Peço licença aos leitores para, nesta edição, não falar de inteligência artificial. A indicação deste mês é outra, e eu acredito que ela vale mais que qualquer novidade tecnológica que eu pudesse trazer aqui
Por Olsen Rodrigo*
No dia 20 de agosto, o Prime Video lançou mundialmente “Novak Djokovic: Lobo no Inverno”, dirigido por Jason Hehir, o mesmo diretor de The Last Dance, série sobre Michael Jordan. O filme reúne entrevistas com o próprio Djokovic, com a esposa Jelena, com a família e com nomes como Rafael Nadal, André Agassi, Pete Sampras e Boris Becker.
Antes que você pule para a próxima matéria: você não precisa gostar de tênis. Não precisa saber o que é um tie-break. Eu não vim falar de saque, de quadra rápida nem da rivalidade com Nadal e Federer. Isso aqui não é Palmeiras e Corinthians, e não estou tentando convencer ninguém a torcer por ninguém.
O filme trata de uma coisa só, e ela cabe em uma palavra: preço.
“Depois da Monica Seles, eu nunca vi um jogador assim”
Djokovic pegou uma raquete pela 1ª vez aos quatro anos, e existe imagem disso. É um dos privilégios do documentário: ver um menino minúsculo, em uma estação de esqui na Sérvia, batendo bola com uma técnica que qualquer um reconhece hoje.
Em 1993, aos seis anos, ele foi visto por Jelena Genčić, a treinadora que havia formado Monica Seles. Ela procurou os pais dele, que tocavam uma casa de panquecas ali em Kopaonik, e disse que desde Seles não via nada parecido, que aquele garoto seria um dos cinco melhores do mundo aos 17 anos. Os pais acharam que ela não estava bem da cabeça. Depois entraram de cabeça.
Guarde essa cena: uma pessoa olhou para uma criança e enxergou o topo do mundo. O resto da história é sobre o que custa transformar essa frase em fato.
78 noites em um porão
Em 1999, Belgrado passou a ser bombardeada. Djokovic tinha 11 anos. Na 1ª noite, o prédio da família tremeu, tudo ficou escuro, a mãe caiu e bateu a cabeça em um radiador. O prédio não tinha abrigo, então eles corriam para o edifício da tia, que tinha um porão. Foram 78 noites seguidas ali dentro.
Ele conta que, em uma dessas corridas às três da manhã, no meio do pânico coletivo, tropeçou e caiu. Viu a família correndo, gritou, ninguém ouviu. Ao olhar para o lado, viu um avião soltando uma bomba sobre um hospital ali perto.
Prédio bombardeado em Belgrado (Sérvia) | Crédito: Reprodução da internet
Um país em guerra não quer saber de tênis. Não há quadra, não há federação organizada, não há dinheiro público, não há calendário. Djokovic treinou em piscinas vazias e em quadras marcadas por bomba. Em 2016, já bilionário em títulos, voltou a um paredão de treino esburacado nas montanhas e disse que aquela era a parede favorita dele no mundo inteiro.
Enquanto isso, ele abria mão da infância. Não é força de expressão. Não teve rua, não teve time de bairro, não teve o tédio saudável que forma a maioria de nós.
A conta que a família pagou
Aqui está a parte que mais me atingiu, e é também a que mais fala com quem lê o Portal Zumm. A família Djokovic não era miserável. O pai, Srdjan, conta no documentário que eles tinham uma renda decente, mas que essa renda cobria cerca de metade das despesas da carreira do filho. O déficit foi coberto com empréstimos. E não eram empréstimos de banco. Em uma Sérvia quebrada pela guerra e pelas sanções, os únicos dispostos a emprestar eram agiotas, gente de índole duvidosa, credores que cobram de um jeito que ninguém quer descobrir.
