O protetor solar mineral tem ganhado espaço nas prateleiras e nos consultórios pois é o tipo de filtro solar que oferece proteção sem ser absorvido pela pele. Formulado à base de óxido de zinco e dióxido de titânio, ele age como uma barreira física que reflete a radiação UV, o que o torna a primeira escolha para peles sensíveis, gestantes, crianças e quem está em recuperação de procedimentos estéticos.
Mas entre tantos rótulos que se dizem “minerais”, há uma diferença grande entre o que é marketing e o que é composição real.
Este guia reúne o que você precisa saber para entender como o protetor mineral funciona, em quais situações ele é mais indicado, como ler o rótulo com segurança e como integrá-lo ao seu dia a dia de cuidados com a pele.
O que é protetor solar mineral?
O protetor solar mineral é formulado com filtros inorgânicos que criam uma barreira física sobre a pele, refletindo e dispersando a radiação ultravioleta antes que ela penetre nas camadas mais profundas da epiderme.
Como o protetor solar mineral funciona?
Quando a radiação UV atinge a pele protegida, as partículas a refletem e a dispersam, impedindo que os raios alcancem as células e provoquem danos como queimaduras, envelhecimento precoce e aumento do risco de câncer de pele.
É comum encontrar três termos diferentes para se referir a esse mesmo tipo de protetor:
Protetor solar mineral
Protetor solar físico
Protetor solar inorgânico
Todos se referem a fórmulas cujos ingredientes ativos são exclusivamente minerais. A diferença de nomenclatura existe porque cada termo enfatiza um aspecto do produto: “mineral” destaca a composição, “físico” descreve o mecanismo de ação e “inorgânico” classifica a natureza química dos filtros.
O que diferencia esses filtros dos demais é justamente o fato de não serem absorvidos pela pele. Eles permanecem na superfície, formando essa camada protetora que atua de forma imediata após a aplicação. Além disso, a combinação de óxido de zinco e dióxido de titânio oferece proteção de amplo espectro, cobrindo tanto a radiação UVA (responsável por manchas e envelhecimento) quanto a UVB (principal causadora de queimaduras solares).
Os ingredientes: óxido de zinco e dióxido de titânio
O óxido de zinco e o dióxido de titânio são os dois ingredientes principais dos protetores solares minerais. Entenda suas funções na pele:
Óxido de zinco: tem espectro de proteção mais amplo entre os dois, ele protege tanto contra UVA, quanto contra UVB. O óxido de zinco também tem propriedades anti-inflamatórias, é antimicrobiano, não comedogênico e não provoca alergias na maioria das pessoas.
Dióxido de titânio: tem um espectro de proteção um pouco mais limitado, mas em compensação, oferece alto índice de refração, o que significa que dispersa a luz com bastante eficiência. Também é suave, não alergênico e seguro para peles sensíveis.
Essa complementaridade é o que permite que um protetor 100% mineral ofereça proteção de amplo espectro sem depender de filtros químicos.
Qual a diferença entre protetor solar mineral e químico?
O protetor mineral funciona como uma barreira física contra a radiação do sol. O protetor químico é absorvido pela pele e funciona de outra forma: as moléculas dos filtros químicos captam a radiação UV e a convertem em calor, que é dissipado pelo corpo.
E que diferença isso faz pro consumidor?
Início da proteção: o filtro mineral protege imediatamente após a aplicação, enquanto o filtro químico exige de 20 a 30 minutos para ser absorvido pela pele e começar a atuar
Textura e espalhabilidade: filtros químicos costumam ter textura mais leve, fluida e fácil de espalhar; filtros minerais tendem a ser mais espessos e podem deixar resíduo esbranquiçado
Estabilidade ao sol: filtros minerais são mais estáveis sob exposição prolongada, ou seja, degradam menos que alguns filtros químicos, que podem perder eficácia ao longo do dia
Tolerabilidade: filtros minerais são mais bem tolerados por peles sensíveis, pois não penetram na pele e têm menor risco de provocar irritação ou alergia
Quando comparados no mesmo nível de FPS, ambos os tipos oferecem proteção equivalente contra queimaduras solares. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que o mais importante é usar o protetor de forma correta, em quantidade adequada e com reaplicação regular, independentemente do tipo de filtro escolhido.
O que são protetores solares híbridos?
