Mará e da Veridiana, da Estação Primavera, colocam em prática a coragem de reinventar com sensibilidade
Por Miguel El Debs*
Toda coluna que escrevo é um encontro. Com histórias, escolhas difíceis e aprendizados que não cabem em frases prontas. Chegar à 20ª edição desta coluna no Portal Zumm reforça algo que aprendi acompanhando tantos empreendedores de perto: crescer não é acelerar, é sustentar.
Mará e Veridiana, da Estação Primavera | Foto: Reprodução do Instagram
A história da Mará e da Veridiana, à frente da Estação Primavera, traduz bem esse movimento. Uma trajetória que não se construiu na pressa, mas na sensibilidade, na adaptação constante e na maturidade de quem entende que empreender é constantemente recalcular a rota sem abrir mão da própria essência.
Quando crescer exige reorganização
Ao longo de 15 anos atuando com decoração e cenografia no mercado de eventos, a Estação Primavera se consolidou como uma empresa que cria experiências e conta histórias por meio da estética e dos detalhes.
Entretanto, o crescimento trouxe um desafio silencioso e decisivo: formar equipes alinhadas ao olhar e ao padrão de entrega do negócio.
Mará compartilha que encontrar mão de obra capacitada e construir times que garantam consistência na entrega foi um dos maiores obstáculos da jornada. “Crescer exige mais do que execução. Exige ensinar, alinhar expectativas, rever processos e manter a qualidade mesmo quando o volume aumenta”, ensina.
Decoração da Estação Primavera | Fotos: Reprodução do Instagram
Além disso, o mercado impõe movimento constante. Estratégias precisam ser revistas, decisões recalculadas e ajustes feitos em tempo real. Empreender, aqui, deixa de ser sobre controle absoluto e passa a ser sobre leitura de cenário e adaptação consciente.
Reinventar para continuar existindo
A pandemia representou a maior ruptura dessa trajetória. Com praticamente todos os eventos remarcados por cerca de um ano, a incerteza tomou espaço. Diante desse cenário, a escolha foi clara: era preciso se reinventar para continuar existindo.
Foi assim que nasceu a Estação Primavera Boutique. Um novo formato, mais íntimo e possível naquele momento. Flores acompanhadas de cartões, mensagens e pequenas presenças que carregavam afeto em um período de distanciamento e fragilidade coletiva.
Com poucos recursos, mas muita criatividade e sensibilidade, Mará e Veridiana transformaram o olhar sobre grandes eventos em experiências menores, porém carregadas de emoção. A reinvenção não foi apenas estratégica; foi humana.
Ajustar não é errar, é amadurecer
Ao falar sobre erros, Veridiana é direta. “Não houve um episódio marcante, mas uma soma de experiências do dia a dia. Ajustes constantes, decisões revistas, processos aprimorados e posturas que amadurecem com o tempo”.
Empreender, para elas, sempre foi sobre analisar com responsabilidade, investir mais em planejamento, organização interna e escuta ativa de colaboradores, parceiros e clientes. A resiliência nasceu da prática diária de não desistir diante das dificuldades, mas de superá-las com consciência.
Decoração da Estação Primavera | Fotos: Reprodução do Instagram
Outro ponto que chama atenção na trajetória da Estação Primavera é o cuidado em equilibrar inovação e sustentabilidade. Atuando diretamente com o universo das flores, a empresa passou a priorizar plantas cultivadas e com maior durabilidade, reduzindo descartes após os eventos.
Em suma, a adaptação não foi para fazer mais. Significou fazer melhor, com responsabilidade, equilíbrio e consciência do impacto gerado.
O mito da boa ideia
Como muitos empreendedores, Mará acreditava que bastava ter uma boa ideia, trabalhar com dedicação e entregar excelência. A realidade mostrou que o empreendedorismo é atravessado por interferências externas, pressões de mercado e decisões estratégicas que exigem posicionamento.
Aprender a entender o mercado, se adaptar e tomar decisões estratégicas tornou-se tão importante quanto fazer bem feito. Um aprendizado que só o tempo e a prática ensinam.
A história da Mará da Veridiana reforça algo que venho observando ao longo dessas 20 edições: empreender não é evitar mudanças, é confiar no processo. Mudanças amadurecem, fortalecem e refinam o olhar. Recalcular a rota não é sinal de fraqueza, é sinal de inteligência estratégica.
Miguel El Debs | Crédito: Érico Andrade
Negócios consistentes são aqueles que, apesar das crises enfrentadas, atravessam cada fase sem perder sua identidade. Quando propósito, sensibilidade e coragem caminham juntos, até os períodos mais difíceis se transformam em base para o futuro.