Só para viajar aos Estados Unidos disputar um torneio, a conta batia em US$ 5 mil. Torraram as reservas. Procuraram investidores, e existe vídeo disso: a família apresentando o filho como se fosse um projeto em busca de capital. Aos 12 anos, o menino foi despachado sozinho para a academia de Niki Pilic, em Munique, porque o pai entendeu que ele precisava mudar não só de ambiente, mas de país.
Qualquer empresário reconhece esse enredo. É a hipoteca da casa para bancar o 1º ano da empresa. É o cartão de crédito estourado para pagar a folha. A diferença é que aqui a empresa era uma criança, e o pai não tinha plano B nem garantia real.
Sonho grande não se realiza com entusiasmo. Se realiza com fatura, e alguém sempre paga.
Ele entrou em uma festa que já tinha dois donos
Djokovic chegou ao circuito profissional no auge de uma das rivalidades mais lucrativas da história do esporte. Federer e Nadal eram amados, vendiam ingressos, patrocínio e narrativa. Ele foi recebido como intruso, o cara que estava atrapalhando a história bonita que já estava sendo contada.
E ele não pediu licença. Falou publicamente que os dois não eram imbatíveis, provocou, incomodou. Depois cumpriu. Os números que ele acumulou até aqui: 24 títulos de Grand Slam, mais do que qualquer homem na história. Um recorde de 428 semanas como número 1 do mundo, marca que ninguém chegou perto. Mais de 1.100 vitórias em simples. Os quatro Grand Slams conquistados, 10 deles só na Austrália. E o ouro olímpico em Paris 2024, justamente contra Carlos Alcaraz, o jovem espanhol que carrega um pouco de cada um dos três.
Cinco meses depois desse ouro, nas quartas do Australian Open de 2025, ele venceu Alcaraz de virada jogando lesionado e sob analgésicos, em três horas e meia de jogo.
O preço de não ser amado
André Agassi resume no documentário o que o circuito inteiro sabe: Djokovic é o maior defensor que o tênis já viu. E ataca com a mesma exatidão com que defende. O diferencial dele, porém, sempre foi o mental.
O público nunca comprou o personagem. Vaiam a ironia, vaiam o jeito de esfriar o jogo, vaiam o corpo que pede médico. Ele transforma isso em combustível. Depois de vencer sob vaias em Monte Carlo, publicou que dedicava a vitória “à orquestra”.
Em outro episódio que resume bem a perseguição, ele criou uma comemoração em que finge tocar violino, um acerto com a filha Tara, que estava aprendendo o instrumento e assistia da arquibancada. Boa parte da plateia entendeu como deboche e vaiou. O sujeito estava mandando um recado para a filha de sete anos.
Melbourne, 2022
Djokovic é o maior campeão da história do Australian Open. Em 2022, no auge das restrições da pandemia, ele afirmou publicamente que tinha uma permissão especial para entrar no país sem estar vacinado. Foi sumariamente deportado. Ele diz no filme que não é antivacina nem pró-vacina, que a posição dele é sobre soberania a respeito do que entra no próprio corpo: querer saber a procedência, os riscos e o histórico, ainda mais tendo contraído Covid duas vezes.
Vou me posicionar aqui, porque acho justo com quem me lê. Eu sou favorável à vacinação. Me vacinei, vacinei a minha família e continuo achando que foi a decisão certa, para mim e para a coletividade. E, mesmo assim, saí desse trecho do documentário balançado. Não pelo argumento sanitário, no qual eu continuo discordando dele, mas pelo tamanho da conta que ele aceitou pagar para não abrir mão de uma convicção pessoal.
Porque a fatura veio inteira: ele perdeu o torneio que mais venceu na vida, virou alvo global, foi expulso de um país e ficou profundamente magoado. Voltou no ano seguinte e foi campeão de novo.
É fácil ter convicção quando ela sai de graça; difícil é quando ela custa um título, um contrato ou uma reputação. Convicção tem preço, e quem nunca pagou por uma provavelmente nunca teve nenhuma.
