Revelando um pouco mais do seu tempo em Milão, Maura Robusti conta como a última edição do Salone del Mobile inspirou e emocionou com designs exaltando texturas, formas e sensações
Por Maura Robusti*
Voltar ao Salone del Mobile é como reencontrar um velho amigo que se reinventa todos os anos e que, ainda assim, consegue nos surpreender como se fosse a 1ª vez. Nesta 63ª edição, em 2025, mais que tendências, Milão nos ofereceu sensações, atmosferas e um convite para viver a sensibilidade.
Caminhar pelos corredores dos pavilhões 3, 9, 11, 22 e 24 – e também pelo sempre esperado Salone Satellite – foi como mergulhar em um universo no qual o design deixa de ser apenas desenho. Com mais de 2.000 expositores ocupando 169.000m² de feira, o Salone conseguiu, mais uma vez, criar uma narrativa atual, provocadora e, ao mesmo tempo, acolhedora.
Logo nos primeiros minutos de visita, me vi como parte de uma composição pensada não só para encantar, mas para envolver. Não se tratava de produtos expostos em sequência, mas de cenas, histórias escritas pelos autores mais inspirados do mundo.
Entre os expositores, havia uma curadoria silenciosa e intensa, com espaços que despertavam memórias, vontades e que arrancavam suspiros. Os tecidos – plissados, bordados à mão, teddy, bouclé, veludo – estavam mais aconchegantes que nunca.
Os móveis, com “gomos”, curvas em camadas e proporções generosas, quase lúdicos, despertavam o desejo de nos entregarmos de corpo, alma e coração.
A paleta de cores, antes mais contida, explodiu. Tapetes vibrantes e de formas orgânicas pontuavam os ambientes como obras de arte no chão. Os tampos das mesas ganharam textura, quase esculturais. Aparadores, outrora discretos, agora surgiram com identidade própria, imponentes. O metal apareceu em tons inusitados. O vidro colorido, com destaque para o fusing, trouxe leveza. Concomitantemente, os tampos em pedra e os metais pesados mantiveram sua força.
E o mais bonito foi perceber como o Brasil está alinhado com tudo isso. Nossos designers e marcas já dialogam com o mundo há anos e esse encontro se fortalece a cada edição do Salone. O planeta, por maior que seja, está cada vez mais próximo e interligado. E o Brasil está, com orgulho, entre os protagonistas dessa conversa.
O Salone me lembrou que o luxo verdadeiro está nas sensações, naquilo que não se mede, mas se sente. A casa precisa ser um espelho de quem somos e, mais que nunca, um lugar onde nos sentimos acolhidos, abraçados, pertencentes.
Milão me ensinou, de novo, que design é emoção. E que morar bem é, acima de tudo, viver bonito.
* Maura Robusti é diretora do Grupo Robusti, um dos maiores do segmento de móveis e decoração do interior do estado de São Paulo. Esse texto foi escrito durante sua visita à Milan Design Week.
A imponência e o acolhimento do Salone del Mobile
Revelando um pouco mais do seu tempo em Milão, Maura Robusti conta como a última edição do Salone del Mobile inspirou e emocionou com designs exaltando texturas, formas e sensações
Por Maura Robusti*
Voltar ao Salone del Mobile é como reencontrar um velho amigo que se reinventa todos os anos e que, ainda assim, consegue nos surpreender como se fosse a 1ª vez. Nesta 63ª edição, em 2025, mais que tendências, Milão nos ofereceu sensações, atmosferas e um convite para viver a sensibilidade.
Caminhar pelos corredores dos pavilhões 3, 9, 11, 22 e 24 – e também pelo sempre esperado Salone Satellite – foi como mergulhar em um universo no qual o design deixa de ser apenas desenho. Com mais de 2.000 expositores ocupando 169.000m² de feira, o Salone conseguiu, mais uma vez, criar uma narrativa atual, provocadora e, ao mesmo tempo, acolhedora.
Logo nos primeiros minutos de visita, me vi como parte de uma composição pensada não só para encantar, mas para envolver. Não se tratava de produtos expostos em sequência, mas de cenas, histórias escritas pelos autores mais inspirados do mundo.
Entre os expositores, havia uma curadoria silenciosa e intensa, com espaços que despertavam memórias, vontades e que arrancavam suspiros. Os tecidos – plissados, bordados à mão, teddy, bouclé, veludo – estavam mais aconchegantes que nunca.
Os móveis, com “gomos”, curvas em camadas e proporções generosas, quase lúdicos, despertavam o desejo de nos entregarmos de corpo, alma e coração.
A paleta de cores, antes mais contida, explodiu. Tapetes vibrantes e de formas orgânicas pontuavam os ambientes como obras de arte no chão. Os tampos das mesas ganharam textura, quase esculturais. Aparadores, outrora discretos, agora surgiram com identidade própria, imponentes. O metal apareceu em tons inusitados. O vidro colorido, com destaque para o fusing, trouxe leveza. Concomitantemente, os tampos em pedra e os metais pesados mantiveram sua força.
E o mais bonito foi perceber como o Brasil está alinhado com tudo isso. Nossos designers e marcas já dialogam com o mundo há anos e esse encontro se fortalece a cada edição do Salone. O planeta, por maior que seja, está cada vez mais próximo e interligado. E o Brasil está, com orgulho, entre os protagonistas dessa conversa.
O Salone me lembrou que o luxo verdadeiro está nas sensações, naquilo que não se mede, mas se sente. A casa precisa ser um espelho de quem somos e, mais que nunca, um lugar onde nos sentimos acolhidos, abraçados, pertencentes.
Milão me ensinou, de novo, que design é emoção. E que morar bem é, acima de tudo, viver bonito.
* Maura Robusti é diretora do Grupo Robusti, um dos maiores do segmento de móveis e decoração do interior do estado de São Paulo. Esse texto foi escrito durante sua visita à Milan Design Week.
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