Neste Zumm Review, a ribeirão-pretana que trocou a odontologia pelo couro sob medida conta quais são seus destinos fashion preferidos, onde compra, onde só passeia para respirar moda e onde busca inspiração para lançar suas coleções
Desde criança, moda pra mim sempre foi coisa séria. Cresci folheando revista, imaginando roupa, e cheguei até a ser modelo de passarela por um período curtinho. Mas a vida tem dessas: por influência do meu pai, que é dentista, acabei indo para a odontologia, profissão que exerci por 17 anos. Até que a moda, que nunca tinha me largado, falou mais alto. Hoje, aos 41, sou estilista e faço roupas de couro sob medida no meu ateliê, no Centro Empresarial Iguatemi, em Ribeirão Preto.
E é fora do Brasil que eu recarrego as ideias. Milão e Paris são as minhas duas cidades: é lá que eu faço cursos, garimpo referências, estudo vitrine por vitrine e volto com a cabeça fervilhando pra lançar minhas coleções. Em Milão, inclusive, já fiz alguns cursos curtos de moda. Então, quando o Zumm me pediu pra escolher meus “destinos fashion” (alguns pra comprar de verdade e um que talvez nem seja o melhor pra sacola, mas que simplesmente respira moda), eu ri: como escolher só alguns?
Milão: do luxo da vitrine ao custo-benefício
Vou começar pelo que transpira moda: a Via Monte Napoleone. Pra mim, é o coração do luxo de Milão e faz parte do famoso Quadrilátero da Moda, junto com a Via della Spiga, a Via Alessandro Manzoni e o Corso Venezia. Chanel, Gucci, Prada, Louis Vuitton, Dior, Hermès, Valentino… está tudo ali. Confesso: nem sempre eu vou pra comprar. Muitas vezes vou só pra olhar as vitrines e estudar como as maiores grifes do mundo montam suas montras. Pra uma estilista, isso vale ouro.
Agora, quando o assunto é comprar de verdade (modelagem boa, tecido bom e preço mais camarada que o das grifes), eu fico ao redor do Duomo e da Galleria Vittorio Emanuele II. Minha rua preferida é o Corso Vittorio Emanuele II, que liga o Duomo à Piazza San Babila: é o “premium acessível” de Milão, com Zara, lojas de departamento e marcas italianas ótimas. Pertinho dali, a Via Torino é a rainha do custo-benefício, e a La Rinascente, bem de frente pro Duomo, junta do acessível ao luxo num lugar só. Pra quem quer aquele ar de alfaiataria, vale procurar Marella, Max&Co., COS e a Uniqlo, que entrega uma qualidade absurda pelo preço.
Meu roteiro em Milão é quase sempre o mesmo, e dá pra fazer tudo a pé: Duomo → Galleria Vittorio Emanuele → Corso Vittorio Emanuele II → Piazza San Babila → Via Torino.
Via Monte Napoleone, em MilãoGaleria Vittorio Emanuele II, em Milão
Paris: onde eu estudo o luxo de pertinho
Paris é o meu curso a céu aberto. Se o objetivo é comprar tudo num lugar só, eu não penso duas vezes: Galeries Lafayette Haussmann. Chanel, Dior, Gucci, Saint Laurent, Prada, Valentino, mais perfume, bolsa, sapato e acessório de sobra. E ainda tem o terraço, com uma vista de Paris que é de parar o coração. Ao lado, o Printemps e, pra quem quer requinte, o Le Bon Marché, que sempre tem uma curadoria linda de designers contemporâneos.
Mas a Paris que transpira moda, pra mim, é a Avenue Montaigne, a rua mais elegante da cidade, com Dior, Chanel, Saint Laurent, Valentino e Louis Vuitton lado a lado. Ali eu vou pra estudar mesmo: a construção das vitrines, o equilíbrio entre o minimalismo e o impacto, a escolha dos materiais. Some a isso a Rue du Faubourg Saint-Honoré (a casa da Hermès, perfeita pra observar couro e acabamento artesanal, que é o meu mundo) e a Place Vendôme, o coração da alta joalheria, onde nem é sobre comprar: é sobre sentir o luxo discreto. E, pra fechar com autoralidade, sempre reservo um tempo pro Le Marais, com suas boutiques independentes e concept stores, onde as tendências nascem.
Meu dia perfeito em Paris começa na Galeries Lafayette, passa pelo Printemps, sobe a Rue du Faubourg Saint-Honoré, chega à Avenue Montaigne e termina o fim de tarde nos Champs-Élysées, antes de me perder no Marais.
Minha dica pra quem vai pela primeira vez
Se eu pudesse deixar um conselho, seria este: não fique só nas grifes. Suba no terraço da Galeries Lafayette, se perca no Marais, entre numa loja só pra sentir o cheiro do couro. Porque moda não é só o que a gente leva na sacola: é o que a gente sente. E é exatamente essa emoção que eu tento trazer de volta pra cada peça que faço, sob medida, no meu ateliê em Ribeirão.