O que ele quer para os filhos
A parte mais bonita do documentário não tem troféu. Djokovic fala dos filhos com uma clareza rara para alguém que construiu um império sobre o próprio nome. Ele não quer que eles dependam dele. Não quer herdeiros do sobrenome. Quer que tenham exatamente aquilo de que ele abriu mão para chegar onde chegou: uma infância.
Um homem que pagou o preço mais alto possível olhando para os filhos e dizendo, na prática, que aquele preço não precisa ser cobrado deles.
A pergunta que fica
Hoje ele tem 39 anos e não fala em parar. Em fevereiro deste ano, aos 38, chegou de novo à final do Australian Open e perdeu para Alcaraz, de 22, que fechou ali o ciclo dos quatro Grand Slams. Perdeu e continuou.
Prometi não falar de tecnologia nesta edição e vou cumprir. Mas confesso que assisti ao filme pensando em gente que conheço: no médico que abriu a clínica, no casal que largou o emprego para tocar a própria empresa, no fundador que passou dois anos construindo algo antes de mostrar para o mundo. Todos pagaram alguma coisa. Quase nenhum tinha noção do valor exato quando assinou embaixo.
Esta coluna, hoje, é para deixar mais perguntas do que respostas na sua cabeça. A principal delas é esta: até onde você é capaz de se sacrificar para realizar seus sonhos mais profundos?
E vão junto outras três, que talvez incomodem mais. Você já sabe qual é o preço do seu sonho ou está evitando fazer essa conta? Quem mais na sua volta está pagando essa conta com você, sabendo ou não? E, principalmente, o sonho pelo qual você está pagando é seu ou é o de outra pessoa?
Todo sonho tem um preço. A única escolha que existe é decidir, com os olhos abertos, se você vai pagá-lo.
* Olsen Rodrigo é CEO e fundador da Sintetiza AI. Com 17 anos dedicados à tecnologia em saúde, passando pela Matrix Saúde e por posições C-level (CPO/CTO) no AmorSaúde, hoje aplica inteligência artificial para automatizar e integrar a operação de empresas de diversos setores. É professor de IA aplicada a negócios, conselheiro e coautor de livros sobre liderança, produto e tecnologia. Defende uma IA que amplifica o potencial humano em vez de substituí-lo.
O preço de um sonho
Peço licença aos leitores para, nesta edição, não falar de inteligência artificial. A indicação deste mês é outra, e eu acredito que ela vale mais que qualquer novidade tecnológica que eu pudesse trazer aqui
Por Olsen Rodrigo*
No dia 20 de agosto, o Prime Video lançou mundialmente “Novak Djokovic: Lobo no Inverno”, dirigido por Jason Hehir, o mesmo diretor de The Last Dance, série sobre Michael Jordan. O filme reúne entrevistas com o próprio Djokovic, com a esposa Jelena, com a família e com nomes como Rafael Nadal, André Agassi, Pete Sampras e Boris Becker.
Antes que você pule para a próxima matéria: você não precisa gostar de tênis. Não precisa saber o que é um tie-break. Eu não vim falar de saque, de quadra rápida nem da rivalidade com Nadal e Federer. Isso aqui não é Palmeiras e Corinthians, e não estou tentando convencer ninguém a torcer por ninguém.
“Depois da Monica Seles, eu nunca vi um jogador assim”
Djokovic pegou uma raquete pela 1ª vez aos quatro anos, e existe imagem disso. É um dos privilégios do documentário: ver um menino minúsculo, em uma estação de esqui na Sérvia, batendo bola com uma técnica que qualquer um reconhece hoje.
Em 1993, aos seis anos, ele foi visto por Jelena Genčić, a treinadora que havia formado Monica Seles. Ela procurou os pais dele, que tocavam uma casa de panquecas ali em Kopaonik, e disse que desde Seles não via nada parecido, que aquele garoto seria um dos cinco melhores do mundo aos 17 anos. Os pais acharam que ela não estava bem da cabeça. Depois entraram de cabeça.
