O grande problema surge com a automedicação e a banalização do uso, visto que muitas pessoas recorrem à medicação de forma clandestina
Por Vivian Cognetti
Vivian Cognetti possuí 11 anos de experiência em atendimento clínico em consultório | Crédito: Camila Belleza
A popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, como os agonistas de GLP1, transformou o tratamento da obesidade e inaugurou uma nova era no manejo metabólico. O que inicialmente surgiu como um importante avanço terapêutico, hoje revela também uma face preocupante: o uso excessivo, banalizado e muitas vezes desvinculado de indicação clínica adequada.
A promessa de emagrecimento rápido passou a ocupar o imaginário coletivo como uma solução quase mágica. De fato, a medicação é promissora na redução da resistência à insulina (condição que frequentemente dificulta a perda de peso), além de favorecer melhor controle glicêmico, redução do apetite, maior saciedade, melhora de marcadores metabólicos e diminuição do risco cardiometabólico em pacientes selecionados.
No entanto, como qualquer medicamento, não é isenta de efeitos adversos e exige acompanhamento profissional criterioso. Por isso, o grande problema surge com a automedicação e a banalização do uso, uma vez que muitas pessoas recorrem à medicação de forma clandestina, sem avaliação médica e sem suporte nutricional e psicológico.
É fundamental, portanto, compreender que o medicamento não substitui mudanças no estilo de vida. A reeducação alimentar, a prática regular de exercícios físicos, a qualidade do sono e o manejo do estresse continuam sendo pilares centrais no tratamento da obesidade. O medicamento pode oferecer apoio no processo inicial de mudança e emagrecimento, mas o que sustenta o resultado no longo do tempo é o “de sempre”: um estilo de vida consistente, composto por alimentação equilibrada, movimento corporal e cuidado emocional.
Esse ponto merece destaque, porque estados emocionais como ansiedade, estresse crônico e depressão estão intimamente ligados à alteração do comportamento alimentar. Muitas vezes, o excesso de peso não está relacionado apenas ao consumo calórico, mas a mecanismos psíquicos como compulsão, busca de alívio emocional e padrões inconscientes de autossabotagem. Inclusive, essa febre pelas canetas levanta a discussão: até que ponto o desejo pelo emagrecimento está, de fato, relacionado à saúde?
Nesse contexto, o cuidado com a saúde mental é indispensável. O autoconhecimento auxilia tanto na compreensão do que está por trás do ganho de peso quanto na efetivação do processo de mudança, seja no emagrecimento com ou sem medicação, seja na manutenção do resultado alcançado.
Mais que emagrecer rápido, o verdadeiro desafio é construir um corpo saudável que seja resultado de consciência, consistência e cuidado integral. Mente sã, corpo são.
Vivian Cognetti Nutricionista integrativa e psicanalista (16) 98229.5482 @viviancognetti
A febre das canetas emagrecedoras
O grande problema surge com a automedicação e a banalização do uso, visto que muitas pessoas recorrem à medicação de forma clandestina
Por Vivian Cognetti
A popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, como os agonistas de GLP1, transformou o tratamento da obesidade e inaugurou uma nova era no manejo metabólico. O que inicialmente surgiu como um importante avanço terapêutico, hoje revela também uma face preocupante: o uso excessivo, banalizado e muitas vezes desvinculado de indicação clínica adequada.
A promessa de emagrecimento rápido passou a ocupar o imaginário coletivo como uma solução quase mágica. De fato, a medicação é promissora na redução da resistência à insulina (condição que frequentemente dificulta a perda de peso), além de favorecer melhor controle glicêmico, redução do apetite, maior saciedade, melhora de marcadores metabólicos e diminuição do risco cardiometabólico em pacientes selecionados.
No entanto, como qualquer medicamento, não é isenta de efeitos adversos e exige acompanhamento profissional criterioso. Por isso, o grande problema surge com a automedicação e a banalização do uso, uma vez que muitas pessoas recorrem à medicação de forma clandestina, sem avaliação médica e sem suporte nutricional e psicológico.
É fundamental, portanto, compreender que o medicamento não substitui mudanças no estilo de vida. A reeducação alimentar, a prática regular de exercícios físicos, a qualidade do sono e o manejo do estresse continuam sendo pilares centrais no tratamento da obesidade. O medicamento pode oferecer apoio no processo inicial de mudança e emagrecimento, mas o que sustenta o resultado no longo do tempo é o “de sempre”: um estilo de vida consistente, composto por alimentação equilibrada, movimento corporal e cuidado emocional.
Esse ponto merece destaque, porque estados emocionais como ansiedade, estresse crônico e depressão estão intimamente ligados à alteração do comportamento alimentar. Muitas vezes, o excesso de peso não está relacionado apenas ao consumo calórico, mas a mecanismos psíquicos como compulsão, busca de alívio emocional e padrões inconscientes de autossabotagem. Inclusive, essa febre pelas canetas levanta a discussão: até que ponto o desejo pelo emagrecimento está, de fato, relacionado à saúde?
Nesse contexto, o cuidado com a saúde mental é indispensável. O autoconhecimento auxilia tanto na compreensão do que está por trás do ganho de peso quanto na efetivação do processo de mudança, seja no emagrecimento com ou sem medicação, seja na manutenção do resultado alcançado.
Mais que emagrecer rápido, o verdadeiro desafio é construir um corpo saudável que seja resultado de consciência, consistência e cuidado integral. Mente sã, corpo são.
Vivian Cognetti
Nutricionista integrativa e psicanalista
(16) 98229.5482
@viviancognetti
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