Estilista Priscilla Marchioni divide seus destinos fashion em Milão e Paris
Neste Zumm Review, a ribeirão-pretana que trocou a odontologia pelo couro sob medida conta quais são seus destinos fashion preferidos, onde compra, onde só passeia para respirar moda e onde busca inspiração para lançar suas coleções
Por Priscilla Marchioni
Desde criança, moda pra mim sempre foi coisa séria. Cresci folheando revista, imaginando roupa, e cheguei até a ser modelo de passarela por um período curtinho. Mas a vida tem dessas: por influência do meu pai, que é dentista, acabei indo para a odontologia, profissão que exerci por 17 anos. Até que a moda, que nunca tinha me largado, falou mais alto. Hoje, aos 41, sou estilista e faço roupas de couro sob medida no meu ateliê, no Centro Empresarial Iguatemi, em Ribeirão Preto.
E é fora do Brasil que eu recarrego as ideias. Milão e Paris são as minhas duas cidades: é lá que eu faço cursos, garimpo referências, estudo vitrine por vitrine e volto com a cabeça fervilhando pra lançar minhas coleções. Em Milão, inclusive, já fiz alguns cursos curtos de moda. Então, quando o Zumm me pediu pra escolher meus “destinos fashion” (alguns pra comprar de verdade e um que talvez nem seja o melhor pra sacola, mas que simplesmente respira moda), eu ri: como escolher só alguns?
Milão: do luxo da vitrine ao custo-benefício
Vou começar pelo que transpira moda: a Via Monte Napoleone. Pra mim, é o coração do luxo de Milão e faz parte do famoso Quadrilátero da Moda, junto com a Via della Spiga, a Via Alessandro Manzoni e o Corso Venezia. Chanel, Gucci, Prada, Louis Vuitton, Dior, Hermès, Valentino… está tudo ali. Confesso: nem sempre eu vou pra comprar. Muitas vezes vou só pra olhar as vitrines e estudar como as maiores grifes do mundo montam suas montras. Pra uma estilista, isso vale ouro.
Agora, quando o assunto é comprar de verdade (modelagem boa, tecido bom e preço mais camarada que o das grifes), eu fico ao redor do Duomo e da Galleria Vittorio Emanuele II. Minha rua preferida é o Corso Vittorio Emanuele II, que liga o Duomo à Piazza San Babila: é o “premium acessível” de Milão, com Zara, lojas de departamento e marcas italianas ótimas. Pertinho dali, a Via Torino é a rainha do custo-benefício, e a La Rinascente, bem de frente pro Duomo, junta do acessível ao luxo num lugar só. Pra quem quer aquele ar de alfaiataria, vale procurar Marella, Max&Co., COS e a Uniqlo, que entrega uma qualidade absurda pelo preço.
Meu roteiro em Milão é quase sempre o mesmo, e dá pra fazer tudo a pé: Duomo → Galleria Vittorio Emanuele → Corso Vittorio Emanuele II → Piazza San Babila → Via Torino.
Paris: onde eu estudo o luxo de pertinho
Paris é o meu curso a céu aberto. Se o objetivo é comprar tudo num lugar só, eu não penso duas vezes: Galeries Lafayette Haussmann. Chanel, Dior, Gucci, Saint Laurent, Prada, Valentino, mais perfume, bolsa, sapato e acessório de sobra. E ainda tem o terraço, com uma vista de Paris que é de parar o coração. Ao lado, o Printemps e, pra quem quer requinte, o Le Bon Marché, que sempre tem uma curadoria linda de designers contemporâneos.
Mas a Paris que transpira moda, pra mim, é a Avenue Montaigne, a rua mais elegante da cidade, com Dior, Chanel, Saint Laurent, Valentino e Louis Vuitton lado a lado. Ali eu vou pra estudar mesmo: a construção das vitrines, o equilíbrio entre o minimalismo e o impacto, a escolha dos materiais. Some a isso a Rue du Faubourg Saint-Honoré (a casa da Hermès, perfeita pra observar couro e acabamento artesanal, que é o meu mundo) e a Place Vendôme, o coração da alta joalheria, onde nem é sobre comprar: é sobre sentir o luxo discreto. E, pra fechar com autoralidade, sempre reservo um tempo pro Le Marais, com suas boutiques independentes e concept stores, onde as tendências nascem.
Meu dia perfeito em Paris começa na Galeries Lafayette, passa pelo Printemps, sobe a Rue du Faubourg Saint-Honoré, chega à Avenue Montaigne e termina o fim de tarde nos Champs-Élysées, antes de me perder no Marais.
Minha dica pra quem vai pela primeira vez
Se eu pudesse deixar um conselho, seria este: não fique só nas grifes. Suba no terraço da Galeries Lafayette, se perca no Marais, entre numa loja só pra sentir o cheiro do couro. Porque moda não é só o que a gente leva na sacola: é o que a gente sente. E é exatamente essa emoção que eu tento trazer de volta pra cada peça que faço, sob medida, no meu ateliê em Ribeirão.
Leia também
Carol Tomaz vive seu próprio conto de fadas com pedido de casamento em Paris
Enquanto realizava o sonho de conhecer a Cidade-Luz, a influenciadora foi surpreendida …
Louis Vuitton inaugura seu primeiro lounge de aeroporto no mundo
Localizado no topo da loja Qatar Duty-Free, o Louis Vuitton Lounge by …
O que se sabe sobre o novo aeroporto de Ribeirão Preto, anunciado nesta semana
O espaço, contínuo ao Leite Lopes, será inaugurado ainda este ano e …
Mesmo com o turismo em alta, Lisboa investe para atrair mais visitantes
Ao que tudo indica, 2023 deverá ser marcado pelo impulsionamento do turismo …