Do café ao chocolate, passando pelos terrosos, suas várias tonalidades deixam o repertório tradicional de inverno e ganham espaço em alfaiataria e streetwear
Durante muito tempo, escolher uma peça marrom significava, quase automaticamente, pensar em inverno, couro, camurça ou produções de inspiração mais clássica. Hoje, a pergunta é outra: marrom é o novo preto? E já adianto a vocês: a resposta é “sim”! A cor deixou de ocupar apenas um lugar complementar na moda e passou a disputar espaço com preto, azul-marinho, cinza e bege entre os neutros considerados essenciais.
A ascensão dos tons terrosos acompanha um movimento mais amplo da moda, que vem valorizando cartelas naturais, sofisticadas e fáceis de combinar. Nas passarelas e no varejo, o marrom aparece em diferentes pesos e temperaturas, ampliando seu território para além das peças tradicionalmente associadas à cor.
Para Emilio Guerra, CEO da Skyler, rede referência em moda masculina, a força da tonalidade está justamente na capacidade de renovar o guarda-roupa sem exigir uma mudança radical de estilo. “O marrom funciona como uma ponte entre os neutros clássicos e uma cartela mais orgânica. Ele preserva a facilidade de coordenação que o consumidor procura em uma peça básica, mas acrescenta profundidade à composição. É uma cor que permite construir um visual sofisticado sem depender exclusivamente do preto ou do cinza, por exemplo”, pontua o especialista.
A relação do marrom com a moda masculina não é recente – tons de couro, tabaco, conhaque e camelo fazem parte da história da alfaiataria e do vestuário casual, especialmente em materiais como lã, couro, camurça e tweed. A novidade está na amplitude que a cor conquistou dentro do guarda-roupa contemporâneo.
Créditos: divulgação Skyler
Essa evolução aparece tanto na variedade de tonalidades quanto na diversidade de produtos. Marrom café, chocolate, caramelo, castanho, e diferentes nuances terrosas chegam a camisas, camisetas, tricôs, jaquetas, calças, bermudas, blazers e acessórios. O movimento também favorece propostas monocromáticas, em que diferentes intensidades da mesma família cromática criam profundidade sem recorrer a contrastes fortes.
O novo status do marrom
Créditos: reprodução Instagram @skylerlifewear
Na leitura de Emilio, essa multiplicidade ajuda a explicar por que a tonalidade ganhou relevância no varejo. “Quando uma cor consegue atravessar categorias de produto e diferentes níveis de formalidade, ela deixa de ser uma tendência pontual e passa a integrar o repertório de consumo. O marrom tem essa característica: pode aparecer em uma camiseta de malha, em uma peça de alfaiataria ou em uma sobreposição, mudando completamente a percepção do look conforme o material e a modelagem”, explica.
Nas montagens de visuais para o dia a dia, os marrons mais escuros, próximos ao café e ao chocolate, assumem uma leitura mais sóbria e sofisticada, funcionando especialmente bem em blazers, jaquetas, calças e tricôs. Já os tons de caramelo e ocre iluminam a produção e criam uma estética mais casual.
Os terrosos intermediários ocupam uma posição versátil: conversam com peças de diferentes cores e funcionam em propostas que vão do streetwear ao smart casual. Em materiais como linho, algodão, sarja e malha, a tonalidade ganha ainda mais leveza e se distancia da associação exclusiva com os meses frios.
Créditos: reprodução Instagram @skylerlifewear
O básico com algo a mais
Na composição, o marrom transita com facilidade entre diferentes paletas. Branco, off-white e bege reforçam uma imagem natural e sofisticada, enquanto azul e cinza criam contraste. Já o verde-oliva e outros tons fechados da cartela terrosa aprofundam a proposta e funcionam bem em produções mais sóbrias.
Para incorporar a tonalidade ao guarda-roupa, camisetas, camisas e calças em café, chocolate ou caramelo são escolhas versáteis e atualizam combinações com jeans e outros neutros. Em propostas mais elaboradas, blazers, jaquetas e casacos marrons ganham espaço na alfaiataria, tanto com bases claras quanto em coordenações tonais. A combinação de diferentes intensidades da cor, texturas e materiais ajuda a criar profundidade e deixa o visual mais contemporâneo.
