Utilizando tecnologia de ponta, pesquisa confirma capacidade sustentável do manancial e estabelece novo modelo de gestão para garantir água às próximas gerações
Um amplo estudo sobre o Aquífero Guarani, coordenado pelo geólogo Ricardo Hirata, referência internacional na área, confirmou que o maior patrimônio hídrico da cidade tem capacidade para continuar sustentando o abastecimento da população e acompanhar o crescimento do município até pelo menos 2050, desde que sua exploração seja conduzida com planejamento, monitoramento permanente e uma nova distribuição das captações.
O trabalho representa um marco para o conhecimento e a gestão das águas subterrâneas de Ribeirão Preto, e reuniu monitoramento, modelagem tridimensional e projeções de longo prazo para responder a uma questão estratégica: o Aquífero Guarani é capaz de continuar garantindo o abastecimento de Ribeirão Preto de maneira sustentável nas próximas décadas?
A conclusão positiva, junto com os demais resultados da pesquisa, foi apresentada pela Secretaria de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (SAERP) durante reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Pardo, com o nome de “Aquífero Guarani para o Futuro de Ribeirão Preto – Capacidade Máxima, Resiliência e Sustentabilidade”.
Reunião sobre o aquífero Guarani | Crédito: Divulgação da Prefeitura de Ribeirão Preto
De acordo com os pesquisadores, a capacidade sustentável estimada chega a 9m³ de água por segundo, volume capaz de acompanhar o desenvolvimento projetado para Ribeirão Preto até, pelo menos, 2050.
“O levantamento mostrou que o aquífero possui capacidade para atender à demanda atual da população e ainda permitir um aumento de até 50% na captação de água, desde que a exploração seja realizada de forma planejada e equilibrada”, explica Mateus Simionato, gestor do projeto.
Um patrimônio estratégico de Ribeirão Preto
Ribeirão Preto tem uma relação singular com o Aquífero Guarani: 100% do abastecimento público da cidade é proveniente de águas subterrâneas. Por isso, compreender com precisão o comportamento do manancial não significa apenas estudar o presente, mas planejar uma das infraestruturas mais essenciais para o futuro da cidade.
O estudo demonstra que continuar utilizando o Guarani é tecnicamente viável e sustentável, e aponta os caminhos necessários para transformar a sua gestão, conciliando crescimento urbano, segurança hídrica e preservação do manancial.
A utilização de águas subterrâneas para abastecimento público também está presente em países como Alemanha, França e Dinamarca, onde esse tipo de fonte é valorizado pela qualidade da água e pela maior proteção diante de determinadas variações climáticas.
Um problema construído ao longo de décadas
Ao longo das últimas décadas, a expansão do sistema de abastecimento provocou uma concentração elevada de poços principalmente na região central de Ribeirão Preto, que resultou no rebaixamento gradual do nível da água subterrânea em determinadas áreas.
Medidas de controle adotadas desde 2006 ajudaram a reduzir os impactos, mas os novos dados da pesquisa permitiram identificar, com grande nível de precisão, como a cidade precisa avançar para um modelo mais moderno e estratégico de exploração. A fim de avaliar o futuro, os pesquisadores simularam diferentes cenários de utilização do Aquífero Guarani até 2050.
No cenário em que o modelo atual de captação é mantido sem alterações, as projeções indicam agravamento do rebaixamento dos níveis de água, com possibilidade de redução de vazão, perda de produtividade de poços e elevação dos custos operacionais.
Em contrapartida, os cenários que promovem a redistribuição gradual das captações para regiões mais periféricas da cidade apresentam resultados significativamente melhores, permitindo reduzir a pressão sobre as áreas mais exploradas e preservar a capacidade do aquífero no longo prazo.
Um novo mapa para o abastecimento
A principal conclusão da pesquisa é clara: Ribeirão Preto pode e deve continuar tendo o Aquífero Guarani como sua principal fonte de abastecimento, mas deverá evoluir para uma nova estratégia de gestão, especialmente a partir de 2035.
Entre as recomendações estão a redução gradual da captação nas áreas centrais, a implantação de novos poços em regiões mais adequadas, a diminuição das perdas de água, o avanço da setorização da rede e a utilização permanente de sistemas de monitoramento e modelagem.
Na prática, o estudo oferece uma espécie de mapa científico para orientar o abastecimento das próximas décadas, permitindo que investimentos e decisões sejam realizados com base no comportamento projetado do aquífero.
“Aquífero Guarani para o Futuro de Ribeirão Preto – Capacidade Máxima, Resiliência e Sustentabilidade” está disponível no site da Saerp.