A maioria dos protetores solares disponíveis no mercado brasileiro não é nem 100% mineral, nem 100% químico. São fórmulas híbridas, que combinam filtros minerais e químicos na mesma composição.
Ao fazer essa combinação, os fabricantes conseguem manter a textura mais leve e a espalhabilidade confortável dos filtros químicos, ao mesmo tempo em que adiciona parte dos benefícios de tolerabilidade e estabilidade dos filtros minerais. O resultado é um produto com melhor cosmeticidade e boa tolerância.
Mas para quem tem pele sensível ou precisa evitar filtros químicos, vale prestar atenção: um protetor só pode ser considerado 100% mineral quando seus únicos ingredientes ativos de proteção UV forem o óxido de zinco e/ou o dióxido de titânio. Se a lista de ingredientes ativos incluir qualquer filtro químico (como avobenzona, octocrileno, homosalato ou oxibenzona), o produto é híbrido. Muitos protetores que se apresentam como “minerais” no rótulo são, na verdade, híbridos.
Quais são as marcas de protetor solar mineral?
Confira algumas indicações de protetores solares minerais, químicos e híbridos, pela maquiadora Andrezza Minotto, especialista no assunto:
Para quem o protetor solar mineral é mais indicado?
O protetor mineral pode ser usado por qualquer pessoa, mas existem situações em que ele é a recomendação preferencial dos dermatologistas. Entenda:
Pele sensível, reativa e com rosácea
Peles com a barreira cutânea comprometida reagem com mais facilidade a substâncias que penetram na epiderme. Condições como rosácea, dermatite atópica e eczema deixam a pele em estado de inflamação crônica ou recorrente, o que a torna mais vulnerável a ingredientes irritantes.
O protetor mineral é mais indicado nesse cenário porque ele fica na superfície da pele e não precisa ser absorvido para funcionar. Isso reduz significativamente a probabilidade de desencadear irritação, vermelhidão ou ardência. E para peles com rosácea, os protetores minerais com cor ainda ajudam a disfarçar a vermelhidão.
Gestantes e lactantes
Um ensaio clínico publicado em 2019 no Journal of the American Medical Association (JAMA) identificou que quatro ingredientes comuns de protetores químicos (avobenzona, oxibenzona, octocrileno e ecamsule) foram absorvidos pela corrente sanguínea.
Mas é importante contextualizar, esse resultado não significa que os filtros químicos causem danos comprovados ao feto, isso ainda está sendo estudado. Mas, por via das dúvidas, o filtro mineral é considerado a opção mais conservadora, já que não penetra na pele.
Bebês e crianças
A pele dos bebês é mais fina, mais permeável e tem a barreira de proteção natural menos desenvolvida que a dos adultos. Por isso, substâncias aplicadas sobre a pele são absorvidas com mais facilidade, o que exige cuidado redobrado na escolha de produtos.
Até 6 meses: nenhum tipo de protetor solar é indicado. A orientação é evitar a exposição solar direta e proteger com roupas, chapéus e sombra
De 6 meses a 2 anos: a recomendação é usar exclusivamente protetores com filtros 100% minerais
A partir de 2 anos: outros tipos de filtros podem ser considerados, mas o mineral continua sendo a primeira escolha pela segurança e tolerabilidade
Pós procedimentos dermatológicos
Após procedimentos como peeling químico, laser, microagulhamento ou uso intensivo de ácidos (retinol, ácido glicólico, ácido salicílico), a pele fica temporariamente mais fina, sensibilizada e com a barreira de proteção comprometida. Nessa fase, qualquer irritação adicional pode causar complicações, como hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas escuras no local tratado).
Dermatologistas frequentemente orientam o uso de protetor mineral nesse período de recuperação, porque ele protege sem penetrar na pele lesionada e tem menor risco de provocar reações adversas. O uso de FPS 50 ou superior é o mais recomendado, com reaplicação rigorosa.
Vantagens e limitações do protetor solar mineral
O protetor mineral tem qualidades relevantes, mas também algumas limitações que vale conhecer:
Vantagens
Proteção imediata: diferentemente dos filtros químicos, que exigem tempo de absorção, o protetor mineral começa a proteger assim que é aplicado na pele.
Estabilidade ao sol: filtros minerais são fotoestáveis, ou seja, não se degradam tão facilmente sob exposição solar prolongada como acontece com alguns filtros químicos (especialmente a avobenzona, que perde eficácia com a luz).
