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Vista aérea de prédios altos em contexto de cidade grande, com apartamentos vendidos na planta em etapa de entrega.
Mercado Imobiliário

Comprar apartamento na planta é vantagem?

By Redação Zumm on 29 de junho de 2022

Dúvidas e incertezas são comuns durante a escolha, mas comprar um apartamento na planta reserva uma série de benefícios para os clientes

Existem muitas vantagens em comprar um apartamento na planta, seja para morar ou investir. Para ter mais segurança no momento da escolha, no entanto, é fundamental pesquisar bastante antes de decidir qual é o melhor investimento para você. 

O primeiro ponto é a escolha de uma construtora com tradição e confiança. A dica aqui é pesquisar bastante a empresa, conhecer sua história e os projetos já realizados desde sua fundação.

Neste artigo, você vai entender como funciona a compra de imóvel na planta, quais são as vantagens e desvantagens, quando vale a pena e quais cuidados tomar antes de assinar o contrato. 

Como funciona a compra de um apartamento na planta? 

Comprar apartamento na planta significa adquirir um imóvel antes ou durante o processo de construção com base em projeto, plantas, maquetes, stand decorado e memorial descritivo (documento que detalha como será entregue, incluindo materiais, acabamentos, áreas, equipamentos e características técnicas). 

Quem compra nessa fase ajuda a financiar o ciclo de construção e, em troca, garante um preço inicial mais competitivo, condições facilitadas de pagamento e maior poder de escolha da unidade (além de, em alguns casos, poder personalizar acabamentos).  

Por outro lado, a modalidade exige atenção a pontos como prazo de entrega, correção pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), qualidade da obra e segurança jurídica do contrato. 

Leia também: População 50+ redefine prioridades na hora de escolher um lar

Casal analisando planta e fotos de empreendimento que está sendo construído, avaliando o potencial de valorização do imóvel.

Etapas da compra 

O processo de aquisição costuma ser dividido em quatro momentos principais: 

  • Pré-lançamento: fase inicial de apresentação do projeto ao mercado. Pode oferecer as melhores condições comerciais, mas exige atenção redobrada à idoneidade da construtora, à documentação e à localização. 
  • Lançamento: abertura oficial das vendas. É o momento ideal para escolher a unidade, o andar, a posição solar e o fluxo de pagamento.  
  • Período de obras (pré-chaves): etapa em que o comprador paga as parcelas e reforços diretamente à construtora. Essa fase dura em média 3 anos (variando conforme o porte da obra), período no qual o saldo devedor é corrigido mensalmente pelo INCC. 
  • Entrega das chaves: momento em que o imóvel fica pronto. O comprador realiza a vistoria final para conferir a conformidade com o memorial descritivo e quita o saldo restante, seja por financiamento bancário, uso do FGTS ou recursos próprios. 

Formas de pagamento

As condições comerciais variam conforme a construtora, mas as modalidades mais comuns para imóveis na planta incluem: 

  • Entrada parcelada + financiamento no habite-se: é o modelo mais frequente. O comprador dilui cerca de 30% do valor total durante a obra (com entrada, parcelas mensais e balões/intermediárias) e financia ou quita os 70% restantes na entrega das chaves. 
  • Pagamento com recursos próprios: ideal para quem quer evitar juros bancários. Permite negociar um fluxo direto e mais agressivo com a construtora, quitando o saldo total até o fim da obra. 
  • Uso do FGTS: o saldo do Fundo de Garantia pode ser aplicado como parte da entrada ou na amortização do financiamento. A Caixa Econômica Federal oferece linhas específicas para a planta, com prazos de construção de até 36 meses. 
  • Programa Minha Casa, Minha Vida: destinado aos compradores que se enquadram nas faixas de renda do programa federal, atendendo desde faixas de menor renda até a classe média em modalidades específicas para imóveis na planta. 

Para quem busca opções de alto padrão em regiões valorizadas, como a Zona Sul de Ribeirão Preto, o planejamento financeiro deve prever a capacidade de pagamento em três momentos: entrada, período de obra (com os reajustes do INCC) e a quitação final. 

Comprar apartamento na planta vale a pena? 

A decisão depende de três fatores: perfil financeiro, objetivo e prazo. 

  • Vale a pena se: você tem estabilidade financeira, pode aguardar a obra (cerca de 3 anos) e busca valorização patrimonial ou condições facilitadas de pagamento. 
  • Não vale a pena se: você precisa de mudança imediata, já arca com um aluguel pesado ou não tem margem no orçamento para absorver correções de parcelas durante a construção. 

Para quem busca moradia, a escolha deve focar em localização, conforto e adequação à rotina. Para investimento, os pilares são o potencial de valorização, a demanda por locação na região e a solidez da construtora. 

Imagem em zoom de uma planta de apartamento mostrando medidas, móveis e estrutura.

Compra na planta como investimento 

Comprar no pré-lançamento ou lançamento permite adquirir o imóvel no seu menor preço e absorver a valorização até a entrega. Estimativas de mercado indicam ganhos entre 15% e 50% no período, dependendo do momento econômico, padrão do projeto e desenvolvimento do bairro. 