Guarde essa cena: uma pessoa olhou para uma criança e enxergou o topo do mundo. O resto da história é sobre o que custa transformar essa frase em fato.
78 noites em um porão
Em 1999, Belgrado passou a ser bombardeada. Djokovic tinha 11 anos. Na 1ª noite, o prédio da família tremeu, tudo ficou escuro, a mãe caiu e bateu a cabeça em um radiador. O prédio não tinha abrigo, então eles corriam para o edifício da tia, que tinha um porão. Foram 78 noites seguidas ali dentro.
Ele conta que, em uma dessas corridas às três da manhã, no meio do pânico coletivo, tropeçou e caiu. Viu a família correndo, gritou, ninguém ouviu. Ao olhar para o lado, viu um avião soltando uma bomba sobre um hospital ali perto.
Um país em guerra não quer saber de tênis. Não há quadra, não há federação organizada, não há dinheiro público, não há calendário. Djokovic treinou em piscinas vazias e em quadras marcadas por bomba. Em 2016, já bilionário em títulos, voltou a um paredão de treino esburacado nas montanhas e disse que aquela era a parede favorita dele no mundo inteiro.
Enquanto isso, ele abria mão da infância. Não é força de expressão. Não teve rua, não teve time de bairro, não teve o tédio saudável que forma a maioria de nós.
A conta que a família pagou
Aqui está a parte que mais me atingiu, e é também a que mais fala com quem lê o Portal Zumm. A família Djokovic não era miserável. O pai, Srdjan, conta no documentário que eles tinham uma renda decente, mas que essa renda cobria cerca de metade das despesas da carreira do filho. O déficit foi coberto com empréstimos. E não eram empréstimos de banco. Em uma Sérvia quebrada pela guerra e pelas sanções, os únicos dispostos a emprestar eram agiotas, gente de índole duvidosa, credores que cobram de um jeito que ninguém quer descobrir.
Só para viajar aos Estados Unidos disputar um torneio, a conta batia em US$ 5 mil. Torraram as reservas. Procuraram investidores, e existe vídeo disso: a família apresentando o filho como se fosse um projeto em busca de capital. Aos 12 anos, o menino foi despachado sozinho para a academia de Niki Pilic, em Munique, porque o pai entendeu que ele precisava mudar não só de ambiente, mas de país.
Qualquer empresário reconhece esse enredo. É a hipoteca da casa para bancar o 1º ano da empresa. É o cartão de crédito estourado para pagar a folha. A diferença é que aqui a empresa era uma criança, e o pai não tinha plano B nem garantia real.
Ele entrou em uma festa que já tinha dois donos
Djokovic chegou ao circuito profissional no auge de uma das rivalidades mais lucrativas da história do esporte. Federer e Nadal eram amados, vendiam ingressos, patrocínio e narrativa. Ele foi recebido como intruso, o cara que estava atrapalhando a história bonita que já estava sendo contada.
E ele não pediu licença. Falou publicamente que os dois não eram imbatíveis, provocou, incomodou. Depois cumpriu. Os números que ele acumulou até aqui: 24 títulos de Grand Slam, mais do que qualquer homem na história. Um recorde de 428 semanas como número 1 do mundo, marca que ninguém chegou perto. Mais de 1.100 vitórias em simples. Os quatro Grand Slams conquistados, 10 deles só na Austrália. E o ouro olímpico em Paris 2024, justamente contra Carlos Alcaraz, o jovem espanhol que carrega um pouco de cada um dos três.
Cinco meses depois desse ouro, nas quartas do Australian Open de 2025, ele venceu Alcaraz de virada jogando lesionado e sob analgésicos, em três horas e meia de jogo.
O preço de não ser amado
André Agassi resume no documentário o que o circuito inteiro sabe: Djokovic é o maior defensor que o tênis já viu. E ataca com a mesma exatidão com que defende. O diferencial dele, porém, sempre foi o mental.