Boa resistência à água e ao suor: as partículas minerais aderem bem à superfície da pele, o que contribui para a durabilidade da proteção.
Menor risco de irritação: por não serem absorvidos, são a escolha mais segura para peles reativas, sensibilizadas ou em recuperação.
Proteção contra luz visível: filtros minerais, especialmente quando combinados com óxidos de ferro (presentes em fórmulas com cor), oferecem proteção contra a luz visível de alta energia. Isso é relevante para quem tem melasma, já que a luz visível também pode estimular a produção de melanina e agravar manchas.
Limitações
Textura mais espessa: protetores minerais tendem a ser mais consistentes e mais difíceis de espalhar que os químicos, o que pode tornar a aplicação menos agradável para algumas pessoas.
Resíduo esbranquiçado: as partículas de óxido de zinco e dióxido de titânio refletem a luz e podem deixar a pele com aspecto esbranquiçado. Esse efeito é mais perceptível em peles retintas e negras, o que torna o produto menos inclusivo em suas formulações tradicionais.
Menor variedade no mercado brasileiro: a oferta de protetores 100% minerais no Brasil ainda é bem menor do que a de químicos ou híbridos, o que limita as opções de textura, acabamento e faixa de preço.
Acabamento menos cosmético: em comparação com filtros químicos, o acabamento pode ser menos transparente e mais opaco, o que incomoda quem busca um visual natural na pele.
Nanopartículas em protetores minerais: o que se sabe até agora?
O resíduo esbranquiçado sempre foi a principal queixa dos protetores minerais. Para resolver isso, a indústria reduziu as partículas de óxido de zinco e dióxido de titânio para a escala nanométrica (entre 1 e 100 nanômetros), tornando-as praticamente invisíveis sobre a pele.
Mas isso trouxe uma dúvida: partículas tão pequenas podem penetrar na pele e causar algum problema? Até agora, a maioria das evidências aponta que não.
Para identificar se o protetor que você usa contém nanopartículas, basta checar a lista de ingredientes: a notação (nano) aparece logo após o nome do mineral, como “Titanium Dioxide (nano)”. Quem prefere evitar a escala nano pode optar por fórmulas com partículas micronizadas, que são maiores que as nano, mas ainda pequenas o suficiente para reduzir o efeito branco na pele.
Como ler o rótulo de um protetor solar mineral?
Observe as seguintes informações:
Para confirmar se é 100% mineral: procure a seção de ingredientes ativos. Se os únicos filtros UV listados forem Zinc Oxide (óxido de zinco) e/ou Titanium Dioxide (dióxido de titânio), o protetor é mineral puro. Se houver qualquer outro ingrediente ativo de proteção UV, como avobenzona, octocrileno, homosalato ou oxibenzona, o produto é híbrido.
Para identificar nanopartículas: na lista INCI, observe se após o nome do ingrediente aparece a notação (nano). Exemplo: “Titanium Dioxide (nano)”. Se essa notação não está presente, as partículas são de tamanho convencional ou micronizadas.
Atenção com rótulos enganosos: alguns protetores destacam no rótulo a presença de “minerais” ou “filtro mineral” mesmo sendo fórmulas híbridas. A informação confiável está na composição completa, não na frente da embalagem.
O que significam FPS e FPUVA no rótulo?
O FPS (Fator de Proteção Solar) indica o nível de proteção contra os raios UVB, que são os principais responsáveis por queimaduras solares. Um FPS 30, por exemplo, significa que a pele protegida leva 30 vezes mais tempo para apresentar vermelhidão do que a pele desprotegida.
O FPUVA (ou PPD, Persistent Pigment Darkening) mede a proteção contra os raios UVA, que penetram mais profundamente na pele e estão associados ao envelhecimento precoce, manchas e danos ao DNA celular.
A regulamentação brasileira, determinada pela Anvisa, exige que o FPUVA de um protetor solar seja no mínimo 1/3 do valor do FPS declarado. Ou seja, um protetor com FPS 30 precisa ter pelo menos FPUVA 10.
Para quem busca proteção contra manchas e sinais de envelhecimento, o FPUVA é tão importante quanto o FPS. Ao escolher um protetor mineral, vale verificar se ambos os valores estão indicados na embalagem.
