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Neurocientista brasileiro Kauê Costa | Crédito: Divulgação
Educação

Neurocientista brasileiro é eleito um dos jovens cientistas mais promissores do mundo

By Redação Zumm on 12 de julho de 2026

Kauê Costa concluiu o mestrado na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e foi reconhecido pela revista “Scientific American” por suas pesquisas sobre os mecanismos cerebrais da aprendizagem

O neurocientista brasileiro Kauê Costa, mestre pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, foi escolhido pela revista “Scientific American” como um dos 25 jovens cientistas em ascensão de 2026. Atualmente professor associado da Universidade de Birmingham, nos Estados Unidos, Costa foi reconhecido pelas pesquisas que investigam como o cérebro transforma novas informações em aprendizado. 

Em entrevista ao Jornal da USP, o pesquisador contou que seus estudos visam compreender desde o funcionamento dos neurônios até os circuitos cerebrais responsáveis pela formação de comportamentos. “No meu laboratório estamos investigando quais tipos de aprendizado são mediados pela dopamina, e como a fisiologia dos neurônios produtores desse neurotransmissor controla esses processos”, explicou.

O caminho até a FMRP 

Kauê M. Costa, PhD | Crédito: Divulgação
Kauê Costa, PhD | Crédito: Divulgação

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Costa descobriu ainda adolescente que queria seguir a carreira científica. “Aos 13 anos, ainda no Ensino Médio, recebi um prêmio do Museu Paraense Emílio Goeldi por um trabalho de observação de aves migratórias e pensei: essa vai ser minha carreira”. 

Foi durante a graduação que teve seu 1º contato com a neurociência, desenvolvendo um projeto de iniciação científica sobre quimiorrecepção do sistema nervoso. O trabalho ganhou destaque e foi apresentado no congresso da Sociedade Brasileira de Fisiologia, em Águas de Lindoia (SP), onde teve a oportunidade de conhecer o professor Benedito Honório Machado, do Departamento de Fisiologia da FMRP.

“O trabalho me impressionou bastante, tanto pela qualidade científica quanto pela desenvoltura daquele jovem pesquisador”, recorda Machado. Segundo ele, foi naquele encontro que surgiu o convite para que Costa realizasse o mestrado na USP, onde desenvolveu pesquisas sobre a participação dos astrócitos na modulação das vias neurais do quimiorreflexo e também colaborou em outros projetos do laboratório, que resultaram em novas publicações científicas. 

Para o orientador, já era evidente que o pesquisador buscaria desafios ainda maiores. “Percebemos que o mestrado era uma formação inicial importante, mas as ambições dele exigiam um doutorado em um dos principais centros de pesquisa em neurociência do mundo. Por iniciativa própria, ele entrou em contato com esses grupos e seguiu esse caminho”.

Reconhecimento internacional 

Fundada em 1845, a “Scientific American” selecionou os pesquisadores a partir de centenas de indicações feitas por cientistas e instituições de pesquisa de diferentes países. A escola levou em conta a relevância e o impacto das contribuições científicas de cada candidato.

Aos 36 anos, Costa afirmou que a indicação representa um reconhecimento da importância da neurociência comportamental e das contribuições produzidas por seu grupo de pesquisa. “Acredito que seja um sinal de que a comunidade científica está reconhecendo a importância da neurociência comportamental e de que as contribuições dos últimos anos foram bem recebidas”, destacou.

Nos próximos anos, segundo Costa, seu grupo pretende “aprofundar os estudos sobre como o cérebro seleciona e processa informações durante a aprendizagem e como as interações entre proteínas, no nível celular, dão origem aos comportamentos mediados pela dopamina”. 

* Com informações do Jornal da USP

Posted in Destaques Capa, Educação.
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