• Grupo Zumm
    • Zumm Xper
    • Zumm Films
    • Revista Life Zumm
  • Editorias
    • Agronegócio
    • Arq&Decor
    • Autos
    • Beleza & Bem-estar
    • Cidade
    • Cultura
    • Curiosidades
    • Direito
    • Educação
    • Esportes
    • Eventos
    • Gourmet
    • Mercado Imobiliário
    • Moda
    • Negócios
    • Pet
    • Qualidade de Vida
    • Saúde
    • Solidariedade
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
    • Viagens
    • Vida Social
  • Contato
    • Fale conosco
Portal Zumm
Daltonismo em crianças pode causar problemas para a aprendizagem | Crédito: Freepik
Saúde

Daltonismo na infância pode passar despercebido e impactar a aprendizagem

By Redação Zumm on 12 de abril de 2026

Dificuldade na distinção entre cores e tonalidades interfere na interpretação de mapas, gráficos e atividades em sala de aula, alerta especialista

Em sala de aula, no trânsito ou até na escolha de uma roupa, as cores cumprem um papel fundamental no dia a dia. Mas, para quem tem daltonismo, essa percepção pode ser diferente – e, muitas vezes, desafiadora. A condição, também chamada de discromatopsia, altera a forma como o cérebro interpreta determinadas tonalidades e pode interferir, inclusive, no desempenho escolar quando não é identificada precocemente.

“O daltonismo é uma alteração na percepção das cores causada por um funcionamento inadequado dos cones da retina, que são as células responsáveis por captar as diferentes faixas de luz. Quando esses cones não respondem corretamente, o cérebro recebe a informação de forma limitada e a distinção entre algumas cores fica prejudicada”, explica o oftalmologista Galton Carvalho Vasconcelos.

Criança brincando com pop it colorido | Crédito: Freepik

Herança genética

Na prática, isso significa que o mundo pode ser visto com nuances diferentes daquelas percebidas pela maioria das pessoas. “Muitos pacientes confundem vermelho com verde ou enxergam essas cores de forma mais apagada, próximas do marrom ou do cinza. Há também casos mais raros em que a dificuldade envolve azul e amarelo. E existe a forma mais extrema, chamada acromatopsia, em que a pessoa enxerga apenas em tons de cinza”, detalha.

Segundo o especialista, a forma mais comum é a dificuldade na distinção entre vermelho e verde, condição que atinge principalmente os homens. “Na grande maioria dos casos, o daltonismo é hereditário e ligado ao cromossomo X, por isso é mais frequente no sexo masculino. Muitas vezes, o paciente só descobre na infância, quando começam as atividades escolares que exigem diferenciação de cores”, afirma.

Dificuldades diárias

E é justamente nesse contexto que a condição pode impactar o aprendizado. “Grande parte dos materiais didáticos utiliza cores para organizar informações: mapas, gráficos, tabelas, legendas. Quando a criança não consegue distinguir essas tonalidades, pode ter dificuldade de interpretação e até ser vista como desatenta ou com baixo rendimento, quando, na verdade, há uma limitação visual não diagnosticada”, alerta o médico.

O daltonismo também pode trazer desafios cotidianos. Reconhecer sinais luminosos, interpretar avisos coloridos ou realizar tarefas que dependem de códigos cromáticos pode exigir estratégias adicionais. “Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante. Ele permite orientar a família e a escola, adaptar materiais e evitar prejuízos acadêmicos e emocionais”, reforça.

Daltonismo não é impedimento

Embora não tenha cura, existem recursos que ajudam a melhorar a percepção das cores ou, ao menos, a diferenciá-las com mais precisão.

“Hoje contamos com aplicativos que identificam cores, ajustes digitais de contraste e adaptações visuais que reduzem o impacto da condição. Além disso, há óculos específicos com lentes filtrantes que diminuem a sobreposição entre determinadas faixas de luz, especialmente entre verde e vermelho, aumentando o contraste”, explica.

O oftalmologista destaca, no entanto, que os resultados variam. “Esses óculos não devolvem uma visão ‘normal’ das cores, mas podem proporcionar uma experiência visual ampliada e mais confortável para alguns pacientes. Nem todos se adaptam da mesma forma, por isso a avaliação individualizada é fundamental”.

“Com diagnóstico adequado, acompanhamento oftalmológico e estratégias personalizadas, é possível minimizar limitações e garantir que a pessoa com daltonismo tenha pleno desenvolvimento escolar e qualidade de vida. O mais importante é não ignorar os sinais e buscar orientação especializada”, finaliza Galton Carvalho Vasconcelos.

Posted in Destaques Capa, Saúde.
Share
NextO Épicco lança seu 1º disco ‘Algo Mais’ em todas as plataformas digitais

Leia também

  • Ribeirão Preto terá prioridade em programa de eliminação de doenças

    Com o Brasil Saudável, o país se torna o primeiro do mundo …

  • Como evitar desconfortos alimentares | Foto Pexels

    Como evitar desconfortos alimentares nas confraternizações?

    Especialista orienta sobre práticas seguras de manipulação e armazenamento de alimentos nas …

  • Fernanda Palma, especialista em ortopedia | Foto: Arquivo pessoal

    Tempo e distância são fatores de risco em lesões comuns na corrida

    Especialista em dor crônica aponta que várias características do treino devem ser …

  • Vacina da rinite é o único tratamento que cura o problema, destaca especialista

    Saiba quem pode tomar o medicamento e quais as principais recomendações dadas …

© 2026 Grupo Zumm
  • Grupo Zumm
    • Zumm Xper
    • Zumm Films
    • Revista Life Zumm
  • Editorias
    • Agronegócio
    • Arq&Decor
    • Autos
    • Beleza & Bem-estar
    • Cidade
    • Cultura
    • Curiosidades
    • Direito
    • Educação
    • Esportes
    • Eventos
    • Gourmet
    • Mercado Imobiliário
    • Moda
    • Negócios
    • Pet
    • Qualidade de Vida
    • Saúde
    • Solidariedade
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
    • Viagens
    • Vida Social
  • Contato
    • Fale conosco