Estudo projeta segurança hídrica de Ribeirão até 2050 com base no aquífero Guarani
Utilizando tecnologia de ponta, pesquisa confirma capacidade sustentável do manancial e estabelece novo modelo de gestão para garantir água às próximas gerações
Um amplo estudo sobre o Aquífero Guarani, coordenado pelo geólogo Ricardo Hirata, referência internacional na área, confirmou que o maior patrimônio hídrico da cidade tem capacidade para continuar sustentando o abastecimento da população e acompanhar o crescimento do município até pelo menos 2050, desde que sua exploração seja conduzida com planejamento, monitoramento permanente e uma nova distribuição das captações.
O trabalho representa um marco para o conhecimento e a gestão das águas subterrâneas de Ribeirão Preto, e reuniu monitoramento, modelagem tridimensional e projeções de longo prazo para responder a uma questão estratégica: o Aquífero Guarani é capaz de continuar garantindo o abastecimento de Ribeirão Preto de maneira sustentável nas próximas décadas?
A conclusão positiva, junto com os demais resultados da pesquisa, foi apresentada pela Secretaria de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (SAERP) durante reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Pardo, com o nome de “Aquífero Guarani para o Futuro de Ribeirão Preto – Capacidade Máxima, Resiliência e Sustentabilidade”.
De acordo com os pesquisadores, a capacidade sustentável estimada chega a 9m³ de água por segundo, volume capaz de acompanhar o desenvolvimento projetado para Ribeirão Preto até, pelo menos, 2050.
“O levantamento mostrou que o aquífero possui capacidade para atender à demanda atual da população e ainda permitir um aumento de até 50% na captação de água, desde que a exploração seja realizada de forma planejada e equilibrada”, explica Mateus Simionato, gestor do projeto.
Um patrimônio estratégico de Ribeirão Preto
Ribeirão Preto tem uma relação singular com o Aquífero Guarani: 100% do abastecimento público da cidade é proveniente de águas subterrâneas. Por isso, compreender com precisão o comportamento do manancial não significa apenas estudar o presente, mas planejar uma das infraestruturas mais essenciais para o futuro da cidade.
O estudo demonstra que continuar utilizando o Guarani é tecnicamente viável e sustentável, e aponta os caminhos necessários para transformar a sua gestão, conciliando crescimento urbano, segurança hídrica e preservação do manancial.
A utilização de águas subterrâneas para abastecimento público também está presente em países como Alemanha, França e Dinamarca, onde esse tipo de fonte é valorizado pela qualidade da água e pela maior proteção diante de determinadas variações climáticas.
Um problema construído ao longo de décadas
Ao longo das últimas décadas, a expansão do sistema de abastecimento provocou uma concentração elevada de poços principalmente na região central de Ribeirão Preto, que resultou no rebaixamento gradual do nível da água subterrânea em determinadas áreas.
Medidas de controle adotadas desde 2006 ajudaram a reduzir os impactos, mas os novos dados da pesquisa permitiram identificar, com grande nível de precisão, como a cidade precisa avançar para um modelo mais moderno e estratégico de exploração. A fim de avaliar o futuro, os pesquisadores simularam diferentes cenários de utilização do Aquífero Guarani até 2050.
No cenário em que o modelo atual de captação é mantido sem alterações, as projeções indicam agravamento do rebaixamento dos níveis de água, com possibilidade de redução de vazão, perda de produtividade de poços e elevação dos custos operacionais.
Em contrapartida, os cenários que promovem a redistribuição gradual das captações para regiões mais periféricas da cidade apresentam resultados significativamente melhores, permitindo reduzir a pressão sobre as áreas mais exploradas e preservar a capacidade do aquífero no longo prazo.
Um novo mapa para o abastecimento
A principal conclusão da pesquisa é clara: Ribeirão Preto pode e deve continuar tendo o Aquífero Guarani como sua principal fonte de abastecimento, mas deverá evoluir para uma nova estratégia de gestão, especialmente a partir de 2035.
Entre as recomendações estão a redução gradual da captação nas áreas centrais, a implantação de novos poços em regiões mais adequadas, a diminuição das perdas de água, o avanço da setorização da rede e a utilização permanente de sistemas de monitoramento e modelagem.
Na prática, o estudo oferece uma espécie de mapa científico para orientar o abastecimento das próximas décadas, permitindo que investimentos e decisões sejam realizados com base no comportamento projetado do aquífero.
“Aquífero Guarani para o Futuro de Ribeirão Preto – Capacidade Máxima, Resiliência e Sustentabilidade” está disponível no site da Saerp.
* Com informações da Prefeitura de Ribeirão Preto
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