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Alimentos congelados em recipientes de vidro, com frango grelhado, massa e legumes, mostrando que comida congelada pode manter nutrientes quando o preparo é adequado.
Gourmet

Confira o que é fato ou fake antes de montar marmitas congeladas

By Redação Zumm on 14 de janeiro de 2025

Em entrevista, nutricionista dá dicas para montar marmitas congeladas da maneira correta e sem perder a qualidade

A rotina acelerada, o aumento do trabalho fora de casa e a busca por uma alimentação mais organizada fizeram das marmitas congeladas uma alternativa cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros. Ainda assim, o tema segue cercado de desconfiança. Para muita gente, comida congelada é sinônimo de refeição velha, sem sabor ou pobre em nutrientes. 

Essa percepção, no entanto, nem sempre corresponde à realidade. O congelamento, quando feito de forma correta, é uma das técnicas mais eficientes de conservação de alimentos, amplamente utilizada tanto em cozinhas domésticas quanto na indústria alimentícia. O problema está menos no congelamento em si e mais na forma como os alimentos são preparados, armazenados e descongelados. 

Para esclarecer o que é fato e o que é fake, a nutricionista Marlucy Lindsey Vieira, parceira do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), explica como montar marmitas congeladas de maneira segura, nutritiva e sem prejuízos à qualidade da refeição. 

Comida congelada faz mal?  

A ciência da nutrição mostra que o congelamento não torna um alimento prejudicial à saúde. Pelo contrário, ele é um recurso que ajuda a preservar características nutricionais e microbiológicas, desde que aplicado corretamente. 

O congelamento reduz drasticamente a atividade de bactérias e de enzimas responsáveis pela deterioração dos alimentos, ou seja, a comida se mantém própria para consumo por mais tempo, sem a necessidade de conservantes artificiais. 

Segundo Marlucy Lindsey Vieira: “Se você preparou em casa a sua própria refeição e utilizou alimentos naturais e considerados saudáveis, a comida congelada não fará mal. Pelo contrário, ajudará a manter uma alimentação mais regrada e saudável”. 

A principal confusão acontece quando marmitas caseiras congeladas são colocadas no mesmo grupo das refeições congeladas industrializadas, que seguem outra lógica de produção. 

Mitos e verdades sobre alimentos congelados 

Apesar de ser uma prática comum em cozinhas do mundo todo, o congelamento de comidas ainda carrega uma série de equívocos. Muitas dessas ideias vêm de experiências mal-sucedidas, falta de informação ou da associação automática entre comida congelada e produtos ultraprocessados.  

Para separar o que é mito do que realmente tem base científica, é importante entender como o congelamento atua nos alimentos e quais fatores, de fato, influenciam a qualidade nutricional, o sabor e a segurança das marmitas. 

O congelamento destrói os nutrientes? 

Não, isso é mito, conforme explica nutricionista: “Ao serem congelados, os alimentos não perdem seu valor nutricional. O que pode mudar é o conteúdo de água, algo que se torna evidente quando descongelamos a comida”. 

O congelamento não altera calorias, proteínas, gorduras, carboidratos, fibras ou minerais dos alimentos. Esses nutrientes permanecem estáveis mesmo após longos períodos no freezer. 

O que pode acontecer é uma pequena redução de vitaminas mais sensíveis, como vitamina C e folato, especialmente quando o armazenamento ultrapassa muitos meses. Ainda assim, essa perda é considerada pequena e não compromete o valor nutricional da refeição. 

O sabor e a textura sempre mudam? 

Não necessariamente. Alterações de sabor e textura costumam ser consequência de erros no preparo ou no congelamento, e não do congelamento em si. Congelar alimentos ainda quentes, não selar carnes corretamente ou não usar técnicas adequadas para legumes são fatores que influenciam diretamente o resultado. 

E as comidas congeladas “prontas” de mercado? 

Aqui está um ponto importante. As comidas congeladas industrializadas não devem ser confundidas com marmitas congeladas caseiras. Produtos prontos de mercado costumam conter altos teores de sódio, conservantes, realçadores de sabor e gorduras. 

Marmita com alimentos congelados saudáveis, incluindo sanduíches integrais, frutas e vegetais frescos, ilustrando que comida congelada não faz mal quando bem preparada e armazenada.

Esses alimentos podem fazer parte da rotina de forma ocasional, mas não são indicados para consumo frequente, ao contrário das marmitas feitas em casa, com ingredientes naturais e controle de preparo. 