Se você conhece alguém cuja história empreendedora merece ser contada, escreva para 📩 contato@grupozumm.com.br
* Miguel El Debs, empresário, Head do DBShub e LIDE Empreendedor, sócio do Grupo ZK, conselheiro estratégico com foco em branding e marketing
Empreender é recalcular a rota sem perder a essência
Mará e da Veridiana, da Estação Primavera, colocam em prática a coragem de reinventar com sensibilidade
Por Miguel El Debs*
Toda coluna que escrevo é um encontro. Com histórias, escolhas difíceis e aprendizados que não cabem em frases prontas. Chegar à 20ª edição desta coluna no Portal Zumm reforça algo que aprendi acompanhando tantos empreendedores de perto: crescer não é acelerar, é sustentar.
A história da Mará e da Veridiana, à frente da Estação Primavera, traduz bem esse movimento. Uma trajetória que não se construiu na pressa, mas na sensibilidade, na adaptação constante e na maturidade de quem entende que empreender é constantemente recalcular a rota sem abrir mão da própria essência.
Quando crescer exige reorganização
Ao longo de 15 anos atuando com decoração e cenografia no mercado de eventos, a Estação Primavera se consolidou como uma empresa que cria experiências e conta histórias por meio da estética e dos detalhes.
Entretanto, o crescimento trouxe um desafio silencioso e decisivo: formar equipes alinhadas ao olhar e ao padrão de entrega do negócio.
Mará compartilha que encontrar mão de obra capacitada e construir times que garantam consistência na entrega foi um dos maiores obstáculos da jornada. “Crescer exige mais do que execução. Exige ensinar, alinhar expectativas, rever processos e manter a qualidade mesmo quando o volume aumenta”, ensina.
Além disso, o mercado impõe movimento constante. Estratégias precisam ser revistas, decisões recalculadas e ajustes feitos em tempo real. Empreender, aqui, deixa de ser sobre controle absoluto e passa a ser sobre leitura de cenário e adaptação consciente.
Reinventar para continuar existindo
A pandemia representou a maior ruptura dessa trajetória. Com praticamente todos os eventos remarcados por cerca de um ano, a incerteza tomou espaço. Diante desse cenário, a escolha foi clara: era preciso se reinventar para continuar existindo.
Foi assim que nasceu a Estação Primavera Boutique. Um novo formato, mais íntimo e possível naquele momento. Flores acompanhadas de cartões, mensagens e pequenas presenças que carregavam afeto em um período de distanciamento e fragilidade coletiva.
Com poucos recursos, mas muita criatividade e sensibilidade, Mará e Veridiana transformaram o olhar sobre grandes eventos em experiências menores, porém carregadas de emoção. A reinvenção não foi apenas estratégica; foi humana.
Ajustar não é errar, é amadurecer
Ao falar sobre erros, Veridiana é direta. “Não houve um episódio marcante, mas uma soma de experiências do dia a dia. Ajustes constantes, decisões revistas, processos aprimorados e posturas que amadurecem com o tempo”.
Empreender, para elas, sempre foi sobre analisar com responsabilidade, investir mais em planejamento, organização interna e escuta ativa de colaboradores, parceiros e clientes. A resiliência nasceu da prática diária de não desistir diante das dificuldades, mas de superá-las com consciência.
Outro ponto que chama atenção na trajetória da Estação Primavera é o cuidado em equilibrar inovação e sustentabilidade. Atuando diretamente com o universo das flores, a empresa passou a priorizar plantas cultivadas e com maior durabilidade, reduzindo descartes após os eventos.
Em suma, a adaptação não foi para fazer mais. Significou fazer melhor, com responsabilidade, equilíbrio e consciência do impacto gerado.
O mito da boa ideia
Como muitos empreendedores, Mará acreditava que bastava ter uma boa ideia, trabalhar com dedicação e entregar excelência. A realidade mostrou que o empreendedorismo é atravessado por interferências externas, pressões de mercado e decisões estratégicas que exigem posicionamento.
Aprender a entender o mercado, se adaptar e tomar decisões estratégicas tornou-se tão importante quanto fazer bem feito. Um aprendizado que só o tempo e a prática ensinam.
A história da Mará da Veridiana reforça algo que venho observando ao longo dessas 20 edições: empreender não é evitar mudanças, é confiar no processo. Mudanças amadurecem, fortalecem e refinam o olhar. Recalcular a rota não é sinal de fraqueza, é sinal de inteligência estratégica.
Negócios consistentes são aqueles que, apesar das crises enfrentadas, atravessam cada fase sem perder sua identidade. Quando propósito, sensibilidade e coragem caminham juntos, até os períodos mais difíceis se transformam em base para o futuro.
Se você conhece alguém cuja história empreendedora merece ser contada, escreva para 📩 contato@grupozumm.com.br
* Miguel El Debs, empresário, Head do DBShub e LIDE Empreendedor, sócio do Grupo ZK, conselheiro estratégico com foco em branding e marketing
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