Como aplicar e reaplicar o protetor solar mineral corretamente?
O protetor mineral oferece proteção assim que é aplicado, sem necessidade de espera. No entanto, a reaplicação segue as mesmas regras de qualquer outro protetor:
Reaplicar a cada 2 horas de exposição solar contínua.
Reaplicar imediatamente após nadar, suar excessivamente ou secar-se com toalha.
Em dias de exposição indireta (trabalho em escritório, por exemplo), reaplicar ao menos uma vez durante o dia, especialmente se houver exposição à luz de telas por longos períodos.
A quantidade recomendada por dermatologistas para o rosto é de aproximadamente 1 colher de chá. Uma técnica prática é a regra dos dois dedos: aplique uma linha de produto sobre os dedos indicador e médio, do início ao fim de cada dedo. Essa quantidade é suficiente para cobrir rosto e pescoço.
Para o corpo inteiro, a recomendação geral é de 30 ml (o equivalente a um copo de dose) para uma aplicação completa.
Reaplicação por cima da maquiagem
Existem protetores solares minerais em formato de pó compacto e em bastão, que são os mais práticos para quem gosta de usar maquiagem. Eles podem ser aplicados sobre a maquiagem sem borrá-la, mas é importante se atentar para que a camada aplicada seja generosa o suficiente para garantir proteção real.
Dica: pó translúcido com filtro mineral é uma opção elegante para quem quer manter a produção intacta ao longo do dia.
Protetor solar mineral no skincare: como integrar à rotina de cuidados?
No skincare, a ordem de aplicação da rotina diurna segue a seguinte lógica: do mais leve para o mais denso, com protetor solar sempre como última etapa antes da maquiagem. Então, aplique nessa ordem:
Limpeza facial
Tônico (se usar)
Sérum de tratamento (vitamina C, ácido hialurônico, niacinamida)
Hidratante
Protetor solar mineral
Maquiagem (opcional
O mais importante é manter a etapa do protetor solar como um hábito diário, mesmo em dias nublados ou quando a rotina acontece majoritariamente em ambientes internos. Quando aplicado como último passo do skincare da manhã, o protetor solar mineral ajuda a preservar a barreira da pele, potencializa os resultados dos ativos de tratamento e protege contra manchas, sinais de envelhecimento precoce e sensibilização cutânea ao longo do tempo.
Protetor solar mineral: o que é, como funciona e para quem é indicado
O protetor solar mineral tem ganhado espaço nas prateleiras e nos consultórios pois é o tipo de filtro solar que oferece proteção sem ser absorvido pela pele. Formulado à base de óxido de zinco e dióxido de titânio, ele age como uma barreira física que reflete a radiação UV, o que o torna a primeira escolha para peles sensíveis, gestantes, crianças e quem está em recuperação de procedimentos estéticos.
Mas entre tantos rótulos que se dizem “minerais”, há uma diferença grande entre o que é marketing e o que é composição real.
Este guia reúne o que você precisa saber para entender como o protetor mineral funciona, em quais situações ele é mais indicado, como ler o rótulo com segurança e como integrá-lo ao seu dia a dia de cuidados com a pele.
O que é protetor solar mineral?
O protetor solar mineral é formulado com filtros inorgânicos que criam uma barreira física sobre a pele, refletindo e dispersando a radiação ultravioleta antes que ela penetre nas camadas mais profundas da epiderme.
Como o protetor solar mineral funciona?
Quando a radiação UV atinge a pele protegida, as partículas a refletem e a dispersam, impedindo que os raios alcancem as células e provoquem danos como queimaduras, envelhecimento precoce e aumento do risco de câncer de pele.
É comum encontrar três termos diferentes para se referir a esse mesmo tipo de protetor:
Todos se referem a fórmulas cujos ingredientes ativos são exclusivamente minerais. A diferença de nomenclatura existe porque cada termo enfatiza um aspecto do produto: “mineral” destaca a composição, “físico” descreve o mecanismo de ação e “inorgânico” classifica a natureza química dos filtros.
O que diferencia esses filtros dos demais é justamente o fato de não serem absorvidos pela pele. Eles permanecem na superfície, formando essa camada protetora que atua de forma imediata após a aplicação. Além disso, a combinação de óxido de zinco e dióxido de titânio oferece proteção de amplo espectro, cobrindo tanto a radiação UVA (responsável por manchas e envelhecimento) quanto a UVB (principal causadora de queimaduras solares).
