Três hospitais da cidade somam mais de 2.800 procedimentos já realizado, e cirurgião e pacientes comentam sobre técnica minimamente invasiva
A cirurgia robótica vive um dos períodos de maior expansão no país – e Ribeirão Preto acompanha essa tendência. A tecnologia, antes restrita a poucos centros, tornou-se mais acessível e vem transformando a assistência em especialidades como urologia, ginecologia, cirurgia geral e tórax.
No Brasil, o avanço tem ritmo acelerado. Entre 2018 e 2022, foram realizadas 88 mil cirurgias robóticas, número 417% superior ao registrado entre 2009 e 2018 (17 mil procedimentos), segundo dados divulgados pela Associação Médica Brasileira (AMB). A expansão está ligada ao aumento da concorrência entre fornecedores: o país passou de 51 para 111 robôs cirúrgicos, reduzindo em 30% a 50% o custo dos procedimentos e ampliando a presença em diferentes regiões.
A 1ª cirurgia robótica no país foi realizada há 16 anos, e desde 2022 o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamenta a prática, estabelecendo critérios para capacitação profissional e exigência de centros habilitados para alta complexidade.
Em Ribeirão Preto, desde 2019, três hospitais – um público e dois privados – somam mais de 2.800 cirurgias realizadas até novembro de 2025, principalmente em áreas como urologia, ginecologia, proctologia e cirurgia torácica. O município concentra pelo menos 30 cirurgiões habilitados para a realização de procedimentos robóticos.
Especialista aponta benefícios da cirurgia robótica
Para o urologista e uro-oncologista Dr. Luís César Zaccaro, delegado da Sociedade Brasileira de Urologia – Seccional São Paulo, a cirurgia robótica traz mais precisão, menos sangramento, menos dor pós-operatória e uma recuperação significativamente mais rápida.
Dr. Luís César Zaccaro | Crédito: Fabio Di Felippo/Divulgação
“Ao preservar melhor nervos e estruturas vitais, ela impacta diretamente a reabilitação sexual e a recuperação da continência urinária, que são dois fatores muito importantes no tratamento do câncer de próstata”, destaca.
Segundo ele, ao combinar visão tridimensional ampliada, instrumentos articulados e movimentos milimétricos, o objetivo é “entregar ao paciente a mesma segurança oncológica da cirurgia tradicional, mas com menor trauma cirúrgico e mais qualidade no pós-operatório”.
Relato dos pacientes
Para muitos homens que enfrentam o diagnóstico de câncer de próstata, por exemplo, a possibilidade de uma cirurgia menos invasiva e com recuperação mais rápida tem sido determinante na escolha do método.
“Percebi que a robótica oferecia uma recuperação muito mais tranquila, com menor risco de incontinência e impotência. Isso me deixou seguro para seguir com o procedimento. E o pós-operatório foi muito mais leve que outras cirurgias convencionais que eu já tinha feito. Com 14 dias eu já estava trabalhando”, relata o gestor administrativo Ronilso Augusto da Silva, de 52 anos.
Já o analista de sistemas Humberto Rosado Ribeiro, 62 anos, ressalta o caráter minimamente invasivo da técnica. “Quando entendi as diferenças, vi que a cirurgia robótica trazia um processo muito menos agressivo. Fiz a cirurgia em um sábado e tive alta no dia seguinte, o que me surpreendeu pela rapidez”.
Ele acrescenta que, passando por um período de fisioterapia pélvica, o resultado funcional teve progresso constante. “Conheci pacientes que fizeram cirurgia convencional e ainda lidavam com incontinência depois de mais de 1 ano. No meu caso, a evolução foi muito mais rápida”, completa.
Cirurgia robótica cresce em Ribeirão com mais precisão e recuperação rápida
Três hospitais da cidade somam mais de 2.800 procedimentos já realizado, e cirurgião e pacientes comentam sobre técnica minimamente invasiva
A cirurgia robótica vive um dos períodos de maior expansão no país – e Ribeirão Preto acompanha essa tendência. A tecnologia, antes restrita a poucos centros, tornou-se mais acessível e vem transformando a assistência em especialidades como urologia, ginecologia, cirurgia geral e tórax.
No Brasil, o avanço tem ritmo acelerado. Entre 2018 e 2022, foram realizadas 88 mil cirurgias robóticas, número 417% superior ao registrado entre 2009 e 2018 (17 mil procedimentos), segundo dados divulgados pela Associação Médica Brasileira (AMB). A expansão está ligada ao aumento da concorrência entre fornecedores: o país passou de 51 para 111 robôs cirúrgicos, reduzindo em 30% a 50% o custo dos procedimentos e ampliando a presença em diferentes regiões.
A 1ª cirurgia robótica no país foi realizada há 16 anos, e desde 2022 o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamenta a prática, estabelecendo critérios para capacitação profissional e exigência de centros habilitados para alta complexidade.
Em Ribeirão Preto, desde 2019, três hospitais – um público e dois privados – somam mais de 2.800 cirurgias realizadas até novembro de 2025, principalmente em áreas como urologia, ginecologia, proctologia e cirurgia torácica. O município concentra pelo menos 30 cirurgiões habilitados para a realização de procedimentos robóticos.
Especialista aponta benefícios da cirurgia robótica
Para o urologista e uro-oncologista Dr. Luís César Zaccaro, delegado da Sociedade Brasileira de Urologia – Seccional São Paulo, a cirurgia robótica traz mais precisão, menos sangramento, menos dor pós-operatória e uma recuperação significativamente mais rápida.
“Ao preservar melhor nervos e estruturas vitais, ela impacta diretamente a reabilitação sexual e a recuperação da continência urinária, que são dois fatores muito importantes no tratamento do câncer de próstata”, destaca.
Segundo ele, ao combinar visão tridimensional ampliada, instrumentos articulados e movimentos milimétricos, o objetivo é “entregar ao paciente a mesma segurança oncológica da cirurgia tradicional, mas com menor trauma cirúrgico e mais qualidade no pós-operatório”.
Relato dos pacientes
Para muitos homens que enfrentam o diagnóstico de câncer de próstata, por exemplo, a possibilidade de uma cirurgia menos invasiva e com recuperação mais rápida tem sido determinante na escolha do método.
“Percebi que a robótica oferecia uma recuperação muito mais tranquila, com menor risco de incontinência e impotência. Isso me deixou seguro para seguir com o procedimento. E o pós-operatório foi muito mais leve que outras cirurgias convencionais que eu já tinha feito. Com 14 dias eu já estava trabalhando”, relata o gestor administrativo Ronilso Augusto da Silva, de 52 anos.
Já o analista de sistemas Humberto Rosado Ribeiro, 62 anos, ressalta o caráter minimamente invasivo da técnica. “Quando entendi as diferenças, vi que a cirurgia robótica trazia um processo muito menos agressivo. Fiz a cirurgia em um sábado e tive alta no dia seguinte, o que me surpreendeu pela rapidez”.
Ele acrescenta que, passando por um período de fisioterapia pélvica, o resultado funcional teve progresso constante. “Conheci pacientes que fizeram cirurgia convencional e ainda lidavam com incontinência depois de mais de 1 ano. No meu caso, a evolução foi muito mais rápida”, completa.
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