Um dos maiores especialistas do Brasil, Dr. Saulo Nader, desvenda mitos e fala sobre os atuais tratamentos para o tipo de dor de cabeça que acomete na maioria dos casos, as mulheres
Se você tem constantemente aquela dor latejante acompanhada de náuseas e sensibilidade à luz, você pode estar sofrendo de enxaqueca! O fato é que antes de tratar, é preciso entender de onde vem o problema. De acordo com Dr. Saulo Nader, médico neurologista pela USP e membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, existem dezenas de doenças que geram o sintoma dor de cabeça. Uma delas é a enxaqueca.
Nader explica que o nome correto para dor de cabeça é cefaleia e a principal causa dela é uma doença chamada cefaleia tensional e não enxaqueca como pensamos. O problema acomete 90% da população em algum momento da vida.
Como identificar o problema?
Em uma entrevista no consultório médico, onde serão avaliadas as características da dor de cabeça: quando começa, o que gera, qual intensidade, qual região mais dói, se existe sensibilidade com claridade, se tem náusea ou se piora com atividades físicas, ou se ainda tem algum fenômeno visual como manchas na visão.
“A enxaqueca é uma dor moderada ou grave em um local específico da cabeça que pulsa, lateja e gera fotofobia. Pode vir acompanhada de aura visual. Existem muitos tipos de enxaqueca, entre elas migrânea vestibular, que também gera tontura.
O neurologista explica que a doença afeta mais mulheres de que homens, devido aos ciclos hormonais. Crianças também podem ter – uma das queixas mais recebidas nos consultórios neuropediátricos.
Quais os tratamentos atuais?
De acordo com Nader, o tratamento abortivo é aquele que interrompe a dor através de medicações analgésicas e antiflamatórios. Mas o ideal é prevenir do que remediar, então a saída é optar por recursos medicamentosos que tratam a doença ou pelas injeções de anticocorpos monoclonais, que são aplicadas mensalmente, bloqueando uma proteína, a CGRP, que é relacionada às crises de enxaqueca. “Outra saída são as aplicações de botox de 3 a 6 meses, que atua relaxando a musculatura do couro cabeludo, o que colabora para a prevenção da dor.
Vale lembrar que o estilo de vida influencia muito no tratamento. O tempo de sono, alimentação e estado emocional evitam os possíveis gatilhos, finaliza o especialista.
Enxaqueca: botox e injeções de anticorpos monoclonais podem prevenir as crises
Um dos maiores especialistas do Brasil, Dr. Saulo Nader, desvenda mitos e fala sobre os atuais tratamentos para o tipo de dor de cabeça que acomete na maioria dos casos, as mulheres
Se você tem constantemente aquela dor latejante acompanhada de náuseas e sensibilidade à luz, você pode estar sofrendo de enxaqueca! O fato é que antes de tratar, é preciso entender de onde vem o problema. De acordo com Dr. Saulo Nader, médico neurologista pela USP e membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, existem dezenas de doenças que geram o sintoma dor de cabeça. Uma delas é a enxaqueca.
Nader explica que o nome correto para dor de cabeça é cefaleia e a principal causa dela é uma doença chamada cefaleia tensional e não enxaqueca como pensamos. O problema acomete 90% da população em algum momento da vida.
Como identificar o problema?
Em uma entrevista no consultório médico, onde serão avaliadas as características da dor de cabeça: quando começa, o que gera, qual intensidade, qual região mais dói, se existe sensibilidade com claridade, se tem náusea ou se piora com atividades físicas, ou se ainda tem algum fenômeno visual como manchas na visão.
“A enxaqueca é uma dor moderada ou grave em um local específico da cabeça que pulsa, lateja e gera fotofobia. Pode vir acompanhada de aura visual. Existem muitos tipos de enxaqueca, entre elas migrânea vestibular, que também gera tontura.
O neurologista explica que a doença afeta mais mulheres de que homens, devido aos ciclos hormonais. Crianças também podem ter – uma das queixas mais recebidas nos consultórios neuropediátricos.
Quais os tratamentos atuais?
De acordo com Nader, o tratamento abortivo é aquele que interrompe a dor através de medicações analgésicas e antiflamatórios. Mas o ideal é prevenir do que remediar, então a saída é optar por recursos medicamentosos que tratam a doença ou pelas injeções de anticocorpos monoclonais, que são aplicadas mensalmente, bloqueando uma proteína, a CGRP, que é relacionada às crises de enxaqueca. “Outra saída são as aplicações de botox de 3 a 6 meses, que atua relaxando a musculatura do couro cabeludo, o que colabora para a prevenção da dor.
Vale lembrar que o estilo de vida influencia muito no tratamento. O tempo de sono, alimentação e estado emocional evitam os possíveis gatilhos, finaliza o especialista.
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