Marrom é o novo preto? Saiba como usar a cor que virou essencial na moda
Do café ao chocolate, passando pelos terrosos, suas várias tonalidades deixam o repertório tradicional de inverno e ganham espaço em alfaiataria e streetwear
Durante muito tempo, escolher uma peça marrom significava, quase automaticamente, pensar em inverno, couro, camurça ou produções de inspiração mais clássica. Hoje, a pergunta é outra: marrom é o novo preto? E já adianto a vocês: a resposta é “sim”! A cor deixou de ocupar apenas um lugar complementar na moda e passou a disputar espaço com preto, azul-marinho, cinza e bege entre os neutros considerados essenciais.
A ascensão dos tons terrosos acompanha um movimento mais amplo da moda, que vem valorizando cartelas naturais, sofisticadas e fáceis de combinar. Nas passarelas e no varejo, o marrom aparece em diferentes pesos e temperaturas, ampliando seu território para além das peças tradicionalmente associadas à cor.
Para Emilio Guerra, CEO da Skyler, rede referência em moda masculina, a força da tonalidade está justamente na capacidade de renovar o guarda-roupa sem exigir uma mudança radical de estilo. “O marrom funciona como uma ponte entre os neutros clássicos e uma cartela mais orgânica. Ele preserva a facilidade de coordenação que o consumidor procura em uma peça básica, mas acrescenta profundidade à composição. É uma cor que permite construir um visual sofisticado sem depender exclusivamente do preto ou do cinza, por exemplo”, pontua o especialista.
A relação do marrom com a moda masculina não é recente – tons de couro, tabaco, conhaque e camelo fazem parte da história da alfaiataria e do vestuário casual, especialmente em materiais como lã, couro, camurça e tweed. A novidade está na amplitude que a cor conquistou dentro do guarda-roupa contemporâneo.
Essa evolução aparece tanto na variedade de tonalidades quanto na diversidade de produtos. Marrom café, chocolate, caramelo, castanho, e diferentes nuances terrosas chegam a camisas, camisetas, tricôs, jaquetas, calças, bermudas, blazers e acessórios. O movimento também favorece propostas monocromáticas, em que diferentes intensidades da mesma família cromática criam profundidade sem recorrer a contrastes fortes.
O novo status do marrom
Na leitura de Emilio, essa multiplicidade ajuda a explicar por que a tonalidade ganhou relevância no varejo. “Quando uma cor consegue atravessar categorias de produto e diferentes níveis de formalidade, ela deixa de ser uma tendência pontual e passa a integrar o repertório de consumo. O marrom tem essa característica: pode aparecer em uma camiseta de malha, em uma peça de alfaiataria ou em uma sobreposição, mudando completamente a percepção do look conforme o material e a modelagem”, explica.
Nas montagens de visuais para o dia a dia, os marrons mais escuros, próximos ao café e ao chocolate, assumem uma leitura mais sóbria e sofisticada, funcionando especialmente bem em blazers, jaquetas, calças e tricôs. Já os tons de caramelo e ocre iluminam a produção e criam uma estética mais casual.
Os terrosos intermediários ocupam uma posição versátil: conversam com peças de diferentes cores e funcionam em propostas que vão do streetwear ao smart casual. Em materiais como linho, algodão, sarja e malha, a tonalidade ganha ainda mais leveza e se distancia da associação exclusiva com os meses frios.
O básico com algo a mais
Na composição, o marrom transita com facilidade entre diferentes paletas. Branco, off-white e bege reforçam uma imagem natural e sofisticada, enquanto azul e cinza criam contraste. Já o verde-oliva e outros tons fechados da cartela terrosa aprofundam a proposta e funcionam bem em produções mais sóbrias.
Para incorporar a tonalidade ao guarda-roupa, camisetas, camisas e calças em café, chocolate ou caramelo são escolhas versáteis e atualizam combinações com jeans e outros neutros. Em propostas mais elaboradas, blazers, jaquetas e casacos marrons ganham espaço na alfaiataria, tanto com bases claras quanto em coordenações tonais. A combinação de diferentes intensidades da cor, texturas e materiais ajuda a criar profundidade e deixa o visual mais contemporâneo.
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