Os ingredientes: óxido de zinco e dióxido de titânio
O óxido de zinco e o dióxido de titânio são os dois ingredientes principais dos protetores solares minerais. Entenda suas funções na pele:
Essa complementaridade é o que permite que um protetor 100% mineral ofereça proteção de amplo espectro sem depender de filtros químicos.
Qual a diferença entre protetor solar mineral e químico?
O protetor mineral funciona como uma barreira física contra a radiação do sol. O protetor químico é absorvido pela pele e funciona de outra forma: as moléculas dos filtros químicos captam a radiação UV e a convertem em calor, que é dissipado pelo corpo.
E que diferença isso faz pro consumidor?
Quando comparados no mesmo nível de FPS, ambos os tipos oferecem proteção equivalente contra queimaduras solares. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que o mais importante é usar o protetor de forma correta, em quantidade adequada e com reaplicação regular, independentemente do tipo de filtro escolhido.
O que são protetores solares híbridos?
A maioria dos protetores solares disponíveis no mercado brasileiro não é nem 100% mineral, nem 100% químico. São fórmulas híbridas, que combinam filtros minerais e químicos na mesma composição.
Ao fazer essa combinação, os fabricantes conseguem manter a textura mais leve e a espalhabilidade confortável dos filtros químicos, ao mesmo tempo em que adiciona parte dos benefícios de tolerabilidade e estabilidade dos filtros minerais. O resultado é um produto com melhor cosmeticidade e boa tolerância.
Mas para quem tem pele sensível ou precisa evitar filtros químicos, vale prestar atenção: um protetor só pode ser considerado 100% mineral quando seus únicos ingredientes ativos de proteção UV forem o óxido de zinco e/ou o dióxido de titânio. Se a lista de ingredientes ativos incluir qualquer filtro químico (como avobenzona, octocrileno, homosalato ou oxibenzona), o produto é híbrido. Muitos protetores que se apresentam como “minerais” no rótulo são, na verdade, híbridos.
Quais são as marcas de protetor solar mineral?
Confira algumas indicações de protetores solares minerais, químicos e híbridos, pela maquiadora Andrezza Minotto, especialista no assunto:
Para quem o protetor solar mineral é mais indicado?
O protetor mineral pode ser usado por qualquer pessoa, mas existem situações em que ele é a recomendação preferencial dos dermatologistas. Entenda:
Pele sensível, reativa e com rosácea
Peles com a barreira cutânea comprometida reagem com mais facilidade a substâncias que penetram na epiderme. Condições como rosácea, dermatite atópica e eczema deixam a pele em estado de inflamação crônica ou recorrente, o que a torna mais vulnerável a ingredientes irritantes.
O protetor mineral é mais indicado nesse cenário porque ele fica na superfície da pele e não precisa ser absorvido para funcionar. Isso reduz significativamente a probabilidade de desencadear irritação, vermelhidão ou ardência. E para peles com rosácea, os protetores minerais com cor ainda ajudam a disfarçar a vermelhidão.
Gestantes e lactantes
Um ensaio clínico publicado em 2019 no Journal of the American Medical Association (JAMA) identificou que quatro ingredientes comuns de protetores químicos (avobenzona, oxibenzona, octocrileno e ecamsule) foram absorvidos pela corrente sanguínea.
Mas é importante contextualizar, esse resultado não significa que os filtros químicos causem danos comprovados ao feto, isso ainda está sendo estudado. Mas, por via das dúvidas, o filtro mineral é considerado a opção mais conservadora, já que não penetra na pele.
Bebês e crianças
A pele dos bebês é mais fina, mais permeável e tem a barreira de proteção natural menos desenvolvida que a dos adultos. Por isso, substâncias aplicadas sobre a pele são absorvidas com mais facilidade, o que exige cuidado redobrado na escolha de produtos.
As recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para fotoproteção infantil seguem faixas etárias:
Pós procedimentos dermatológicos
Após procedimentos como peeling químico, laser, microagulhamento ou uso intensivo de ácidos (retinol, ácido glicólico, ácido salicílico), a pele fica temporariamente mais fina, sensibilizada e com a barreira de proteção comprometida. Nessa fase, qualquer irritação adicional pode causar complicações, como hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas escuras no local tratado).
