamente recomeçar, reconstruindo sua marca e conquistando novamente a confiança do mercado.
Foi nesse processo que surgiu um dos aprendizados mais importantes da sua carreira. “O maior patrimônio de um empreendedor não é sua empresa, é sua competência”, compartilha.
Mercados mudam. Empresas mudam. Mas conhecimento, reputação e capacidade de resolver problemas permanecem.
Confiança se constrói antes da necessidade
As crises também mudaram sua forma de enxergar negócios. Ao invés de competir por preço, Larissa escolheu competir por profundidade. Em vez de vender apenas projetos, decidiu construir relacionamentos de longo prazo.
“Networking não é colecionar contatos. É construir confiança”, afirma. Essa, inclusive, talvez seja uma das frases que mais resumem sua forma de atuar. As melhores oportunidades da sua trajetória não surgiram de uma prospecção, mas sim de relações construídas muito antes de qualquer necessidade comercial.
Outro ponto interessante da conversa foi sua visão sobre inovação. Larissa explica que vivemos um momento em que tudo parece precisar ser novo o tempo inteiro, mas isso não basta. “Toda inovação precisa resolver um problema real”.
Ela acredita que criatividade sem gestão produz desperdício. E que gestão sem criatividade gera estagnação. O equilíbrio está justamente na capacidade de unir essas duas competências.
Empresas são construídas por pessoas
Existe um mito muito comum no empreendedorismo: a ideia de que empreender significa liberdade. A fundadora da Direzione Consulenza aprendeu algo diferente, que ela mesma conta. “Empreender significa responsabilidade: responsabilidade com clientes. Parceiros. Equipe. E com a continuidade daquilo que está sendo construído”. Para ela, a liberdade existe e é consequência da disciplina diária.
A história da Larissa me lembrou que estratégia nunca foi apenas sobre números. Empresas podem crescer através de processos, indicadores e planejamento. Mas são as pessoas que fazem tudo isso acontecer.
Talvez por isso mesmo sua definição sobre consultoria faça tanto sentido. Ela mistura método com sensibilidade; análise com criatividade; ciência com arte. Porque, no fim, nenhuma planilha é capaz de explicar sozinha aquilo que move um negócio. Quem faz isso são as pessoas.
Miguel El Debs | Crédito: Érico Andrade
E como a própria Larissa resume: “Os negócios mais duradouros não são construídos apenas por estratégia. São construídos por confiança”.
Se você conhece alguém com uma história empreendedora que merece ser contada, escreva para contato@grupozumm.com.br.
* Miguel El Debs é empresário, head do DBS|Hub e do LIDE Empreendedor, sócio do Grupo ZK, e conselheiro estratégico com foco em Branding e Marketing.
Estratégia também é uma forma de arte
Larissa Dantas, fundadora da Direzione Consulenza, e a sensibilidade de transformar processos e números em pessoas
Por Miguel El Debs*
Ao longo das conversas que tenho nesta coluna, percebo que algumas histórias nos obrigam a rever conceitos que pareciam muito bem definidos. Por exemplo: quando pensamos em consultoria empresarial, normalmente imaginamos planilhas, indicadores, processos, números… mas isso muda ao conversar com Larissa Dantas.
Fundadora da Direzione Consulenza, ela me mostrou que existe um outro lado dessa profissão. Um lado muito mais humano, muito mais criativo, muito mais próximo da arte do que imaginamos.
Curiosamente, Larissa passou boa parte da vida dizendo que jamais seria empreendedora. Filha de empresário, cresceu observando de perto tudo aquilo que poucas pessoas enxergam por trás de uma empresa: noites mal dormidas, por meio de um negócio.
“Eu acreditava que seguir uma carreira executiva seria muito mais seguro”, lembra. Foi somente anos depois que percebeu que aquela convivência havia construído exatamente a base que precisava para empreender.
“Meu pai me ensinou que empresa não é feita apenas de números. Ela é feita de coragem, responsabilidade, pessoas e decisões tomadas mesmo quando não existe certeza”, ensina.
“Cada empresa é uma tela em branco”
Existe outro detalhe da sua história que me chamou atenção: desde criança, Larissa sempre gostou de pintar, desenhar e criar.
Durante muito tempo, acreditou que essa paixão pela arte não tinha relação com sua profissão. Hoje, pensa exatamente o contrário. “Consultoria é arte e ciência”, define.
A ciência está nos dados, na estratégia, nos indicadores e nos processos. A arte aparece na capacidade de compreender pessoas, conectar áreas aparentemente distantes e transformar problemas complexos em soluções simples. Talvez seja justamente essa combinação que faça cada empresa ser única.
O maior patrimônio de um empreendedor
Quando perguntei a Larissa sobre o maior obstáculo da sua trajetória na Direzione Consulenza, a resposta não foi técnica; foi emocional.
Para ela, empreender significou abrir mão da previsibilidade para confiar na própria capacidade de gerar valor. Houve momentos em que precisou praticamente recomeçar, reconstruindo sua marca e conquistando novamente a confiança do mercado.
Foi nesse processo que surgiu um dos aprendizados mais importantes da sua carreira. “O maior patrimônio de um empreendedor não é sua empresa, é sua competência”, compartilha.
Mercados mudam. Empresas mudam. Mas conhecimento, reputação e capacidade de resolver problemas permanecem.
Confiança se constrói antes da necessidade
As crises também mudaram sua forma de enxergar negócios. Ao invés de competir por preço, Larissa escolheu competir por profundidade. Em vez de vender apenas projetos, decidiu construir relacionamentos de longo prazo.
“Networking não é colecionar contatos. É construir confiança”, afirma. Essa, inclusive, talvez seja uma das frases que mais resumem sua forma de atuar. As melhores oportunidades da sua trajetória não surgiram de uma prospecção, mas sim de relações construídas muito antes de qualquer necessidade comercial.
Outro ponto interessante da conversa foi sua visão sobre inovação. Larissa explica que vivemos um momento em que tudo parece precisar ser novo o tempo inteiro, mas isso não basta. “Toda inovação precisa resolver um problema real”.
Ela acredita que criatividade sem gestão produz desperdício. E que gestão sem criatividade gera estagnação. O equilíbrio está justamente na capacidade de unir essas duas competências.
Empresas são construídas por pessoas
Existe um mito muito comum no empreendedorismo: a ideia de que empreender significa liberdade. A fundadora da Direzione Consulenza aprendeu algo diferente, que ela mesma conta. “Empreender significa responsabilidade: responsabilidade com clientes. Parceiros. Equipe. E com a continuidade daquilo que está sendo construído”. Para ela, a liberdade existe e é consequência da disciplina diária.
A história da Larissa me lembrou que estratégia nunca foi apenas sobre números. Empresas podem crescer através de processos, indicadores e planejamento. Mas são as pessoas que fazem tudo isso acontecer.
Talvez por isso mesmo sua definição sobre consultoria faça tanto sentido. Ela mistura método com sensibilidade; análise com criatividade; ciência com arte. Porque, no fim, nenhuma planilha é capaz de explicar sozinha aquilo que move um negócio. Quem faz isso são as pessoas.
E como a própria Larissa resume: “Os negócios mais duradouros não são construídos apenas por estratégia. São construídos por confiança”.
Se você conhece alguém com uma história empreendedora que merece ser contada, escreva para contato@grupozumm.com.br.
* Miguel El Debs é empresário, head do DBS|Hub e do LIDE Empreendedor, sócio do Grupo ZK, e conselheiro estratégico com foco em Branding e Marketing.
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