O público nunca comprou o personagem. Vaiam a ironia, vaiam o jeito de esfriar o jogo, vaiam o corpo que pede médico. Ele transforma isso em combustível. Depois de vencer sob vaias em Monte Carlo, publicou que dedicava a vitória “à orquestra”.
Em outro episódio que resume bem a perseguição, ele criou uma comemoração em que finge tocar violino, um acerto com a filha Tara, que estava aprendendo o instrumento e assistia da arquibancada. Boa parte da plateia entendeu como deboche e vaiou. O sujeito estava mandando um recado para a filha de sete anos.
Melbourne, 2022
Djokovic é o maior campeão da história do Australian Open. Em 2022, no auge das restrições da pandemia, ele afirmou publicamente que tinha uma permissão especial para entrar no país sem estar vacinado. Foi sumariamente deportado. Ele diz no filme que não é antivacina nem pró-vacina, que a posição dele é sobre soberania a respeito do que entra no próprio corpo: querer saber a procedência, os riscos e o histórico, ainda mais tendo contraído Covid duas vezes.
Vou me posicionar aqui, porque acho justo com quem me lê. Eu sou favorável à vacinação. Me vacinei, vacinei a minha família e continuo achando que foi a decisão certa, para mim e para a coletividade. E, mesmo assim, saí desse trecho do documentário balançado. Não pelo argumento sanitário, no qual eu continuo discordando dele, mas pelo tamanho da conta que ele aceitou pagar para não abrir mão de uma convicção pessoal.
Porque a fatura veio inteira: ele perdeu o torneio que mais venceu na vida, virou alvo global, foi expulso de um país e ficou profundamente magoado. Voltou no ano seguinte e foi campeão de novo.
É fácil ter convicção quando ela sai de graça; difícil é quando ela custa um título, um contrato ou uma reputação. Convicção tem preço, e quem nunca pagou por uma provavelmente nunca teve nenhuma.
O que ele quer para os filhos
A parte mais bonita do documentário não tem troféu. Djokovic fala dos filhos com uma clareza rara para alguém que construiu um império sobre o próprio nome. Ele não quer que eles dependam dele. Não quer herdeiros do sobrenome. Quer que tenham exatamente aquilo de que ele abriu mão para chegar onde chegou: uma infância.
Um homem que pagou o preço mais alto possível olhando para os filhos e dizendo, na prática, que aquele preço não precisa ser cobrado deles.
A pergunta que fica
Hoje ele tem 39 anos e não fala em parar. Em fevereiro deste ano, aos 38, chegou de novo à final do Australian Open e perdeu para Alcaraz, de 22, que fechou ali o ciclo dos quatro Grand Slams. Perdeu e continuou.
Prometi não falar de tecnologia nesta edição e vou cumprir. Mas confesso que assisti ao filme pensando em gente que conheço: no médico que abriu a clínica, no casal que largou o emprego para tocar a própria empresa, no fundador que passou dois anos construindo algo antes de mostrar para o mundo. Todos pagaram alguma coisa. Quase nenhum tinha noção do valor exato quando assinou embaixo.
Esta coluna, hoje, é para deixar mais perguntas do que respostas na sua cabeça. A principal delas é esta: até onde você é capaz de se sacrificar para realizar seus sonhos mais profundos?
E vão junto outras três, que talvez incomodem mais. Você já sabe qual é o preço do seu sonho ou está evitando fazer essa conta? Quem mais na sua volta está pagando essa conta com você, sabendo ou não? E, principalmente, o sonho pelo qual você está pagando é seu ou é o de outra pessoa?
* Olsen Rodrigo é CEO e fundador da Sintetiza AI. Com 17 anos dedicados à tecnologia em saúde, passando pela Matrix Saúde e por posições C-level (CPO/CTO) no AmorSaúde, hoje aplica inteligência artificial para automatizar e integrar a operação de empresas de diversos setores. É professor de IA aplicada a negócios, conselheiro e coautor de livros sobre liderança, produto e tecnologia. Defende uma IA que amplifica o potencial humano em vez de substituí-lo.
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