Dermatologistas frequentemente orientam o uso de protetor mineral nesse período de recuperação, porque ele protege sem penetrar na pele lesionada e tem menor risco de provocar reações adversas. O uso de FPS 50 ou superior é o mais recomendado, com reaplicação rigorosa.
Vantagens e limitações do protetor solar mineral
O protetor mineral tem qualidades relevantes, mas também algumas limitações que vale conhecer:
Vantagens
Limitações
Nanopartículas em protetores minerais: o que se sabe até agora?
O resíduo esbranquiçado sempre foi a principal queixa dos protetores minerais. Para resolver isso, a indústria reduziu as partículas de óxido de zinco e dióxido de titânio para a escala nanométrica (entre 1 e 100 nanômetros), tornando-as praticamente invisíveis sobre a pele.
Mas isso trouxe uma dúvida: partículas tão pequenas podem penetrar na pele e causar algum problema? Até agora, a maioria das evidências aponta que não.
Para identificar se o protetor que você usa contém nanopartículas, basta checar a lista de ingredientes: a notação (nano) aparece logo após o nome do mineral, como “Titanium Dioxide (nano)”. Quem prefere evitar a escala nano pode optar por fórmulas com partículas micronizadas, que são maiores que as nano, mas ainda pequenas o suficiente para reduzir o efeito branco na pele.
Como ler o rótulo de um protetor solar mineral?
Observe as seguintes informações:
O que significam FPS e FPUVA no rótulo?
O FPS (Fator de Proteção Solar) indica o nível de proteção contra os raios UVB, que são os principais responsáveis por queimaduras solares. Um FPS 30, por exemplo, significa que a pele protegida leva 30 vezes mais tempo para apresentar vermelhidão do que a pele desprotegida.
O FPUVA (ou PPD, Persistent Pigment Darkening) mede a proteção contra os raios UVA, que penetram mais profundamente na pele e estão associados ao envelhecimento precoce, manchas e danos ao DNA celular.
A regulamentação brasileira, determinada pela Anvisa, exige que o FPUVA de um protetor solar seja no mínimo 1/3 do valor do FPS declarado. Ou seja, um protetor com FPS 30 precisa ter pelo menos FPUVA 10.
Para quem busca proteção contra manchas e sinais de envelhecimento, o FPUVA é tão importante quanto o FPS. Ao escolher um protetor mineral, vale verificar se ambos os valores estão indicados na embalagem.
Como aplicar e reaplicar o protetor solar mineral corretamente?
O protetor mineral oferece proteção assim que é aplicado, sem necessidade de espera. No entanto, a reaplicação segue as mesmas regras de qualquer outro protetor:
A quantidade recomendada por dermatologistas para o rosto é de aproximadamente 1 colher de chá. Uma técnica prática é a regra dos dois dedos: aplique uma linha de produto sobre os dedos indicador e médio, do início ao fim de cada dedo. Essa quantidade é suficiente para cobrir rosto e pescoço.
Para o corpo inteiro, a recomendação geral é de 30 ml (o equivalente a um copo de dose) para uma aplicação completa.
Reaplicação por cima da maquiagem
Existem protetores solares minerais em formato de pó compacto e em bastão, que são os mais práticos para quem gosta de usar maquiagem. Eles podem ser aplicados sobre a maquiagem sem borrá-la, mas é importante se atentar para que a camada aplicada seja generosa o suficiente para garantir proteção real.
Dica: pó translúcido com filtro mineral é uma opção elegante para quem quer manter a produção intacta ao longo do dia.
Protetor solar mineral no skincare: como integrar à rotina de cuidados?
No skincare, a ordem de aplicação da rotina diurna segue a seguinte lógica: do mais leve para o mais denso, com protetor solar sempre como última etapa antes da maquiagem. Então, aplique nessa ordem:
O mais importante é manter a etapa do protetor solar como um hábito diário, mesmo em dias nublados ou quando a rotina acontece majoritariamente em ambientes internos. Quando aplicado como último passo do skincare da manhã, o protetor solar mineral ajuda a preservar a barreira da pele, potencializa os resultados dos ativos de tratamento e protege contra manchas, sinais de envelhecimento precoce e sensibilização cutânea ao longo do tempo.
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