Com obras inéditas, a mostra reunirá três grandes séries da artista e abrirá espaço para o diálogo entre arte, coleção e memória
O MARP (Museu de Arte de Ribeirão Preto “Pedro Manuel-Gismondi”) receberá, a partir de 13 de novembro, a exposição “Bichos, Mobílias e Paisagens”, da artista paulistana Carol Ambrósio. Com curadoria de Mirtes Marins de Oliveira, ela chega a Ribeirão Preto em versão ampliada e com obras inéditas, após uma 1ª apresentação no MAM (Museu de Arte Moderna) de Resende (RJ), em 2023.
Organizada em torno de três séries centrais — “Mulheres-bichos”, “Mulheres-mobília” e “Mulheres-paisagens” —, a mostra explora metáforas visuais sobre as condições históricas e contemporâneas vivenciadas pelas mulheres. Em suas composições, Carol Ambrósio observa cenários de apagamento, violência e estereótipos refletidos nos corpos, nas palavras e nos objetos cotidianos, tendo a casa como um habitat sutilmente naturalizado.
Tendo a técnica assemblage como procedimento central de sua prática artística, a artista parte da coleta, destruição e recombinação de bibelôs, porcelanas, louças, papéis e imagens garimpadas para construir objetos escultóricos que se erguem como contranarrativas visuais. Essa perspectiva sobre a afetividade da matéria é profundamente atravessada pela própria biografia de Carol e por seu olhar atento ao colecionismo, refinado desde a infância. Seu repertório de garimpo foi aliado a duas décadas de atuação na moda como estilista e diretora criativa, alimentando de forma contínua sua investigação sobre a materialidade dos objetos e suas cargas simbólicas e afetivas.
Nas esculturas da artista, o fantástico e o popular reestruturam-se em um ato de “totemização”. Suas composições transitam entre a construção e o amórfico, acolhendo os acasos e os imprevistos da matéria. Conceitualmente, seu trabalho dialoga com a filosofia milenar japonesa Wabi-sabi, que encontra valor estético naquilo que é imperfeito, transitório, incompleto e não convencional.
A temporada da mostra no MARP se estenderá até janeiro de 2027.
Artista paulistana Carol Ambrósio se prepara para exposição no MARP
Com obras inéditas, a mostra reunirá três grandes séries da artista e abrirá espaço para o diálogo entre arte, coleção e memória
O MARP (Museu de Arte de Ribeirão Preto “Pedro Manuel-Gismondi”) receberá, a partir de 13 de novembro, a exposição “Bichos, Mobílias e Paisagens”, da artista paulistana Carol Ambrósio. Com curadoria de Mirtes Marins de Oliveira, ela chega a Ribeirão Preto em versão ampliada e com obras inéditas, após uma 1ª apresentação no MAM (Museu de Arte Moderna) de Resende (RJ), em 2023.
Organizada em torno de três séries centrais — “Mulheres-bichos”, “Mulheres-mobília” e “Mulheres-paisagens” —, a mostra explora metáforas visuais sobre as condições históricas e contemporâneas vivenciadas pelas mulheres. Em suas composições, Carol Ambrósio observa cenários de apagamento, violência e estereótipos refletidos nos corpos, nas palavras e nos objetos cotidianos, tendo a casa como um habitat sutilmente naturalizado.
Tendo a técnica assemblage como procedimento central de sua prática artística, a artista parte da coleta, destruição e recombinação de bibelôs, porcelanas, louças, papéis e imagens garimpadas para construir objetos escultóricos que se erguem como contranarrativas visuais. Essa perspectiva sobre a afetividade da matéria é profundamente atravessada pela própria biografia de Carol e por seu olhar atento ao colecionismo, refinado desde a infância. Seu repertório de garimpo foi aliado a duas décadas de atuação na moda como estilista e diretora criativa, alimentando de forma contínua sua investigação sobre a materialidade dos objetos e suas cargas simbólicas e afetivas.
Nas esculturas da artista, o fantástico e o popular reestruturam-se em um ato de “totemização”. Suas composições transitam entre a construção e o amórfico, acolhendo os acasos e os imprevistos da matéria. Conceitualmente, seu trabalho dialoga com a filosofia milenar japonesa Wabi-sabi, que encontra valor estético naquilo que é imperfeito, transitório, incompleto e não convencional.
A temporada da mostra no MARP se estenderá até janeiro de 2027.
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