Fatores que impulsionam a valorização 

  • Avanço físico da obra: à medida que o empreendimento sai do papel, o risco percebido diminui e o valor de mercado aumenta. 
  • Desenvolvimento do entorno: a chegada de comércios, vias de acesso e serviços valoriza a região.  

Em Ribeirão Preto, bairros com alta infraestrutura e acesso facilitado são determinantes para o retorno. Projetos em regiões consolidadas ou em forte expansão como o Magnólia, no Jardim Botânico, e o Plaza La Coruña, no ponto alto do Jardim Olhos D’Água ilustram como a localização estratégica impulsiona esse potencial de valorização ao longo da obra. 

Prédio Plaza La Coruña, localizado no bairro Olhos D’Água em Ribeirão Preto.

Imóvel na planta vs. outras aplicações 

Análises de mercado (como o Ranking MySide 2025) apontam que o retorno imobiliário em cidades promissoras superou investimentos tradicionais como poupança, renda fixa e Ibovespa, registrando médias entre 17,4% e 22,1% ao ano. 

Modalidade Vantagem principal Atenção especial 
Imóvel na planta Alto potencial de ganho patrimonial e posse física Menor liquidez e exige prazo de espera 
Renda fixa / poupança Liquidez imediata e baixo risco Retorno limitado (poupança em ~6,2% a.a.) 
Fundos Imobiliários (FIIs) Facilidade de negociação e menor aporte inicial Oscilação de mercado e ausência de bem físico próprio 

Leia também: Ribeirão Preto ganha novo bairro planejado próximo a Bonfim Paulista 

Vantagens de comprar na planta 

  1. Preço e fluxo flexível: o imóvel na planta pode custar até 25% menos que um pronto equivalente. Além disso, a entrada é diluída durante a obra (geralmente 30% do total) com fluxos personalizados, facilitando o planejamento antes do financiamento final. 
  2. Prioridade na escolha da unidade: comprar no início garante acesso às melhores posições solares, andares e opções de planta (como escolher entre 2 ou 3 suítes, como ocorre em lançamentos de alto padrão). 
  3. Personalização e menor manutenção: é possível escolher revestimentos e acabamentos direto com a construtora, evitando reformas pós-entrega. Por ser novo, o imóvel conta com infraestrutura moderna (automação, lazer completo, eficiência energética) e garantias estruturais. 

Leia também: Interesse por imóveis de alto padrão atinge 56% no interior de SP 

Riscos e desvantagens: o que avaliar 

  1. Prazo e tolerância: a obra leva em média 36 meses. A legislação brasileira permite até 180 dias de tolerância para atrasos sem penalidade automática à construtora. 
  2. Correção pelo INCC: o saldo devedor é reajustado mensalmente pelos custos da construção civil. É fundamental simular o impacto do INCC no custo final, e não olhar apenas a parcela inicial. 
  3. Visualização por maquete: a compra é feita por plantas, decorados e memoriais. Dica: o material publicitário é ilustrativo; o que tem validade jurídica é o Memorial Descritivo. 

Cuidados antes de assinar o contrato 

Pesquisa da construtora e incorporadora 

Confira o histórico de entregas, certidões públicas, índices no Reclame Aqui e se o projeto possui Patrimônio de Afetação, regime que separa os recursos da obra do caixa geral da empresa, protegendo os compradores. Também verifique o Registro de Incorporação (RI) no Cartório de Imóveis (exigência legal para a venda das unidades). 

Análise de documentos 

  • Memorial descritivo: detalha materiais, louças, metais e equipamentos das áreas comuns. 
  • Contrato: observe multas, regras de financiamento, índices de reajuste e prazos de garantia. A revisão por um advogado imobiliário é altamente recomendada. 
  • Documentação pessoal: separe RG, CPF, comprovantes de renda, IR e FGTS (se for utilizar). Lembre-se de que a prestação do financiamento não deve comprometer mais de 30% da renda familiar. 

Como funciona o Distrato (Desistência da compra) 

Regulamentado pela Lei nº 13.786/2018, o encerramento do contrato segue regras claras: 

  • Por iniciativa do comprador (mudar de idéia ou reprovação de crédito): a construtora pode reter até 25% dos valores pagos (ou até 50% se a obra tiver Patrimônio de Afetação), além da taxa de corretagem. (Dica: Se o imóvel valorizou, tentar a cessão de direitos/revenda do contrato antes de desistir costuma evitar prejuízos). 
  • Por culpa da construtora (atraso superior a 180 dias ou descumprimento): o comprador tem direito à devolução de 100% dos valores pagos, corrigidos e com multas cabíveis (Súmula 543 do STJ). Caso prefira aguardar mesmo com o atraso, tem direito a indenização de 1% ao mês sobre o valor pago. 

Leia também: Procon Ribeirão Preto alerta para direitos pouco conhecidos pelos consumidores 

Jardim Olhos D’ÁguaRibeirão PretoStéfani Nogueira
Posted in Mercado Imobiliário.
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