Viver em um lar sempre bagunçado pode gerar uma sensação de desconforto, cansaço visual e até sobrecarga aos moradores
Laís Vicentim Giron
Longe de se limitar a objetos fora do lugar, a bagunça pode ser entendida como tudo que está fora de determinada ordem, sejam espaços físicos, rotinas, ou mesmo a ausência de um sistema de organização. Ao mesmo tempo, é preciso entender que nem toda bagunça é um problema.
Para a psicóloga Laís Vicentim Giron, cada pessoa tem um jeito próprio de organizar a vida, fazendo com que o mais importante seja perceber se o ambiente no qual ela está inserida (casa, trabalho, espaços de lazer…) está ajudando ou atrapalhando o bem-estar.
“Mais que buscar perfeição, vale buscar um equilíbrio que funcione na prática e respeite a realidade de cada família”, alerta a profissional.
A desordem pode afetar as relações
Laís explica que uma casa muito desorganizada começa a gerar desconforto, cansaço visual e até uma sensação de sobrecarga aos moradores, deixando de ser um espaço de descanso para se tornar um incômodo.
Dentro do dia a dia familiar, entende-se que o ambiente influencia muito no clima da casa e que um espaço desorganizado pode gerar irritação, discussões e até afastamento entre as pessoas. Assim, “pequenas situações acabam virando motivo de conflito, e a casa deixa de ser percebida como um lugar acolhedor. Isso vai desgastando as relações aos poucos”.
É nesse momento, segundo Laís, que surgem as cobranças, as frustrações e a sensação de injustiça, uma vez que quem se sente mais organizado pode acabar assumindo mais responsabilidades ou se irritando com frequência.
“É importante tentar entender o que está por trás desse comportamento [bagunçado], para que a pessoa não fique reduzida a um rótulo dentro da família”, aponta a psicóloga.
A relação entre o bem-estar e a casa bagunçada
Mesmo que pareçam duas áreas não relacionadas, a desordem dos ambientes ou dos objetos tende a ser diretamente proporcional à nossa desordem interior, na avaliação da psicologia.
Caroline Ribeiro
Ela ponta que, muitas vezes, a bagunça acaba sendo um reflexo de um momento mais confuso ou difícil da vida e as pessoas, por estarem cansadas, sobrecarregadas ou desanimadas, acabando tendo dificuldades em manter ou sequer começar a organização. “Quando a desorganização começa a gerar sofrimento, como ansiedade, vergonha, conflitos frequentes ou dificuldade de manter a rotina, é um sinal de atenção.”
A profissional também alerta para as situações em que a pessoa quer realizar uma mudança em sua vida, mas sente que não consegue sozinha. “Nesses casos, buscar ajuda pode trazer mais clareza e leveza para lidar com a situação”.
Outro aspecto que pode estar afetando a manutenção da ordem é a ausência de um método e o excesso de expectativa. Para a personal organizer Caroline Ribeiro, as pessoas costumam começar no auge da empolgação, tentando abraçar o cômodo inteiro de uma vez e, quando percebem que o processo exige tempo, a euforia vira frustração e o ambiente acaba ficando pior do que estava, reforçando a ideia de que “organizar é difícil”.
“A verdadeira bagunça não é apenas a sujeira visual, mas a falta de um ‘endereço’ para os objetos. Quando os itens não possuem um lugar definido para voltar, eles flutuam pela casa, gerando um ciclo interminável de desorganização e perda de tempo”, destaca.
O caminho para a ordem passa pelo microgerenciamento
Antes e depois dos armários
Em vez de olhar para ambientes inteiros como um desafio de organização que precisa ser superado em um único dia, Caroline aponta que o segredo é fatiar o problema e começar pelo micro. “Uma regra de ouro é nunca esvaziar tudo se você não tiver tempo para terminar. Faça por partes para manter o controle do ambiente”, aconselha.
Ela também afirma que tudo se resume à manutenção consciente. Em 1º lugar é preciso criar “endereços” para os objetos; e depois, aderir a regra antiga (mas eficiente!) de “usou, guardou”. “Se um item tem destino certo, devolvê-lo leva apenas alguns segundos, impedindo que o caos se acumule novamente”, orienta a profissional.
Ao apontar erros comuns, a personal organizer aconselha também a compra de organizadores antes de fazer o descarte e a triagem, uma vez que o organizador deve se adaptar ao que ficou, e não o contrário. “Outro erro é o ‘depósito do amanhã’: deixar itens sem destino em superfícies planas (mesas e aparadores), esperando que eles se resolvam sozinhos”.
Caroline explica que, caso seja necessário chamar um profissional, o serviço envolverá análise de rotina e necessidades de cada morador, de forma que seja possível criar um sistema que funcione sozinho, respeitando as diferenças entre os membros da família e garantindo que a casa trabalhe para as pessoas.