Por que o congelamento preserva? 

O congelamento preserva a comida porque interrompe processos biológicos naturais. Em baixas temperaturas, bactérias deixam de se multiplicar e enzimas responsáveis por escurecimento, perda de sabor e textura ficam inativas. 

É importante ressaltar: a higiene no preparo e o armazenamento correto continuam sendo indispensáveis para garantir segurança alimentar e evitar riscos à saúde. 

Congelamento doméstico vs. ultracongelamento industrial 

No freezer doméstico, o congelamento acontece de forma gradual, o que leva à formação de cristais de gelo maiores dentro dos alimentos. Esses cristais podem romper células, especialmente em vegetais ricos em água, alterando textura após o descongelamento. 

Já no ultracongelamento industrial, o resfriamento é quase imediato, formando cristais menores, que preservam melhor a estrutura do alimento. Ainda assim, técnicas adequadas permitem ótimos resultados também no congelamento caseiro. 

Guia prático para marmitas congeladas saudáveis 

Confira algumas dicas de como preparar e armazenar os alimentos para que eles não percam sua textura e sabor quando congelados. 

Técnica de branqueamento: o segredo dos vegetais perfeitos 

O branqueamento é uma técnica super importante para legumes e verduras que vão ao freezer. Ele ajuda a manter cor, textura e sabor, além de inativar enzimas que causariam deterioração. 

A nutricionista Marlucy Lindsey Vieira orienta: “Primeiramente, é preciso mergulhar os legumes em água fervente por cerca de dois minutos, para inativar as enzimas. Após retirá-los da água, deixe os legumes secarem sobre um pano limpo e seco. Finalmente, coloque os legumes nas marmitas e leve-as ao congelador”. 

Esse choque térmico evita que os vegetais escureçam ou fiquem moles após o descongelamento. 

O que NÃO congelar: alimentos proibidos no freezer 

Alguns alimentos não respondem bem ao congelamento, especialmente aqueles com alto teor de água ou emulsões delicadas. Entre eles: 

  • folhas cruas, como alface e rúcula;
  • pepino e tomate crus;
  • maionese e molhos emulsificados;
  • queijos frescos;
  • preparações muito líquidas/sem espessantes.

Recipientes ideais: vidro hermético vs. plástico BPA Free 

O recipiente influencia diretamente a qualidade e a segurança da marmita. Segundo a nutricionista, “a escolha do recipiente é crucial. Ele deve ser fácil de limpar e não pode reter cor, cheiro, nem liberar micropartículas que podem contaminar os alimentos. As melhores embalagens são as de vidro com tampa hermética, pois são consideradas mais simples de higienizar e mais sustentáveis. Uma segunda opção seria as embalagens de plástico, porém é essencial que sejam do tipo BPA Free, o que indica que o produto é livre de bisfenol A, um composto orgânico sintético usado na produção de plásticos e que é prejudicial à saúde”. 

Variedade de comida congelada caseira com proteínas, legumes e frutas, reforçando que comer comida congelada não significa perda significativa de nutrientes.

Regras de ouro para a segurança alimentar no congelamento 

Por que nunca recongelar um alimento descongelado? 

Quando um alimento é descongelado, bactérias voltam a se multiplicar. Recongelar interrompe esse processo, mas não elimina os micro-organismos que já se desenvolveram, aumentando o risco de intoxicação alimentar. “Uma vez descongelada, a marmita não deve ser congelada novamente”, alerta Marlucy. 

O perigo de colocar comida quente direto no freezer 

Colocar alimentos quentes no freezer gera vapor, que se condensa em gotículas de água. Essas gotículas se transformam em cristais de gelo e, ao descongelar, liberam água, deixando a marmita aguada e sem sabor. 

“É crucial que o alimento esfrie completamente antes de ser congelado. No entanto, é importante não deixar passar muito tempo após a preparação para congelar, pois a ação das bactérias começa rapidamente e o congelamento é justamente o processo usado para prolongar a vida útil do alimento”, reforça a nutricionista. 

Como descongelar corretamente para manter o sabor de “feito na hora” 

O método mais indicado é o descongelamento lento na geladeira, que preserva melhor textura e sabor. Quando isso não for possível, o micro-ondas pode ser utilizado imediatamente antes do consumo, evitando longos períodos em temperatura ambiente. 

Com planejamento, técnica e atenção aos detalhes, o congelamento e passa a ser um aliado da alimentação equilibrada, da organização da rotina e da qualidade nutricional. 

Posted in Gourmet.
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