Muitas vezes longe de casa, esses jogadores enfrentam a falta de subsídios; a pandemia contabiliza ainda mais prejuízos e dificuldades à prática do futebol
Com a chegada de uma 2ª onda da pandemia, o país retomou a mesma realidade de incerteza do ano passado. Com a interrupções no calendário, estádios vazios e perdas de direitos televisivos, um setor que também contabiliza prejuízos é o do futebol.
De acordo com dados da consultoria Sports Value, referência em marketing esportivo, somando os 20 maiores clubes em arrecadação do país, as perdas chegam a R$2,5 bilhões quando comparado com o ano anterior à pandemia. Estima-se que clubes perderam cerca de 40% na receita em 2020, a exemplo do Flamengo que, em 2019, faturou R$97 milhões de acordo com um levantamento do Globo Esporte.
Golpe ainda maior
Além de prejuízos em bilheterias, nas contrações e as alterações de datas, os jogadores das categorias de base estão entre os mais afetados pela atual conjuntura. Muitas vezes tendo que deixar a cidade onde residem em busca de oportunidades, os garotos mais jovens dependem do apoio da família para conseguirem manter o sonho vivo.
“Com a pandemia, as dificuldades financeiras atingiram a minha família. Com isso, tornou-se cada vez mais inviável sustentar o Jonatas em São Paulo. Por isso, tomamos a decisão de regredir um pouco e deixá-lo treinar em um clube próximo de casa, enquanto as coisas não melhoram”, comenta James William, pai do jogador Jonatas José Marcinkevicius, de 12 anos.
Pausa no sonho?
Com apenas 12 anos, o jogador de futebol Jonatas José Marcinkevicius já é destaque no futebol | Créditos: Divulgação
Nascido em Araraquara (SP), o jogador de futebol mirim Jonatas José Marcinkevicius, com apenas 12 anos, já se destaca no universo da bola – não apenas pelo currículo, mas por conta de seu talento. Com passagens por clubes como Corinthians e Palmeiras, o menino está sendo acompanhado pelas categorias de base da equipe rubro-negra, o Flamengo.
Jonas na categoria de base do Corinthians | Créditos: Divulgação
Técnico das categorias Sub 8 e 9 do Corinthians e captador de talentos em meados de 2015, Renato Rodrigues foi o responsável por levar o garoto para o time paulista.
“Vimos potencial nele. Desde o 1º torneio que disputou atuava bem como meia, tinha um boa chegada na frente e um chute forte, características interessantes para um trabalho pensando no futuro. Além de mostrar boa visão de jogo, passe e finalização”, comenta.
No entanto, devido à pandemia do Covid-19, o garoto precisou colocar seus sonhos na mala e retornar para casa, depois de encerrar a última temporada na categoria de base do Corinthians como artilheiro e capitão do time no Campeonato Paulista sub 11.
Atualmente jogando pelo Ferroviária de Araraquara, o menino demonstra ter consciência sobre como o atual cenário pode afetar sua carreira profissional. Contudo, Jonas acredita ser apenas a pausa de um caminho árduo e destaca a sua empolgação para voltar aos campos como capitão.
“Quando voltar aos times de camisa, quero me dedicar ao máximo. Para jogar futebol profissionalmente, é preciso dedicação integral e isso custa caro. “, explica o jovem, que garante que não quer ser apenas “mais um” no universo da bola. Confira:Beleza tem padrão?
Pandemia afeta jogadores de base que sonham seguir carreira
Muitas vezes longe de casa, esses jogadores enfrentam a falta de subsídios; a pandemia contabiliza ainda mais prejuízos e dificuldades à prática do futebol
Com a chegada de uma 2ª onda da pandemia, o país retomou a mesma realidade de incerteza do ano passado. Com a interrupções no calendário, estádios vazios e perdas de direitos televisivos, um setor que também contabiliza prejuízos é o do futebol.
De acordo com dados da consultoria Sports Value, referência em marketing esportivo, somando os 20 maiores clubes em arrecadação do país, as perdas chegam a R$2,5 bilhões quando comparado com o ano anterior à pandemia. Estima-se que clubes perderam cerca de 40% na receita em 2020, a exemplo do Flamengo que, em 2019, faturou R$97 milhões de acordo com um levantamento do Globo Esporte.
Golpe ainda maior
Além de prejuízos em bilheterias, nas contrações e as alterações de datas, os jogadores das categorias de base estão entre os mais afetados pela atual conjuntura. Muitas vezes tendo que deixar a cidade onde residem em busca de oportunidades, os garotos mais jovens dependem do apoio da família para conseguirem manter o sonho vivo.
“Com a pandemia, as dificuldades financeiras atingiram a minha família. Com isso, tornou-se cada vez mais inviável sustentar o Jonatas em São Paulo. Por isso, tomamos a decisão de regredir um pouco e deixá-lo treinar em um clube próximo de casa, enquanto as coisas não melhoram”, comenta James William, pai do jogador Jonatas José Marcinkevicius, de 12 anos.
Pausa no sonho?
Nascido em Araraquara (SP), o jogador de futebol mirim Jonatas José Marcinkevicius, com apenas 12 anos, já se destaca no universo da bola – não apenas pelo currículo, mas por conta de seu talento. Com passagens por clubes como Corinthians e Palmeiras, o menino está sendo acompanhado pelas categorias de base da equipe rubro-negra, o Flamengo.
Técnico das categorias Sub 8 e 9 do Corinthians e captador de talentos em meados de 2015, Renato Rodrigues foi o responsável por levar o garoto para o time paulista.
“Vimos potencial nele. Desde o 1º torneio que disputou atuava bem como meia, tinha um boa chegada na frente e um chute forte, características interessantes para um trabalho pensando no futuro. Além de mostrar boa visão de jogo, passe e finalização”, comenta.
No entanto, devido à pandemia do Covid-19, o garoto precisou colocar seus sonhos na mala e retornar para casa, depois de encerrar a última temporada na categoria de base do Corinthians como artilheiro e capitão do time no Campeonato Paulista sub 11.
Atualmente jogando pelo Ferroviária de Araraquara, o menino demonstra ter consciência sobre como o atual cenário pode afetar sua carreira profissional. Contudo, Jonas acredita ser apenas a pausa de um caminho árduo e destaca a sua empolgação para voltar aos campos como capitão.
“Quando voltar aos times de camisa, quero me dedicar ao máximo. Para jogar futebol profissionalmente, é preciso dedicação integral e isso custa caro. “, explica o jovem, que garante que não quer ser apenas “mais um” no universo da bola.
Confira: Beleza tem padrão?
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