“Organização não é sobre estética ou ter uma casa ‘de revista‘; é sobre gestão de tempo e saúde mental. Um ambiente organizado reduz o estresse e devolve para as pessoas o bem mais precioso que elas têm: o tempo para focar no que realmente importa.”
Casa bagunçada ‘crônica’ tem solução e passa por microgerenciar a desordem
Viver em um lar sempre bagunçado pode gerar uma sensação de desconforto, cansaço visual e até sobrecarga aos moradores
Longe de se limitar a objetos fora do lugar, a bagunça pode ser entendida como tudo que está fora de determinada ordem, sejam espaços físicos, rotinas, ou mesmo a ausência de um sistema de organização. Ao mesmo tempo, é preciso entender que nem toda bagunça é um problema.
Para a psicóloga Laís Vicentim Giron, cada pessoa tem um jeito próprio de organizar a vida, fazendo com que o mais importante seja perceber se o ambiente no qual ela está inserida (casa, trabalho, espaços de lazer…) está ajudando ou atrapalhando o bem-estar.
“Mais que buscar perfeição, vale buscar um equilíbrio que funcione na prática e respeite a realidade de cada família”, alerta a profissional.
A desordem pode afetar as relações
Laís explica que uma casa muito desorganizada começa a gerar desconforto, cansaço visual e até uma sensação de sobrecarga aos moradores, deixando de ser um espaço de descanso para se tornar um incômodo.
Dentro do dia a dia familiar, entende-se que o ambiente influencia muito no clima da casa e que um espaço desorganizado pode gerar irritação, discussões e até afastamento entre as pessoas. Assim, “pequenas situações acabam virando motivo de conflito, e a casa deixa de ser percebida como um lugar acolhedor. Isso vai desgastando as relações aos poucos”.
É nesse momento, segundo Laís, que surgem as cobranças, as frustrações e a sensação de injustiça, uma vez que quem se sente mais organizado pode acabar assumindo mais responsabilidades ou se irritando com frequência.
A relação entre o bem-estar e a casa bagunçada
Mesmo que pareçam duas áreas não relacionadas, a desordem dos ambientes ou dos objetos tende a ser diretamente proporcional à nossa desordem interior, na avaliação da psicologia.
Ela ponta que, muitas vezes, a bagunça acaba sendo um reflexo de um momento mais confuso ou difícil da vida e as pessoas, por estarem cansadas, sobrecarregadas ou desanimadas, acabando tendo dificuldades em manter ou sequer começar a organização. “Quando a desorganização começa a gerar sofrimento, como ansiedade, vergonha, conflitos frequentes ou dificuldade de manter a rotina, é um sinal de atenção.”
A profissional também alerta para as situações em que a pessoa quer realizar uma mudança em sua vida, mas sente que não consegue sozinha. “Nesses casos, buscar ajuda pode trazer mais clareza e leveza para lidar com a situação”.
Outro aspecto que pode estar afetando a manutenção da ordem é a ausência de um método e o excesso de expectativa. Para a personal organizer Caroline Ribeiro, as pessoas costumam começar no auge da empolgação, tentando abraçar o cômodo inteiro de uma vez e, quando percebem que o processo exige tempo, a euforia vira frustração e o ambiente acaba ficando pior do que estava, reforçando a ideia de que “organizar é difícil”.
“A verdadeira bagunça não é apenas a sujeira visual, mas a falta de um ‘endereço’ para os objetos. Quando os itens não possuem um lugar definido para voltar, eles flutuam pela casa, gerando um ciclo interminável de desorganização e perda de tempo”, destaca.
O caminho para a ordem passa pelo microgerenciamento
Em vez de olhar para ambientes inteiros como um desafio de organização que precisa ser superado em um único dia, Caroline aponta que o segredo é fatiar o problema e começar pelo micro. “Uma regra de ouro é nunca esvaziar tudo se você não tiver tempo para terminar. Faça por partes para manter o controle do ambiente”, aconselha.
Ela também afirma que tudo se resume à manutenção consciente. Em 1º lugar é preciso criar “endereços” para os objetos; e depois, aderir a regra antiga (mas eficiente!) de “usou, guardou”. “Se um item tem destino certo, devolvê-lo leva apenas alguns segundos, impedindo que o caos se acumule novamente”, orienta a profissional.
Ao apontar erros comuns, a personal organizer aconselha também a compra de organizadores antes de fazer o descarte e a triagem, uma vez que o organizador deve se adaptar ao que ficou, e não o contrário. “Outro erro é o ‘depósito do amanhã’: deixar itens sem destino em superfícies planas (mesas e aparadores), esperando que eles se resolvam sozinhos”.
Caroline explica que, caso seja necessário chamar um profissional, o serviço envolverá análise de rotina e necessidades de cada morador, de forma que seja possível criar um sistema que funcione sozinho, respeitando as diferenças entre os membros da família e garantindo que a casa trabalhe para as pessoas.
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